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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Exercícios de História da América Portuguesa e Espanhola (Ensino Médio)

Sabendo que grande parte dos professores e estudantes buscam pelas soluções dos seus problemas na Internet, resolvi postar neste espaço alguns exercícios retirados de provas de vestibulares. Vale ressaltar que será muito mais importante, o professor modificar os exercícios de acordo com o que foi ensinado na sala de aula. Afinal de contas, cabe ao professor ter o conhecimento da realidade da turma que leciona.


Veja também:
Questões DE ENEM e Vestibular

Questão 01 (ENEM 2006) Segundo a explicação mais difundida sobre o povoamento da América, grupos asiáticos teriam chegado a esse continente pelo Estreito de Bering, há 18 mil anos. A partir dessa região, localizada no extremo noroeste do continente americano, esses grupos e seus descendentes teriam migrado, pouco a pouco, para outras áreas, chegando até a porção sul do continente. Entretanto, por meio de estudos arqueológicos realizados no Parque Nacional da Serra da Capivara (Piauí), foram descobertos vestígios da presença humana que teriam até 50 mil anos de idade. Validadas, as provas materiais encontradas pelos arqueólogos no Piauí

a) comprovam que grupos de origem africana cruzaram o oceano Atlântico até o Piauí há 18 mil anos.
b) confirmam que o homem surgiu primeiramente na América do Norte e, depois, povoou os outros continentes.
c) contestam a teoria de que o homem americano surgiu primeiro na América do Sul e, depois, cruzou o Estreito de Bering.
d) confirmam que grupos de origem asiática cruzaram o Estreito de Bering há 18 mil anos.
e) contestam a teoria de que o povoamento da América teria iniciado há 18 mil anos. 

Questão 02. (Fuvest) "Podemos dar conta boa e certa que em quarenta anos, pela tirania e ações diabólicas dos espanhóis, morreram injustamente mais de doze milhões de pessoas..." (Bartolomé de Las Casas, 1474 - 1566)

"A espada, a cruz e a fome iam dizimando a família selvagem." (Pablo Neruda, 1904 - 1973)

As duas frases lidas colocam como causa da dizimação das populações indígenas a ação violenta dos espanhóis durante a Conquista da América. Pesquisas históricas recentes apontam outra causa, além da já indicada, que foi:

a) a incapacidade das populações indígenas em se adaptarem aos padrões culturais do colonizador.
b) o conflito entre populações indígenas rivais, estimulado pelos colonizadores.
c) a passividade completa das populações indígenas, decorrente de suas crenças religiosas.
d) a ausência de técnicas agrícolas por parte das populações indígenas, diante de novos problemas ambientais.
e) a série de doenças trazidas pelos espanhóis, como varíola, tifo e gripe, para as quais as populações indígenas não possuíam anticorpos.

Questão 03. (Fuvest-SP) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram:

a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosí.
b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.
c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário, cruel e vingativo dos naturais.
d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na extração da borracha.
e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.

Questão 04. (UFMG) Leia o texto. “A língua de que [os índios] usam, toda pela costa, é uma: ainda que em certos vocábulos difere em algumas partes; mas não de maneira que se deixem de entender. (...) Carece de três letras, convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei, e desta maneira vivem desordenadamente (...)." (GANDAVO, Pero de Magalhães, História da Província de Santa Cruz, 1578.) A partir do texto, pode-se afirmar que todas as alternativas expressam a relação dos portugueses com a cultura indígena, exceto:

a) A busca de compreensão da cultura indígena era uma preocupação do colonizador.
b) A desorganização social dos indígenas se refletia no idioma.
c) A diferença cultural entre nativos e colonos era atribuída à inferioridade do indígena.
d) A língua dos nativos era caracterizada pela limitação vocabular.
e) Os signos e símbolos dos nativos da costa marítima eram homogêneos.

Questão 05. (Fuvest-SP) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) as distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígines e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor." (Stuart B. Schwartz, Segredos internos.) A partir do texto pode-se concluir que:

a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade européia nos séculos XV e XVI.
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade.
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.

Questão 06. (UFMG) Todas as alternativas apresentam fatores que explicam a primazia dos portugueses no cenário dos grandes descobrimentos, exceto:

a) a atuação empreendedora da burguesia lusa no desenvolvimento da indústria náutica
. b) a localização geográfica de Portugal, distante do Mediterrâneo oriental e sem ligações comerciais com o restante do continente.
c) a presença da fé e o espírito da cavalaria e das cruzadas que atribuíam aos portugueses a missão de cristianizar os povos chamados "infiéis".
d) o aparecimento pioneiro da monarquia absolutista em Portugal responsável pela formação do Estado moderno.

Questão 07. (FESO-RJ) "O governo-geral foi instituído por D. João III, em 1548, para coordenar as práticas colonizadoras do Brasil. Consistiriam estas últimas em dar às capitanias hereditárias uma assistência mais eficiente e promover a valorização econômica e o povoamento das áreas não ocupadas pelos donatários." (Manoel Maurício de Albuquerque. Pequena história da formação social brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 180.) As afirmativas abaixo identificam corretamente algumas das atribuições do governador-geral, à exceção de:

a) Estimular e realizar expedições desbravadoras de regiões interiores, visando, entre outros aspectos, à descoberta de metais preciosos.
b) Visitar e fiscalizar as capitanias hereditárias e reais, especialmente aquelas que vivenciavam problemas quanto ao povoamento e à exploração das terras.
c) Distribuir sesmarias, particularmente para os beneficiários que comprovassem rendas e meios de valorizar economicamente as terras recebidas.
d) Regular as alianças com tribos indígenas, controlando e limitando a ação das ordens religiosas, em especial da Companhia de Jesus.
e) Organizar a defesa da costa e promover o desenvolvimento da construção naval e do comércio de cabotagem.

Questão 08. (UNISO) Durante a maior parte do período colonial a participação nas câmaras das vilas era uma prerrogativa dos chamados "homens bons", excluindo-se desse privilégio os outros integrantes da sociedade. A expressão "homem bom" dizia respeito a:

a) homens que recebiam a concessão da Coroa portuguesa para explorar minas de ouro e de diamantes;
b) senhores de engenho e proprietários de escravos;
c) funcionários nomeados pela Coroa portuguesa para exercerem altos cargos administrativos na colônia;
d) homens considerados de bom caráter, independentemente do cargo ou da função que exerciam na colônia.

Questão 09. (UNAERP-SP) Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro. Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:

a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil.
b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.
c) criação das capitanias hereditárias.
d) montagem do sistema colonial.
e) criação e distribuição das sesmarias.

Questão 10. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção que caracteriza a economia colonial estruturada como desdobramento da expansão mercantil européia da época moderna.

a) A descoberta de ouro no final do século XVII aumentou a renda colonial, favorecendo o rompimento dos monopólios que regulavam a relação com a metrópole.
b) O caráter exportador da economia colonial foi lentamente alterado pelo crescimento dos setores de subsistência, que disputavam as terras e os escravos disponíveis para a produção.
c) A lavoura de produtos tropicais e as atividades extrativas foram organizadas para atender aos interesses da política mercantilista européia.
d) A implantação da empresa agrícola representou o aproveitamento, na América, da experiência anterior dos portugueses nas suas colônias orientais.
e) A produção de abastecimento e o comércio interno foram os principais mecanismos de acumulação da economia colonial.

Questão 11. (Cesgranrio-RJ) "O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos." O comentário de Antonil, escrito no século XVIII, pode ser considerado característico da sociedade colonial brasileira porque:

a) a condição de proprietário de terras e de homens garantia a preponderância dos senhores de engenho na sociedade colonial.
b) a autoridade dos senhores restringia-se aos seus escravos, não se impondo às comunidades vizinhas e a outros proprietários menores.
c) as dificuldades de adaptação às áreas coloniais levaram os europeus a organizar uma sociedade com mínima diferenciação e forte solidariedade entre seus segmentos.
d) as atividades dos senhores de engenho não se limitavam à agroindústria, pois controlavam o comércio de exportação, o tráfico negreiro e a economia de abastecimento.
e) o poder político dos senhores de engenho era assegurado pela metrópole através da sua designação para os mais altos cargos da administração colonial.


RESPOSTAS:
01. E
02. E
03. E
04. A
05. D
06. B
07. E
08. B
09. C
10. C
11. A

Exercícios de História Antiga: Roma (Ensino Médio)

Sabendo que grande parte dos professores e estudantes buscam pelas soluções dos seus problemas na Internet, resolvi postar neste espaço alguns exercícios retirados de provas de vestibulares. Vale ressaltar que será muito mais importante, o professor modificar os exercícios de acordo com o que foi ensinado na sala de aula. Afinal de contas, cabe ao professor ter o conhecimento da realidade da turma que leciona.
01. (UFAM – 2009) Tal como a história dos gregos, também a dos romanos começou pelo desenvolvimento de instituições políticas assentadas na cidade e elaboradas em benefício de uma comunidade de homens livres – os cidadãos – proprietários de terras e que reivindicavam a descendência direta dos fundadores de sua pátria. Em ambos os casos, estes cidadãos privilegiados conseguiram, no momento em que a vida urbana começou ganhar certa amplitude e consistência, eliminar a monarquia (cuja origem se confundia com a própria origem da pátria) dando início a instituições capazes de assegurar o seu domínio. FLORENZANO, M. B. O Mundo Antigo: economia e sociedade. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 56.

O texto aponta que os cidadãos romanos percorreram uma trajetória política singular. Sobre as instituições latinas ao longo deste processo podemos destacar:

I. O Senado, instituição mais importante do período republicano, que, no plano legislativo, aprovava as leis votadas nas assembleias, propunha novas leis para serem submetidas ao voto do povo, além de decidir sobre medidas excepcionais, como a de atribuir o poder supremo aos cônsules.
II. A Ditadura ou uma magistratura extraordinária, dotada de poderes excepcionais, substitutiva do Império, ao qual se recorria em momentos de particular gravidade.
III. O Tribunato da Plebe, cuja função era defender indivíduos e propriedades da plebe e administrar os jogos públicos, sendo o poder dos tribunos derivado do fato de serem invioláveis.

a) Apenas II é correta.
b) Apenas I é correta.
c) Apenas III é correta.
d) I, II e III são corretas.
e) I, II, e III são incorretas.

02. (PUC/PR – 2007) As lutas por riquezas e territórios sempre estiveram presentes na História. Na Antiguidade, o Mediterrâneo foi disputado nas Guerras Púnicas por:

a) romanos e cartagineses.
b) gregos e persas.
c) macedônicos e romanos.
d) romanos e germânicos.
e) gregos e romanos.

03. (UFMS – 2009) Sobre a história de Roma, é correto afirmar:

01. Paralelamente à versão lendária da fundação de Roma pelos irmãos gêmeos Rômulo e Remo, descobertas arqueológicas atestam que, antes de 753 a.C., a região do Lácio já era habitada por povos de diferentes etnias, organizados em comunidades agrícolas e pastoris, entre eles os etruscos que, entre os séculos VII e VI a.C., expandiram seu território e controlaram a monarquia em Roma.
02. O período republicano foi marcado por lutas entre patrícios e plebeus, as quais resultaram na criação de magistrados especiais, conhecidos como Tribunos da Plebe, encarregados de defender os interesses jurídicos, políticos e sociais da plebe junto ao Senado.
04. A expansão dos domínios romanos, na Península Itálica e em torno do Mar Mediterrâneo, acarretou uma desaceleração do processo de concentração fundiária nas mãos da aristocracia patrícia, haja vista que o Estado romano estabeleceu uma série de medidas visando distribuir terras aos pequenos e médios proprietários e à plebe urbana empobrecida.
08. Entre as maiores heranças culturais dos romanos, para a civilização ocidental, estão o Direito, bem como a língua latina, que serviu de matriz linguística a inúmeros idiomas modernos.
16. Deterioração do exército, crise de suprimento da mão de obra escrava, inflação, instabilidade política, instituição do colonato, como novo tipo de relação de trabalho, foram algumas das características que marcaram o período da história romana conhecido como Diarquia, instaurada entre os séculos III e V d.C.

04. (UEPB – 2009) Dentre os movimentos sociais que marcaram a República Romana, podemos destacar as lutas entre patrícios e plebeus. Sobre estas lutas, é correto afirmar:

a) O casamento entre patrícios e plebeus não foi permitido, apesar das conquistas do povo romano nas lutas contra os patrícios.
b) Apesar da marginalização política, não havia discriminação entre patrícios e plebeus.
c) Os plebeus conquistaram, em 367 a.C, o direito de participar do consulado com a promulgação da Lei Licínia, que também regulamentou a exploração das terras públicas.
d) Quando um patrício tornava-se insolvente, sem condições de pagar dívidas, tinha de se submeter ao nexum. Este foi um dos fatores que causou os conflitos entre plebeus e patrícios.
e) Em 450 a.C, foi publicada a Lei das Doze Tábuas, um dos fundamentos do Direito Romano, que não assegurou a igualdade jurídica entre patrícios e plebeus.

05. Roma, de simples cidade-estado, transformou-se na capital do país e mais duradouro dos impérios conhecidos. Assinale a alternativa diretamente relacionada com o declínio e queda do império Romano:

a) Triunfo do cristianismo e urbanização do campo.
b) Redução considerável dos tributos e abolição do poder despótico do tipo oriental.
c) Barbarização do exército e crise no modo de produção escravista.
d) Ensino democrático dos estóicos e aumento dos privilégios das classes superiores.
e) Estabilização das fronteiras e crescente oferta de mão-de-obra.

06. O modo de produção asiático foi marcado pela formação de comunidades primitivas caracterizadas pela posse coletiva de terra e organizadas sobre relações de parentesco. Sobre essa estrutura é correto:

a) O Estado controlava o uso dos recursos econômicos essenciais, extraindo uma parcela de trabalho e da produção das comunidades que controlava.
b) Neste sistema verifica-se a passagem da economia de predação para uma economia de produção, quando o homem começa a plantar.
c) O fator condicionante dessa situação foi o meio geográfico, responsável pela pequena produtividade.
d) As relações comunitárias de produção impediram o desenvolvimento do comércio e da mineração na Antiguidade Oriental.
e) Os povos que não vivam próximos aos grandes rios não se desenvolveram e tenderam a desaparecer.

07. As “Guerras Civis” na Roma republicana foram provocadas pela (o):

a) Tentativa de Julio César de tornar-se imperador.
b) Ascensão dos homens novos e militares e marginalização da plebe.
c) Assassinato dos irmãos Graco, dividindo os romanos em dois partidos.
d) Insistência dos cristãos contra a escravidão e o culto ao imperador.
e) Disputa política envolvendo os membros dos dois Triunviratos.

08. Entre os séculos IV e V os pequenos proprietários arruinaram0se e buscaram a proteção dos grandes latifundiários. Surgiu assim o Patrocínio, instituição pela qual, em troca de proteção, um homem livre obrigava-se a cultivar um grande lote de terra para um grande proprietário. Grande parte da mão-de-obra foi recrutada entre os “bárbaros”, que invadiam as fronteiras do Império. O texto retrata:

a) A barbarização do exército e anarquia militar.
b) A principal forma de salvação do Império.
c) A abertura das fronteiras romanas aos povos germânicos.
d) A consolidação do sistema escravista de produção.
e) O surgimento do colonato e das Villae, com economia natural.

09. No decorrer do último século de República em Roma, as conquistas se ampliaram, o exército passou a ser permanente e tornou-se profissional, o que foi fundamental para:

a) A realização das guerras civis, contra os plebeus, impedindo a reforma agrária.
b) Conter as invasões bárbaras que ameaçavam as fronteiras ao norte.
c) Preservar as culturas políticas, limitando as conquistas realizadas pela plebe.
d) A ascensão dos militares ao poder, e conseqüentemente para decadência do Senado.
e) Consolidar as instituições republicanas, impossibilitando o retorno à monarquia.

10. Durante o Baixo Império, o império romano viveu grande decadência, determinada principalmente pela (o):

a) Retração das guerras, responsável pela diminuição do afluxo de riquezas, crise do escravismo e da própria produção.
b) Adesão imperador Constantino ao cristianismo, diminuindo a força do paganismo.
c) Guerra civil envolvendo patrícios e plebeus, determinando a decadência da produção agrícola.
d) Édito do máximo, responsável pela ilimitação da produção agrícola e importação de escravos.
e) Crise do comércio romano pelo Mediterrâneo, dado a ocupação realizada pelos povos bárbaros.

11. (OSEC) Quanto à história de Roma, pode-se considerar que:

a) Roma conheceu apenas dois regimes políticos: a República e o Império;
b) na passagem da República para o Império, Roma deixou de ser uma democracia e transformou-se numa oligarquia;
c) os irmãos Tibério e Caio Graco foram dois tribunos da plebe que lutaram pela redistribuição das terras do Estado (ager publicus) entre todos os cidadãos romanos;
d) no Império Romano, todos os homens livres - os cidadãos - eram proprietários de terras;
e) no Império Romano, a base da economia era o comércio e a indústria.

12. (OSEC) Sobre a ruralização da economia ocorrida durante a crise do Império Romano, podemos afirmar que:

a) foi conseqüência da crise econômica e da insegurança provocada pelas invasões dos bárbaros;
b) foi a causa principal da falta de escravos;
c) proporcionou ao Estado a oportunidade de cobrar mais eficientemente os impostos;
d) incentivou o crescimento do comércio;
e) proporcionou às cidades o aumento de suas riquezas.

13. (PUC) A religião romana assemelhava-se à grega porque ambas:

a) tinham objetivos nitidamente políticos;
b) eram terrenas e práticas, sem conteúdo espiritual e ético;
c) eram apoiadas por uma forte classe sacerdotal;
d) condenavam as injustiças sociais;
e) tinham como centro a crença na vida futura.

Resolução:
01. B
02. A
03. 11 (01+02+08)
04. C
05. C
06. A
07. B
08. C
09. D
10. A
11. C
12. A
13. B

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Sátira das Profissões, um documento egípcio que valoriza o escriba

Este é um trabalho de Pesquisa do Documento "Sátira das Profissões" escrito egípcios que contém incômodos existentes em cada tipo de trabalho, assim como a valorização do Escriba enquanto profissional. A leitura deste documento demonstra que a atividade intelectual era valorizada no Egito Antigo, muito diferente das atividades braçais que são classificadas de maneira grosseira pelo escritor do documento.

O tema é curioso. É a história de um pai Khéti que conduz o filho adolescente Pépi para a escola de escribas da Corte por ser, segundo ele, a mais importante das profissões e durante a viagem da barca resolve comparar vários ofícios.

Figura retirada do jogo Faraó, feito pela Sierra e sob licença da VU Games.

Quais são as profissões do texto?
As profissões descritas no texto são Ferreiro, Marceneiro, Joalheiro, Barbeiro, Colhedor de Papiro ou de Junco (que na verdade ele colhe o junco para daí fazer o papiro), Oleiro, Pedreiro, Carpinteiro, Hortelão, Lavrador, Tecelão, Porteiro, Faz (ponta de) flecha (armeiro), Pastores, Mensageiro, Encarregado da fornalha, Sapateiro, Lavadeiro, Passarinheiro, Pescador, Escriba e Camponês.

Como eram que eles se classificavam socialmente?
Em primeiro lugar percebemos que há uma mobilidade social (não era um sistema rígido igual ao sistema de castas), por isso um pai escreveu esta carta para o filho na intenção dele querer ser escriba e não outra profissão qualquer.

“Eis que não há profissão sem chefe, exceto a do escriba: ele é seu chefe.” Através dessa frase, percebemos que existem os que mandam (no caso, Escriba) e os que são mandados (no caso, outras profissões).

Em todo o texto percebe-se que tem chefe, ou seja, as outras profissões são sofredores; são explorados; devem obediência, se não são punidos com castigo corporal, ficam presos e são humilhados; são expostos a qualquer tipo de trabalho e em qualquer lugar; são comparados a animais; são comparados às mulheres; não são considerados seres humanos. Veja algumas frases.
  • “Atente para isso, não se pode chamar um camponês de ser humano.” não são considerados seres humanos
  • “é mais desventurado que uma mulher.” são comparados às mulheres
  • “Se ficar um dia sem tecer, leva cinqüenta açoites.” são punidos com castigo corporal
  • “Tem de subornar o porteiro com comida para que este deixe ver a luz do dia.” ficam presos
  • “o trabalho árduo é com freqüência é triplicado.” são explorados
  • “seus dedos parecem garras de crocodilos e fedem a ovas de peixe.” são comparados a animais
  • “como uma abelha (só) come o quanto trabalha.” são comparados a animais
  • “chafurda na lama mais que um porco” são comparados a animais
  • “Mas a comida que dá à sua família não basta para os filhos.” Eles sofrem
  • “lamuria-se mais que galinha d’angola e grita mais alto que um corvo” são comparados a animais

No final do texto percebe-se que: Segundo o autor os escribas são seus próprios chefes e chefiam os subordinados inferiores, ou seja, as outras profissões, mas onde fica o poder do Faraó? O Faraó é quem realmente mandava no Egito, inclusive, no próprio escriba. Mas, por que os escribas mandavam? Por que eles sabiam ler e escrever, por isso, eram os únicos habilitados a desempenhar esse tipo de cargo, percebe-se no texto “(pois) um dia (que seja) na escola, será proveitoso para ti” eles se qualificavam entes de desempenhar a função, além disso, eles participavam tanto das atividades da sociedade, quanto das do governo.

Todos os que são mandados são camponeses. “Atenta para isso, não se pode chamar um camponês de ser humano.” Está expresso nesta frase.

O que é produzido pelos escribas é duradouro percebe-se em “Suas obras duram como as montanhas.” Enquanto a dos outros não são, por este motivo, ele é valorizado.

O texto Sátira das Profissões em sua forma integral localiza-se no Papiro Sallier II (Museu Britânico 10182) e parcialmente no Papiro Anastasi VII (Museu Britânico 10222), ambos da 19ª dinastia. Existem trechos preservados numa tábula (louvre 693) e no Papiro Amherst (Biblioteca Pierpont Morgan, Nova York), da 18ª dinastia, assim como no Papiro Chester Beatty XIX (Museu Britânico 10699) e em mais duas centenas de óstracos da 19ª dinastia. Acredita-se que o original data-se da 12ª dinastia.

Referência Bibliográfica:
Tradução em ARAÚJO, E Escrito para a eternidade: a literatura no Egito faraônico. Brasília: Editora da UnB, 2000, p. 220-223.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Exercícios de História Moderna - Grandes Navegações (Ensino Médio)

Sabendo que grande parte dos professores buscam pelas soluções dos seus problemas na Internet, resolvi colocar alguns exercícios neste Blog. Vale ressaltar que será muito mais importante, o professor modificar os exercícios de acordo com o que foi ensinado na sala de aula. Afinal de contas, cada um sabe qual é sua realidade.
01. (UFAL) Ao contrário dos portugueses, que buscavam atingir as Índias contornando a costa africana, Colombo:

a) concentrou suas navegações na parte Leste, em busca de uma passagem Noroeste para as Índias.
b) concentrou suas navegações na parte Norte da América, em busca de uma passagem ao Noroeste para o continente asiático;
c) dirigiu-se para o Oeste em busca da passagem Sudeste para o continente asiático;
d) Navegou pelo Oceano Atlântico em direção ao Canal da Mancha e Mar do Norte, seguindo as instruções do Rei de Portugal;
e) planejou atingir o Leste, onde se encontravam as Índias, viajando no sentido Oeste;


02. (UNIP) "... Diziam os mareantes, que depois desse cabo não há nem gente nem povoado algum; a terra não é menos arenosa que os desertos da Líbia, onde não há água, nem árvores, nem erva verde; e o mar é tão baixo, que a uma légua da terra não há fundo mais que uma braça." O texto faz referência à época:

a) da Revolução Industrial na Idade Contemporânea;
b) das Grandes Navegações no início da Idade Média;
c) das navegações fenícias;
d) do expansionismo marítimo lusitano;
e) do neocolonialismo.


03. A esquadra enviada por D. Manuel, rei de Portugal, às Índias, sob o comando de Pedro Álvares Cabral, tinha como objetivo:

a) combater a pirataria nas Colônias portuguesas na costa oeste da África;
b) confirmar a existência de minas de metais preciosos no sul da Ásia;
c) estabelecer uma sólida relação comercial e política com os povos do Oriente;
d) procurar outro caminho que conduzisse ao Oriente sem utilizar o Mediterrâneo;
e) verificar as possibilidades de exploração de mão-de-obra escrava.


04. Associe corretamente:

(A) Diogo Cão                           I. Chegou às Américas, em 1492
(B) Gil Eannes                            II. Contornou o Cabo das Tormentas, em 1488
(C) Vasco da Gama                   III. Alcançou o rio Zaire, no Congo, em 1484
(D) Bartolomeu Dias                  IV. Alcançou as Índias, em 1498
(E) Cristóvão Colombo              V. Ultrapassou o Cabo Bojador, em 1434

a) A - I; B - III; C - IV; D - V; E - II
b) A - III; B - V; C - IV; D - II; E - I
c) A - II; B - I; C - IV; D - V; E - III
d) A - V; B - IV; C - II; D - III; E - I;
e) A - IV; B - V; C - II; D - I; E - III


05. (UNIFENAS) Destaca-se como resultado das descobertas e da expansão luso-espanhola nos tempos modernos a:

a) abertura de uma nova era de navegação e comércio, não mais concentrada no Mediterrâneo e sim no Oceano Atlântico;
b) defesa das culturas nativas das Américas pelo Clero e pelo Estado;
c) diminuição do comércio entre Europa e Novo Mundo, com a hegemonia do mar Mediterrâneo;
d) formação de novos impérios na África e na Ásia, com a ampliação do comércio entre os dois continentes;
e) preservação da autonomia política das nações conquistadas, a exemplo do México e do Peru.

06. "O apoio financeiro da classe mercantil foi decisivo para o sucesso do movimento revolucionário, que faz surgir um novo Estado Nacional, mais forte e mais centralizado, e eminentemente mercantilista." O movimento revolucionário mencionado no texto e referente à História de Portugal está ligado:

a) à ascensão do Mestre de Avis ao trono português;
b) à atuação de Afonso Henrique de Borgonha, fundador do Reino de Portugal;
c) à dominação dos Felipes sobre Portugal;
d) à Reconquista cristã do território português aos árabes;
e) à Restauração Portuguesa, que marca o fim da dominação espanhola.


07. Sobre as Navegações e os Descobrimentos, assinale a alternativa falsa:

a) A Conquista de Ceuta foi o passo inicial para o início da expansão portuguesa.
b) A Escola de Sagres foi um espaço para que jovens pudessem estudar e serem navegadores.
c) A Espanha retardou a sua participação na Expansão Marítima porque estava ainda em luta com os mouros e em processo de unificação política.
d) Com os Descobrimentos, o eixo-econômico transferiu-se do Mediterrâneo para o Atlântico.
e) O que melhor explica o pioneirismo luso nas navegações é a posição geográfica de Portugal.


08. (PUCCamp-SP) O processo de colonização européia da América, durante os séculos XVI, XVII e XVIII, está ligado à:

a) Disseminação do movimento cruzadista, ao crescimento do comércio com os povos orientais e à política livre-cambista.
b) Expansão comercial e marítima, advindas do período medieval com forte sentimento cristão cruzadista.
c) Expansão comercial e marítima, ao fortalecimento das monarquias nacionais absolutas e à política mercantilista.
d) Política imperialista, ao fracasso da ocupação agrícola das terras e ao crescimento do comércio bilateral. Criação das companhias de comércio, ao desenvolvimento do modo feudal de produção e à política liberal.
e) Política industrial, ao surgimento de um mercado interno consumidor e ao excesso de mão-de-obra livre.


09. Cesup/Unaes/Seat-MS)- Na expansão da Europa, a partir do século XV, encontramos intimamente ligados à sua história:

a) a descoberta da América, em 1492, anulou imediatamente o interesse comercial da Europa com o Oriente;
b) a participação da Espanha nesse empreendimento, por interesse exclusivo de Fernando de Aragão e Isabel de Castela, seus soberanos na época;
c) O pioneirismo português, devido à sua boa localização geográfica e outros fatores.
d) o tratado de Tordesilhas, que dividia as terras descobertas entre Portugal e Espanha, sob fiscalização e concordância da França, Inglaterra e Holanda;
e) Portugal, imediatamente após o descobrimento do Brasil, iniciou a colonização, extraindo muito ouro para a Europa, desde 1500;


10. (PUC-MG) O descobrimento da América, no início dos tempos modernos, e posteriormente a conquista e colonização, considerando-se a mentalidade do homem ibérico, permitem perceber que, EXCETO:

a) A conquista representou a possibilidade de transplante e difusão dos padrões culturais europeus na América.
b) Colombo se recusava a ver a América, preferindo manter seus sonhos de que estaria próximo ao Oriente;
c) O colonizador, ao se dar conta da perda do paraíso terrestre, do maravilhoso, lançou-se à reprodução da cenografia européia da América;
d) O colonizador, negando o que pudesse parecer novo, preferiu ver apenas o seu reflexo no espelho da história;
e) O processo de descrição e observação do novo continente envolvia basicamente a manutenção do universo indígena;


11. Portugal e Espanha foram as primeiras nações a lançarem-se nas Grandes Navegações. Isto deveu-se, basicamente a/ao:

a) diferentemente de outras nobrezas, a nobreza portuguesa e espanhola estavam fortalecidas e conseguiram financiar o projeto de expansão marítima;
b) enorme quantidade de capitais acumulados nestas duas nações desde o renascimento comercial na Baixa Idade Média;
c) espírito aventureiro de portugueses e espanhóis.
d) o desenvolvimento industrial da península Ibérica forçou estas nações a buscarem mercados consumidores e fornecedores;
e) processo de centralização política favorecido pela Guerra de Reconquista;


12. Entre as conseqüências da Expansão Marítima, NÃO encontramos:

a) a formação do Sistema Colonial;
b) o desenvolvimento do eurocentrismo;
c) a expansão do regime assalariado da Europa para a América
d) início do processo de acumulação de capitais, impulsionando o modo de produção capitalista;
e) introdução do trabalho escravo na América.


RESPOSTAS
1-A
2-D
3-C
4-B
5-A
6-A
7-B
8-C
9-C
10-E
11-A
12-C

domingo, 11 de setembro de 2011

Dia Internacional da Infâmia: 11 de setembro, Pinochet assume comando do chile com apoio dos EUA

O Dia Internacional da Infâmia, é chamado de 11 de setembro. Quando se fala nele as pessoas lembram da queda do World Trade Center, complexo localizado na ilha de Manhattan de Nova Iorque, Estados Unidos, onde se situavam as Torres Gêmeas, duas grandes edificações projetadas pelo arquiteto norte-americano de origem japonesa Minoru Yamasaki.

Estas foram destruídas por dois aviões comerciais seqüestrados, nos atentados do dia 11 de setembro de 2001, quando faleceram 2.749 pessoas, sem contar as que feneceram em outros locais ou nos aviões envolvidos. Este foi o pior dos desastres ocorridos em Nova Iorque até a presente data. O World Trade Center foi um dos grandes símbolos do capitalismo financeiro internacional: 430 companhias de 28 países tinham escritórios arrendados nos arranha-céus, a maioria pertencente ao âmbito financeiro. Entre elas, para citar apenas algumas, o Banco da América, Morgan Stanley, American Express ou o Grupo de Crédito Suíço. (Fonte: History Channel)

Contudo, nós sabemos muito bem que, apesar de toda midiatização deste evento, querendo-o santificá-lo, como mostra o Jesse Patrício em seu texto "Diga não a santificação do 11 de setembro", vale lembrar que foi neste dia que o famoso ditado Augusto Pinochet entrou para a história com o apoio dos EUA.

Sobre o 11 de setembro - Dia Internacional da Infâmia -, o site historianet diz: "É fundamental mantermos nossa memória viva. É fundamental relembrar e refletir sobre o sentido e os efeitos dos atos praticados neste dia, atos de minorias que pretenderam alterar as estruturas vigentes. O primeiro ato a ser lembrado comemora 38 anos. Foi no dia 11 de setembro de 1973 que as elites chilenas, apoiadas no exército e pela CIA, agência de inteligência do governo norte-americano, deram um golpe e derrubaram o presidente Salvador Allende no Chile. Dessa maneira o governo da Unidade Popular começou a ser eliminado, assim como as conquistas, principalmente políticas. Nos dias 11 e 12 a resistência implicou na organização popular nos bairros e fábricas, onde populares e operários tomaram em armas, porém sem infra-estrutura ou prepara, forma massacrados. Na primeira semana de golpe foram mortas cerca de 9000 pessoas; ao longo da ditadura de Pinochet forma cerca de 30.000. 

O segundo ato a ser lembrado ocorreu há 1 anos. Com certeza toda a imprensa falará sobre ele durante esta semana, não por ser mais recente, mas por ser mais interessante para as elites. Não que o atentado contra o governo norte-americano não deva ser lembrado, ao contrário, deve ser lembrado e compreendido. Um ato terrorista que deve ser veementemente repudiado, que matou mais de 2000 civis, e serviu para ampliar o preconceito em relação aos povos árabes e a religião muçulmana. Uma ato que nos leva a refletir sobre a política externa norte-americana e ao mesmo tempo sobre todo o processo chamado de globalização."

O método Pinochet é muito lembrado nas escolas, afinal era ele quem ditava às ordens, assim como alguns professores praticam em sua sala de aula. Mas isso é o de menos, pois ninguém faz questão de lembrar que foi no 11 de setembro que os EUA apoiaram a elite chilena para derrubar um Governo Democrática!!! Fazem questão de se vangloriar, divinizar-se e até criam herói, revistas em quadrinhos, filmes distorcidos, que os elevam e colocam todos os outros povos da terra, debaixo do seu pé.

Do que adianta ficarmos nessa loucura insana por um país que não respeita a Democracia, os negros, os latino-americanos, os chineses, os árabes, os africanos, às minorias. Quem disse que os Estados Unidos é um país democrático? Foi ele mesmo? Então duvide, pois ninguém na face desta Terra irá falar mal de si mesmo.

sábado, 30 de julho de 2011

Plano de Unidade: Roma Antiga


OBJETIVO GERAL:
Reconhecer que a Civilização Romana deu suporte para o mundo atual. Para isso, devemos resgatar sua história, cultura, religião e conceitos que são utilizados até hoje.

JUSTIFICATIVA:
A compreensão do universo romano será um meio a mais para o entendimento da realidade atual.

CONTEÚDOS E AULAS PROGRAMADAS:
  • AULA 1 e 2 21/10 Uma breve introdução, Apresentação de alguns conceitos, necessidade de falar da temporalidade e uma breve introdução no processo de formação de Roma.
  • AULA 3 e 4 28/10 A República Romana e as Guerras de Conquistas.
  • AULA 5 e 6 04/11 O Império Romano – Política, Sociedade e Cultura.
  • AULA 7 e 8 11/11 Um século de crises e a ruralização
  • AULA 9 e 10 18/11 Divisão do Império e o Império do Oriente
  • AULA 11 E 12 25/11 Religião Cristã x Religião Romana
  • AULA 13 e 14 02/12 Revisão
  • AULA 15 e 16 09/12 Avaliação Final
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
  • Analisar sobre a Economia Romana, comparando-a com a economia do Brasil Imperial, servindo como exemplo, portanto para explicar o conceito de escravidão.
  • Explicar a questão de conceitos herdados do Império Romano que através da língua latina penetrou e modificou de acordo com o tempo em várias outras línguas do mundo ocidental.
  • Mostrar a Política Romana, desde sua formação até sua crise, exemplificando seus exemplos com outros mais atuais.
  • Explicar os modos de vida, a cultura, religião, a questão familiar e os modos de entretenimento de Roma e suas transformações ao longo do tempo
RECURSO:
  • Quadro
  • Giz
  • Livro Didático
  • Textos de Apoio
  • Imagens

Exercícios de História Antiga - Grécia Clássica (Ensino Médio)

“Respeitemos mesmo as leis injustas para que os maus, tomando isso como exemplo, respeitem no futuro as leis justas, sem pretexto para desobedecê-las”.
Sócrates

Sabendo que grande parte dos professores buscam pelas soluções dos seus problemas na Internet, resolvi colocar alguns exercícios neste Blog. Vale ressaltar que será muito mais importante, o professor modificar os exercícios de acordo com o que foi ensinado na sala de aula. Afinal de contas, cada um sabe qual é sua realidade.

Veja também:
Questões DE ENEM e Vestibular
1. (FUVEST-SP) “Usamos a riqueza mais como uma oportunidade para agir que como um motivo de vanglória; entre nós não há vergonha na pobreza, mas a maior vergonha é não fazer o possível para evitá-la... olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil... decidimos as questões públicas por nós mesmos, ou pelo menos nos esforçamos por compreendê-las claramente, na crença de que não é o debate que é o empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a honra da ação.
Esta passagem de um discurso de Péricles, reproduzido por Tucídides, expressa:

a) Os valores ético-políticos que caracterizam a democracia ateniense no período clássico.
b) Os valores éticos-militares que caracterizam a vida política espartana em toda a sua história.
c) A admiração pela frugalidade e pela pobreza que caracterizou Atenas durante a fase democrática.
d) O desprezo que a aristocracia espartana devotou ao luxo e à riqueza ao longo de toda a sua história.
e) Os valores éticos-políticos de todas as cidades gregas, independentemente de sua forma de governo.

2. (FGV-SP) “Representando pequeno número em relação às outras classes, eles estavam constantemente preparados para enfrentar quaisquer revoltas, daí a total dedicação à arte militar. A agricultura, o comércio e o artesanato eram considerados indignos para o (...), que desde cedo se dedicava às armas. Aos sete anos deixava a família, sendo educado pelo Estado que procurava fazer dele um bom guerreiro, ensinando-lhe a lutar, a manejar armas e a suportar as fadigas e a dor. Sua educação intelectual era bastante simples (...). Aos vinte anos o (...) entrava para o serviço militar, que só deixaria aos sessenta, passando a viver no acampamento, treinando constantemente para as coisas da guerra (...). Apesar de ser obrigatório o casamento após os trinta anos, sua função era simplesmente a de fornecer mais soldados para o Estado.”
A transcrição refere-se aos cidadãos que habitavam:

a) Atenas.
b) Creta. 
c) Esparta.
d) Chipre.
e) Roma.

3. (UFRS) Em relação à sociedade espartana, assinale a opção que NÃO CORRESPONDE à camada social dos hilotas.

a) Constituíam a massa de população vencida, subjugada e pertencente ao Estado.
b) Enquanto força-de-trabalho, eram expropriados pelos espartanos.
c) Cultivavam a terra com os seus instrumentos de trabalho, pagando uma renda fixa em espécie.
d) Como prevenção de revoltas e frente ao perigoso aumento demográfico que apresentavam, sofriam regularmente os “kriptios”, formas de repressão e extermínio realizados por jovens espartanos.
e) Desenvolviam atividades mercantis que lhes possibilitavam acumular pequenas fortunas com as quais compravam títulos de cidadania.

4. (UECE) A respeito da “Liga de Delos”, que seria a base do imperialismo ateniense, podemos dizer:

a) Decorreu da aliança de cidades gregas e persas contra a expansão macedônica.
b) Pretendia libertar algumas cidades gregas, lideradas pela cidade de Delos, da dominação espartana.
c) Surgiu de um processo de sujeição ou de domínio exercido por Atenas sobre as demais cidades da Liga.
d) Definia-se, de início, como uma aliança militar, que previa autonomia para seus participantes, reservando a Atenas o comando das operações.

5. (UnB-DF) A democracia está sempre na berlinda. Do mundo clássico ao contemporâneo, houve sempre quem não a julgasse ser o sistema ideal de governo. As tentações para subverte-las têm-se manifestado historicamente. Há, no entanto, um lastro de conquistas democráticas que se afirmou ao longo do tempo. Com relação à evolução da experiência democrática, julgue os itens a seguir, marcando V ou F.

(   ) O laconismo e a disciplina militar possibilitaram o desenvolvimento dos estudos filosóficos e humanistas no seio da sociedade espartana, o que permitiu criar condições para a emergência dos ideais democráticos na Grécia Antiga.
(  ) Os gregos antigos, ao servirem-se do trabalho escravo, contrariavam a lógica dos seus conceitos democráticos, uma vez que atribuíram à capacidade do fazer manual a condição maior para se bem governar os homens.
(  ) O modelo da democracia burguesa liberal ocidental, que nasceu das revoluções atlânticas e do iluminismo, ao se implantar em países com fortes valores capitalistas e industriais, acabou com todas as manifestações políticas que defendiam o nacionalismo e o socialismo.
(  ) A experiência democrática nos países do Cone Sul da América Latina no século XX é de pequena relevância, pois essa foi uma região que pouco vivenciou restrições às liberdades políticas e civis.

6. (Vunesp) Dentre os legados dos gregos da Antiguidade Clássica que se mantêm na vida contemporânea, podemos citar:

a) A concepção de democracia com a participação do voto universal.
b) A promoção do espírito de confraternização por intermédio do esporte e de jogos.
c) A idealização e a valorização do trabalho manual em todas suas dimensões.
d) Os valores artísticos como expressão do mundo religioso e cristão.
e) Os planejamentos urbanísticos segundo padrões das cidades-acrópoles.

7. (PUCC-SP) Analise o texto.
“Nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. Nosso governo se chama democracia, porque a administração serve aos interesses da maioria, e não de uma minoria. De acordo com nossas leis somos todos iguais no que se refere aos negócios privados. Quanto à participação na vida pública, porem, cada qual obtém a consideração de acordo com seus méritos e mais importante é o valor pessoal que a classe à qual se pertence; isto quer dizer que ninguém sente o obstáculo de sua pobreza ou da condição social inferior quando seu valor o capacite a prestar serviços à cidade.”
(Trecho de um discurso de Péricles. Em: Rubim Santos Leão de Aquino e outros,
História das Sociedades: das comunidades primitivas às sociedades medievais,
Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1980. p. 201)

Com base nos conhecimentos históricos, pode-se afirmar que a democracia ateniense, na Grécia antiga, à qual Péricles faz referência:

a) Refletiu a realidade social de toda a população da Grécia, que adquiriu direitos de igualdade e liberdade.
b) Garantiu às classes sociais o direito de propriedade da terra e aos trabalhadores os direitos trabalhistas.
c) Serviu de exemplo às cidades-estados da Grécia antiga, uma vez que estas estabeleceram o voto direto para a escolha dos seus governantes.
d) Estava em consonância com os ideais dos legisladores da República Romana, que criaram o sistema democrático para resolver os conflitos entre patrícios e plebeus.
e) Atendeu aos interesses das classes dominantes em Atenas ao garantir aos proprietários de terra e de escravos o direito de participar diretamente da vida política.

8. (Ufscar-SP) “Há muitas maravilhas, mas nenhum é tão maravilhosa quanto o homem.(...)
soube aprender sozinho a usar a fala
e o pensamento mais veloz que o vento
e as leis que disciplinam as cidades,
e a proteger-se das nevascas gélidas,
duras de suportar a céu aberto.”
(Sófocles. Antígona, Trad. Mário da Gama Kury.
Rio de Janeiro, Zahar, 1993, p. 210-1.)

O fragmento acima, apresentação do Coro de Antígona, drama trágico de autoria de Sófocles, manifesta uma perspectiva típica da época em que os gregos clássicos:

a) Enalteciam os deuses como centro do Universo e submetiam-se a impérios centralizados.
b) Criaram sistemas filosóficos complexos e opuseram-se a escravidão, combatendo-a.
c) Construíram monumentos, considerando a dimensão humana, e dividiram-se em cidades-estados.
d) Proibiram a representação dos deuses do Olimpo e entraram em guerra contra a cidade de Tróia.
e) Elaboraram obras de arte monumentais e evitaram as rivalidades e as guerras entre cidades.

9. (UFRN) O mundo grego antigo possuía certa unidade religiosa, embora fosse fragmentado politicamente. Essa religiosidade foi marcadamente:

a) De natureza cívica, na medida em que os cidadãos cultuavam os deuses da cidade, com celebrações festivas e sacrifícios, nos altares a eles dedicados.
b) Acessível a todas as classes sociais por ter carcaterística familiar e monoteísta, com um deus que se manifestava ao povo através de revelação direta e pessoal.
c) Portadora de uma ética que considerava sagrado o trabalho manual dedicado às divindades, o que permitia enfrentar a rigidez e a monotonia da vida cotidiana.
d) De caráter julgador, colocando os indivíduos a serviço das divindades e punindo os pecados daqueles que desobedeciam aos deuses ou professavam outro cultos.

10. (Oswaldo Cruz-SP) Entre muitos, três grandes filósofos se notabilizaram na Grécia Antiga: Aristóteles, Platão e Sócrates. Um deles defendeu a teoria de que através do conhecimento se chega a virtude. Notabilizou-se pelas expressões: “Só sei que nada sei” e “ Conhece a ti mesmo”. Outro, nos Diálogos, desenvolveu a sua “Teoria das idéias”, segundo a qual as coisas do mundo físico que se percebem pelos sentidos nada mais são do que cópias das idéias, modelos perfeitos e eternos que só podem ser percebidos pelo espírito; o outro, na sua Política, analisou qual seria a forma ideal de governo e as diversas constituições gregas. Considerando a ordem dos enunciados, tais princípios foram defendidos, respectivamente, por:

a) Aristóteles, Platão e Sócrates.
b) Sócrates, Platão e Aristóteles.
c) Aristóteles, Sócrates e Platão.
d) Platão, Sócrates e Aristóteles.


RESPOSTAS
1-A
2-C
3-E
4-D
5-F-F-F-F
6-B
7-E
8-C
9-A
10-B