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sábado, 24 de novembro de 2012

Para acadêmicos, América Latina teve 'mudanças modestas' com esquerda no poder

Por Daniela Fernandes (BBC Brasil)

Especialistas do renomado Instituto de Estudos Políticos (IEP) de Paris, que acabam de publicar o livro A Esquerda na América Latina, 1998-2012 - Primeiro Balanço, afirmam que a América Latina teve apenas reformas modestas com a esquerda no poder.

Hugo Chaves (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia)

O livro, escrito por mais de uma dezena de autores, analisa as ações dos diferentes governos da região a partir da primeira eleição do presidente Hugo Chávez, da Venezuela.

Esta eleição marca, segundo os autores, "o início de uma impressionante série de 24 vitórias da esquerda em 13 países diferentes".

Apenas o México, a Costa Rica, o Panamá e a Colômbia, e também Belize, República Dominicana, Suriname e a Guiana, não tiveram governos de esquerda no período analisado.

"Entre as grandes reformas realizadas na América Latina em pouco mais de uma década, constatamos que poucas podem ser atribuídas exclusivamente à esquerda", disse à BBC Brasil o professor Olivier Dabène, coordenador da publicação e presidente do Observatório Político da América Latina e do Caribe do IEP.

No caso do Brasil, dizem os autores, o Partido do Trabalhadores (PT), que chegou ao poder com a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, acentuou e ampliou políticas econômicas e sociais que já haviam sido iniciadas no governo anterior, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Cardoso iniciou várias reformas e lutou contra a inflação, que é uma importante política social", afirmou Dabène. "A estabilidade econômica tem um grande impacto social."


Programas de renda
Na opinião do coordenador do livro, a "ruptura" entre o governo anterior e o de Lula também "não é tão evidente" em outras áreas, como a educação.

"No Brasil, os atores de direita ou de esquerda não estão claramente identificados. O PT sempre foi um partido de esquerda antes de chegar ao poder, mas as gestões de Cardoso e Lula não foram tão diferentes", afirmou Laurence Whitehead, professor da Universidade de Oxford.

"Cardoso iniciou programas de aumento da renda, no estilo do Bolsa Família, que foram depois ampliados no governo de Lula", disse Whitehead.

"A pobreza está diminuindo em toda a América Latina e não apenas nos países com governos de esquerda", acrescentou Dabène.

Para os autores do livro, muitos partidos de esquerda que chegaram ao poder na região renunciaram à ideia de reformar as políticas neoliberais dos anos 1990, que eles tanto haviam criticado.

A esquerda, em muitos países, incluindo o Brasil, também passou a privilegiar o controle das contas públicas e a impor medidas de rigor quando necessárias.

Papel político
Mas apesar das políticas neoliberais dos anos 80 e 90 passarem a ser vistas como um fato consumado, os governos de esquerda da região "souberam reabilitar o papel político dos Estados na promoção do desenvolvimento e da luta contra a probreza", avaliam os especialistas.

"A esquerda na América Latina não provocou uma ruptura brutal com o período neoliberal. Mas ela também não renunciou às suas ambições reformadoras", afirma a publicação.

O livro também analisa se a esquerda poderia receber os "méritos" do forte crescimento econômico da América Latina na última década.

Para Dabène, o crescimento da região no período pode ser atribuído ao aumento das exportações, principalmente de matérias-primas, provocado pela maior demanda de países como a China.

Segundo os autores, a reeleição de governos de esquerda na América Latina a partir de 2006 (caso de países como o Brasil, Argentina e Equador) correspondem a "votos de reconhecimento em um contexto econômico muito favorável".

Fonte: BBC Brasil

domingo, 11 de setembro de 2011

Dia Internacional da Infâmia: 11 de setembro, Pinochet assume comando do chile com apoio dos EUA

O Dia Internacional da Infâmia, é chamado de 11 de setembro. Quando se fala nele as pessoas lembram da queda do World Trade Center, complexo localizado na ilha de Manhattan de Nova Iorque, Estados Unidos, onde se situavam as Torres Gêmeas, duas grandes edificações projetadas pelo arquiteto norte-americano de origem japonesa Minoru Yamasaki.

Estas foram destruídas por dois aviões comerciais seqüestrados, nos atentados do dia 11 de setembro de 2001, quando faleceram 2.749 pessoas, sem contar as que feneceram em outros locais ou nos aviões envolvidos. Este foi o pior dos desastres ocorridos em Nova Iorque até a presente data. O World Trade Center foi um dos grandes símbolos do capitalismo financeiro internacional: 430 companhias de 28 países tinham escritórios arrendados nos arranha-céus, a maioria pertencente ao âmbito financeiro. Entre elas, para citar apenas algumas, o Banco da América, Morgan Stanley, American Express ou o Grupo de Crédito Suíço. (Fonte: History Channel)

Contudo, nós sabemos muito bem que, apesar de toda midiatização deste evento, querendo-o santificá-lo, como mostra o Jesse Patrício em seu texto "Diga não a santificação do 11 de setembro", vale lembrar que foi neste dia que o famoso ditado Augusto Pinochet entrou para a história com o apoio dos EUA.

Sobre o 11 de setembro - Dia Internacional da Infâmia -, o site historianet diz: "É fundamental mantermos nossa memória viva. É fundamental relembrar e refletir sobre o sentido e os efeitos dos atos praticados neste dia, atos de minorias que pretenderam alterar as estruturas vigentes. O primeiro ato a ser lembrado comemora 38 anos. Foi no dia 11 de setembro de 1973 que as elites chilenas, apoiadas no exército e pela CIA, agência de inteligência do governo norte-americano, deram um golpe e derrubaram o presidente Salvador Allende no Chile. Dessa maneira o governo da Unidade Popular começou a ser eliminado, assim como as conquistas, principalmente políticas. Nos dias 11 e 12 a resistência implicou na organização popular nos bairros e fábricas, onde populares e operários tomaram em armas, porém sem infra-estrutura ou prepara, forma massacrados. Na primeira semana de golpe foram mortas cerca de 9000 pessoas; ao longo da ditadura de Pinochet forma cerca de 30.000. 

O segundo ato a ser lembrado ocorreu há 1 anos. Com certeza toda a imprensa falará sobre ele durante esta semana, não por ser mais recente, mas por ser mais interessante para as elites. Não que o atentado contra o governo norte-americano não deva ser lembrado, ao contrário, deve ser lembrado e compreendido. Um ato terrorista que deve ser veementemente repudiado, que matou mais de 2000 civis, e serviu para ampliar o preconceito em relação aos povos árabes e a religião muçulmana. Uma ato que nos leva a refletir sobre a política externa norte-americana e ao mesmo tempo sobre todo o processo chamado de globalização."

O método Pinochet é muito lembrado nas escolas, afinal era ele quem ditava às ordens, assim como alguns professores praticam em sua sala de aula. Mas isso é o de menos, pois ninguém faz questão de lembrar que foi no 11 de setembro que os EUA apoiaram a elite chilena para derrubar um Governo Democrática!!! Fazem questão de se vangloriar, divinizar-se e até criam herói, revistas em quadrinhos, filmes distorcidos, que os elevam e colocam todos os outros povos da terra, debaixo do seu pé.

Do que adianta ficarmos nessa loucura insana por um país que não respeita a Democracia, os negros, os latino-americanos, os chineses, os árabes, os africanos, às minorias. Quem disse que os Estados Unidos é um país democrático? Foi ele mesmo? Então duvide, pois ninguém na face desta Terra irá falar mal de si mesmo.