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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Zé Trindade - Um maragogipano que Maragogipe não pode esquecer

Cena do Filme "Entrei de Gaiato"
O maragogipano Zé Trindade, até hoje é muito conhecido em todo o país pela grande popularidade nas décadas de 50 e 60 por sua participação em 36 chanchadas, que o marcaram como o primeiro personagem assumidamente mulherengo do cinema nacional, autor de piadas ingênuas que fizeram rir as platéias brasileiras de norte a sul. Filho de um boêmio deserdado pela família (casou-se com uma menina de treze anos), durante a infância Trindade passou fome em Salvador. Aos nove anos, teve publicado seu primeiro poema pelo jornal A Tarde, na Bahia. Para ajudar a mãe, arranjou emprego no Hotel Meridional, em Salvador, como boy e ascensorista. Dessa maneira, travou relações com intelectuais da época, ainda desconhecidos do grande público, como Dorival Caymmi e Jorge Amado. Acabou tendo um poema musicado por Antonio Maltez (parceiro de Caimmy) e com essa música ingressou na vida artística para nunca mais sair. Contando piadas e fazendo trovas, ganhou um programa de rádio, mas teve que trocar de nome para não chocar os conservadores da família com seu humor. Ídolo popular na Bahia, ele decidiu migrar para o sul e o sucesso nacional não tardou.

Sua estréia no Rio de Janeiro aconteceu em 1945, quando passou a integrar o elenco de comediantes da Rádio Mayrink Veiga. Durante quinze anos seguidos, a emissora concedeu-lhe o prêmio de Melhor Cômico. No cinema, Nilton da Silva Bittencourt iniciou em 1949 participando da comédia O Malandro e a Grã-Fina, fazendo uma ponta atrás das grades de uma chefatura de polícia. Sete entre dez chanchadas produzidas pela Herbert Richers ou pela Atlântida levavam seu nome no elenco. Em 1959, interpretava um falso massagista no filme O Massagista de Madame, explicando a uma dondoca Renata Fronzi que não aprendera a massagear madames na Escandinávia, mas numa padaria do subúrbio carioca. Padaria era um dos eufemismos de nádegas, em evidência na época. A partir da década de 70 foi contratado pela Rede Globo, ganhando um quadro permanente nos programas Balança Mas não Cai e Chico Anysio Show. Não gostou desta última participação, afirmando na época que preferia o humor de Jô Soares, apesar de amigo do Chico.

Nádia Maria e Zé Trindade
Fez o personagem Buster Keaton na minissérie Memórias de Um Gigolô, aparecendo em sete capítulos. Zé Trindade foi um criador de tipos. Ou, mais precisamente, de um tipo: o malandro que veio do nordeste e descobriu a fórmula de levar vantagem em quase tudo na então capital da República - um Macunaíma do desenvolvimentismo da década de 50. Ficou famoso com as frases: É lamentável!, Papelão!, O negócio é mulher!, Meu pudim vai bem?, Meu doce de coco, Minha jujuba! Apesar de feio e baixinho, consagrou-se com o tipo gostosão e cafajeste que não podia ver saia, nem dinheiro. Assim se explicam títulos de filmes como Pra Lá de Boa, Garotas e Samba, Mulheres a Vista e Mulheres Cheguei, este último de 1961. Tornava-se hilariante pelo ódio que nutria pelas sogras e mulher feia, aplicando-lhes apelidos como jararaca, cascavel de chocalho grande ou usando respostas como Eu ainda não estou apanhando xepa, minha filha. Com nomes como Anacleto, Isidoro, Polidoro, Mão Leve, Zeferino e Januário Jaboatão, participou também de filmes como Tem Boi na Linha (1957), Maluco por Mulher (1957), Espírito de Porco (1957), O Camelô da Rua Larga (1958), Mulheres À Vista (1958), Na Corda Bamba (com Ema D'Ávila e Arrelia, em 1959), Entrei de Gaiato (1960), Marido de Mulher Boa (1960) e Assim era a Atlântida (1975). Em 1987, ele atuaria em Um Trem para as Estrelas, de Cacá Diegues.


Cena do Filme Jesus Cristo, Eu estou aqui
Além do cinema, Trindade teve importante passagem pela música, chegando a gravar 25 LPs, sempre canções nordestinas e a maioria composições de sua autoria. Recebeu mais de 300 troféus e títulos, como o melhor cantor de música nordestina. Foi também o criador da palavra paquera, que vem de uma gíria de caçador, que significa caçar paca. Durante cinco anos foi dono do restaurante O Vatapá do Zé Trindade, em Ipanema, e publicou um livro de poemas, O Poeta Zé Trindade, com prefácio de Jorge Amado e capa de Caribé. Casado durante 50 anos com Dona Cleusa, tiveram um filho, Ricardo, responsável pela Zé Trindade Produtos Alimentícios da Bahia Ltda. Trindade faleceu aos 75 anos, em 4 de maio de 1990. (Fonte: Memorial da Fama)

Dercy e Zé Trindade
Filmografia
1946: O Cavalo 13
1947: O Malandro e a Grã-Fina
1948: Fogo na Canjica
1949: Pra Lá de Boa
1949: Inocência
1951: Agüenta Firme, Isidoro
1951: Tocaia
1951: O Meu Dia Chegará
1951: Anjo do Lodo
1952: O Rei do Samba
1954: Rei do Movimento
1955: Trabalhou Bem, Genival
1955: O Primo do Cangaceiro
1956: Tira a Mão Daí!
1956: Depois Eu Conto (Filme em DVD - expirados.com.br)
1956: Genival É De Morte
1956: O Negócio Foi Assim
1957: Rico Rí a Toa (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1957: Tem Boi na Linha
1957: Maluco por Mulher
1957: Espírito de Porco
1957: Garotas e Samba (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1957: Treze Caldeiras (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1958: Aguenta o Rojão
1958: O Batedor de Carteiras
1958: O Camelô da Rua Larga (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1958: Agüenta o Rojão
1958: Mulheres À Vista (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1959: Na Corda Bamba (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1959: O Massagista de Madame
1960: Entrei de Gaiato (Filme em DVD  - expirados.com.br)


Esse foi sem sombras de dúvidas, um merecedor.
1960: Marido de Mulher Boa (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1960: O Viúvo Alegre
1961: Mulheres Cheguei
1962: Bom Mesmo É Carnaval (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1970: Jesus Cristo, Eu Estou Aqui (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1971: Cômicos e Mais Cômicos
1975: Assim era a Atlântida
1975: Tem Folga na Direção (Filme em DVD  - expirados.com.br)
1987: Um Trem para as Estrelas (Filme em DVD  - expirados.com.br)

E como este blogueiro gosta de trazer a notícia por completo, reservei esta última parte especialmente para alguns filmes do Youtube para você:









sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

FILMOGRAFIA: 7 filmes para entender história

Se você quer aproveitar bem suas férias, dando uma variada nos estudos. Uma ótima idéia será ver alguns excelentes filmes que retratam bem a história e são ótimos para você pensar sobre questões do seu interesse, se você gostar de História, ou se você apenas está estudando para o vestibular, serve também para aprimorar seus conhecimentos.


O Filme "Carlota Joaquina, Princesa do Brazil" é uma ótima pedida, ele retrata a chega da família real portuguesa à colônia brasileira. É um longa-metragem histórico e satírico que foi lançado em 1995. É dirigido por Carla Camurati e uma boa opção para entender o período colonial brasileiro.


Já o filme "A Lista de Schindler" é baseado no livro homônimo de Thomas Keneally que relata a história de Oskar Schindler, um Tcheco que salvou a vida de milhares de judeus poloneses durante o holocausto. É dirigido por Steven Spielberg e foi produzido em 1993.


Um ótimo filme é "O Pianista", Uma triste história de Wladyslaw Szpilman que serviu como base para o longa-metragem de 2002 dirigido por Roman Polanski. O enredo conta a experiência de Szpilman como sobrevivente da perseguição nazista.


Já o filme "Zuzu Angel" é a obra nacional de 2006, dirigida por Sérgio Rezende, que narra a vida da estilista Zuzu Angel, cujo filho foi torturado e assassinado durante esse período. Zuleika Angel Jones foi morta em um acidente de carro forjado pelos militantes do exército em 1976.


Se você gosta de Charles Chaplin, vai gostar do primeiro filme falado dele lançado em 1940, "O Grande Ditador" é um clássico eterno para compreender Adolf Hitler e Benito Mussolini. A comédia satiriza os tiranos do nazismo e do fascismo.




Uma outra boa pedida é o filme nacional "Olga", lançado em 2004 pelo diretor Jayme Monjardim. O Estado Novo aparece com força na trama, que é inspirada na biografia da alemã, judia e comunista Olga Benário Prestes, casada com o militar comunista brasileiro Luís Carlos Prestes.


Por fim, outro filme brasileiro "O Que É Isso, Companheiro?", produzido em 1997 e dirigido por Bruno Barreto. Teve seu roteiro baseado no livro homônimo de Fernando Gabeira, escrito em 1979. O enredo apresenta aspectos da ditadura militar, especialmente sobre as guerrilhas, quando conta a história verídica do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969, por integrantes dos grupos de esquerda MR-8 e Ação Libertadora Nacional.