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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

E-Book: Projeto de Laboratório de História e Memória Local no ensino médio e fundamental

Papai, então me explica para que serve a história.” Foi com essa frase que Marc Bloch introduziu seu livro póstumo “Apologia da História ou o Ofício do Historiador”, e é com ela que gostaria de fazer um convite à todos os professores do ensino fundamental e médio, para que possam, saber falar, no mesmo tom, aos doutores e aos estudantes.
Clique AQUI para baixar o livro ou na imagem

Sabemos muito bem que é na infância que começamos a nos instigar sobre tudo aquilo que nos cerca. Então, por que subestimamos esses pequenos seres? Por quê não satisfazemos às suas ânsias e necessidades básicas, alimentando-os com o saber, criando neles as competências necessárias, de acordo com suas habilidades individuais e coletivas? Por quê não nos esforçamos no empenho da construção metodológica, que criará nesses estudantes, às condições necessárias para que o mesmo torne-se um adulto autônomo, capaz de julgar e tomar decisões, colocando-se como sujeito do próprio processo histórico? E por fim, por que não colocar esse estudante para começar a estudar, problematizar e discutir a memória de todos os munícipes ou a memória coletiva da localidade?

Com isso, esse projeto visa lançar as bases para a construção dessa história que, neste momento, esgotam-se somente nos bancos acadêmicos, não dando uma resposta positiva para a comunidade, nem mesmo inserindo-a nas discussões. Aliás, esse projeto visa organizar as informações, vídeos, imagens, pesquisas e documentos históricos do nosso município em um arquivo que servirá de base, não só para pesquisadores de História e estudantes do ensino fundamental e médio, mas como também a pessoas interessadas pelo rumo da História Local.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Plano de Curso de História Temática no ensino médio

O livro base para criarmos esse Plano de Curso foi "História: texto e contexto: Ensino Médio", volume único de Roberto Catelli Junior com a colaboração de Maria Soledad Más Gandini, Renata Lima Aspis. Todavia, você poderá encontrar diversos os livros de história temática para o ensino médio e fazer seu plano de curso. Estamos aqui divulgando este plano com o objetivo de ajudá-lo a refletir sobre o modo de ensinar. Quem sabe modificando seu jeito de ensinar a História você motiva o aluno. (Editora Ática/Scipione)

Plano de Curso

Séries do ensino médio
Disciplina: História
Carga Horária: 80 horas para cada série
Professor: Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Ano de competência: 2013


Apresentação:
Com o advento do século XXI e com a introdução das novidades tecnológicas, o ensino de História mudou e ainda continua se modificando para se adequar à uma nova sociedade que está se formando. Segundo as Orientações Curriculares para o ensino médio, publicadas em 2006, “os jovens vivem e participam de um tempo de múltiplos acontecimentos que precisam ser compreendidos na sua historicidade. No entanto, a compreensão da historicidade dos acontecimentos tem sido dificultada não só pela sua quantidade e variedade, mas também pela velocidade com que se propagam por meio das tecnologias da informação e da comunicação.”. Com isso, “os jovens vivem uma espécie de presente contínuo e, portanto, com fracos vínculos entre a experiência pessoal e a das gerações passadas.”.

Essa problemática põe em cheque o método tradicional de ensino da história e, diversos professores acabam buscando métodos inovadores de ensino. Todavia a utilização de recursos tecnológicos não implica dizer que métodos inovadores estão sendo aplicados, visto que muitos professores ainda preferem seguir método tradicional de ensino e utilizar os recursos tecnológicos a seu favor, não contemplando com isso as competências necessárias que o aluno precisa ter, através de suas habilidades, para se tornar um ser autônomo diante da realidade.

Com informações acumuladas culturalmente, através de livros ou computadores, os educando acabam se desinteressando pelo ensino tradicional que foca justamente na absorção de conteúdos com isso, fazer a prova e ser aprovado é somente o que desejam. Neste sentido, o processo de ensino-aprendizagem, segundo Luckesi fica defasado e excludente. Para que a escola, o professor, o aluno e a sociedade se integrem de forma significativa há uma necessidade de se repensar esse processo, Luckesi diz que a organização deve partir de um desejo. Pensar esse conjunto de maneira holística, definindo metas qualitativas a serem cumpridas, colocando para o segundo plano a quantidade, pode ajudar e muito neste processo que precisa revelar valores, competências e as habilidades de cada estudante, como ser único, mas integrado na sociedade.

O professor, portanto é mediador do diálogo entre o aluno e as múltiplas informações dispostas através das novas tecnologias, buscando a construção de conceitos, explorando a experiência do aluno, tornando-se coordenador do trabalho que envolve pesquisa, reflexão, atividades coletivas e a construção de uma opinião por parte do educando com base nas questões levantadas e nos argumentos trabalhados, enfim, o conteúdo passa a ser instrumento para a construção desse conhecimento.

A partir desse posicionamento podemos definir que este programa, apesar de ter um conteúdo baseado na cronologia, não se restringe somente a ele, pois cada unidade pode explorar algumas problemáticas temáticas, de acordo com há de mais importante em cada assunto, e ainda de acordo com as escolhas do educador, ou seja, no desejo do que o educador deseja passar ao aluno no processo de ensino-aprendizagem pensado de forma positiva como Luckesi relatou em seu livro Avaliação da Aprendizagem Escolar. Com isso, podemos levar ao aluno, conteúdos e debatê-los com problemáticas atuais. O exemplo pode ser tratado com a temática “Viver nas Cidades”, expressa na primeira unidade deste programa, que pode muito bem fazer uma relação do passado com o presente, demonstrando ao educando o sentido da história na vida e na formação de qualquer cidade, desde a antiguidade, até os dias atuais e suas relações com o meio ambiente.

O uso da interdisciplinaridade e das fontes serão outros instrumentos de grande importância para essa vivência escolar. Pois a interdisciplinaridade visa o compartilhamento do objeto de estudo com as outras disciplinas, sua contextualização, evitando compartimentação e criando um laço comunicativo entre professores e educandos.

Objetivos:

  • Dada a descrição discursiva ou por ilustração de um experimento ou fenômeno, de natureza científica, tecnológica ou social, identificar variáveis relevantes e selecionar os instrumentos necessários para realização ou interpretação do mesmo;
  • Em um gráfico cartesiano de variável socioeconômico ou técnico-científico, identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento ou decréscimo e taxas de variação;
  • Dada uma distribuição estatística de variável social, econômica, física, química, biológica, traduzir e interpretar as informações disponíveis, ou reorganizá-las, objetivando interpolações ou extrapolações;
  • Dada uma situação-problema, apresentada em uma linguagem de determinada área de conhecimento, relacioná-la com sua formulação em outras linguagens ou vice-versa;
  • A partir de leitura de textos literários consagrados e de informações sobre concepções artísticas, estabelecer relações entre eles e seu contexto histórico, social, político ou cultural, inferindo as escolhas dos temas, gêneros discursivos e recursos expressivos dos autores;
  • Analisar criticamente, de forma qualitativa ou quantitativa, as implicações ambientais, sociais e econômicas dos processos de utilização dos recursos naturais, materiais e energéticos;
  • Analisar fatores socioeconômicos e ambientais associados ao desenvolvimento, às condições de vida e saúde de populações humanas, por meio da interpretação de diferentes indicadores;
  • Compreender o caráter sistêmico do planeta e reconhecer a importância da biodiversidade para a preservação da vida, relacionando condições do meio e intervenção humana;
  • Analisar, de forma qualitativa ou quantitativa, situações-problema referentes a perturbações ambientais, identificando fonte, transporte e destino dos poluentes, reconhecendo suas transformações; prever efeitos nos ecossistemas e no sistema produtivo e propor formas de intervenção para reduzir e controlar os efeitos da poluição ambiental;
  • Valorizar a diversidade dos patrimônios etnoculturais e artísticos, identificando-a em suas manifestações e representações em diferentes sociedades, épocas e lugares;
  • Confrontar interpretações diversas de situações ou fatos de natureza histórico-geográfica, técnico-científica, artístico-cultural ou do cotidiano, comparando diferentes pontos de vista, identificando os pressupostos de cada interpretação e analisando a validade dos argumentos utilizados;
  • Comparar processos de formação socioeconômica, relacionando-os com seu contexto histórico e geográfico;
  • Dado um conjunto de informações sobre uma realidade histórico-geográfica, contextualizar e ordenar os eventos registrados, compreendendo a importância dos fatores sociais, econômicos, políticos ou culturais.
Tema norteador: Sustentabilidade e Cidadania
Tema transversal: Ética e Política
Competências e habilidades a serem desenvolvidas
Representação e comunicação:
Entender a importância das técnicas contemporâneas de comunicação para planejamento, gestão, organização e fortalecimento do trabalho em equipe, com a utilização das novas tecnologias
Investigação e compreensão:
Compreender a sociedade, sua gênese e transformação, e seus múltiplos fatores que nela intervêm como produtos da ação humana e os processos sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos.
Contextualização sócio-cultural:
Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as às práticas dos diferentes grupos e atores sociais, aos princípios que regulam a convivência em sociedade, aos direitos e deveres da cidadania, à justiça e à distribuição dos benefícios econômicos.

1º ano do ensino médio

Conteúdo Programático:
I UNIDADE
Introdução aos Estudos Históricos e Historiografia
TEMA: Viver nas cidades
O cotidiano das cidades contemporâneas
Cidades da Antiguidade
Os muros, os feudos e o cristianismo
A reconstrução do espaço na sociedade capitalista

II UNIDADE
TEMA: Dominação e conflito cultural
Império, imperialismo e globalização
Impérios da Antiguidade e da Idade Média
Conquistas espanholas e portuguesas na América

III UNIDADE
TEMA: Dominação e conflito cultural
A prática colonizadora na América portuguesa
As práticas colonizadoras espanholas e britânicas
Viajantes e naturalistas no Brasil: a visão do outro mundo

IV UNIDADE
TEMA: Política
História, política e vida cotidiana
O príncipe e o Leviatã: o Estado absolutista e a construção do Estado-nação moderno
Os princípios do liberalismo e a construção do cidadão moderno

2º ano do ensino médio


Conteúdo Programático:
I UNIDADE
Introdução aos Estudos Históricos e Historiografia
Revisão dos conteúdos de História
TEMA: Política
História, política e vida cotidiana
O príncipe e o Leviatã: o Estado absolutista e a construção do Estado-nação moderno
Os princípios do liberalismo e a construção do cidadão moderno

II UNIDADE
TEMA: Trabalho escravo, trabalho assalariado
Ainda existe escravidão?
Diferentes formas de escravidão em diversos tempos
Industrialização e trabalho assalariado

III UNIDADE
TEMA: Revolução, Revolta, Resistência e Cidadania
As revoluções burguesas
A cultura burguesa, as repúblicas liberais e os conflitos na Europa

IV UNIDADE
TEMA: Revolução, Revolta, Resistência e Cidadania
A crítica ao capitalismo e o caminho para o socialismo
Movimentos anticolonialistas e independências na América
A construção do Brasil independente

3º ano do ensino médio

Conteúdo Programático:
I UNIDADE
Introdução aos Estudos Históricos e Historiografia
Revisão dos conteúdos de História
TEMA: Revolução, Revolta, Resistência e Cidadania
As revoluções burguesas
A cultura burguesa, as repúblicas liberais e os conflitos na Europa
A crítica ao capitalismo e o caminho para o socialismo
Movimentos anticolonialistas e independências na América
A construção do Brasil independente

II UNIDADE
TEMA: Poder e diversidade cultural no Brasil
Relações de poder e vida cotidiana
A República autoritária no Brasil
O Brasil do sertão
O Brasil amazônico
Afro-brasileiros

III UNIDADE
TEMA: Cidadania e relações de poder
Nacionalismo, guerras mundiais e autoritarismo
A república varguista: da Revolução de 1930 ao Estado Novo
Ensaios democráticos no Brasil

IV UNIDADE
TEMA: Cidadania e relações de poder
Da ditadura à democracia: golpe, guerrilha e abertura
O cidadão contemporâneo: um roteiro de estudo

PROJETO – HISTÓRIA E MEMÓRIA – MARAGOGIPE (Em anexo)
(Sábados – Obrigatório para ensino médio e facultativo para o ensino fundamental)
Criação de um laboratório de História e Memória; Coleta de entrevistas, fotografias, depoimentos, vídeos, documentos históricos; Debates e Excursões; Produção de Material (Artigos, Textos, Jornais, e um Blog do Laboratório de História do CESF)

Metodologia:
Aula expositiva, debates, projetos de História, visitas técnicas a Prédios Históricos, problematização de questões sociais, políticas, econômicas e culturais (local; estadual e nacional), leitura e compreensão de textos, leitura de imagens,
Investigação de documentos.

Recursos didáticos:
Livros, textos apostilados, jornais, revistas, sala de vídeo, laboratório de informática, cartolina, papel madeira, fita adesiva, grampos, câmara filmadora e fotográfica, pen-drive, CD ou DVD, pincel atômico, mapas políticos, mini-system, transparências, folha de isopor, papel ofício, quadro para exposição de fotografias.

Avaliação:
Discussões dos temas em sala de aula, dissertações, resenhas, projetos, exercícios complementares (orais ou escritos), e no final, testes e provas.
Obs.: A avaliação qualitativa servirá apenas para complementar a nota de acordo com o rendimento do aluno em sala de aula. Essa nota terá pontuação de 0(zero) a 1(um) e será acrescentada na média da unidade.

Bibliografia Básica:
CATELLI JUNIOR, Roberto. História: texto e contexto: Ensino Médio, volume único/ Roberto Catelli Junior; com a colaboração de Maria Soledad Más Gandini, Renata Lima Aspis. – São Paulo: Scipione, 2006.

Bibliografia Complementar:
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
ARRUDA, José Jobson de A. Arruda e PILETTI, Nelson. Toda a história, história geral e história do Brasil. Volume único, Editora Atica, São Paulo. 2004
CHAUÍ, Marilena. “Convite à Filosofia” Editora Ática, São Paulo, 2003
COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios da Antiguidade” Vol. 3 - Editora Abril, 25 de outubro de 2004.
COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios Modernos” Vol. 3 - Editora Abril, 24 de novembro de 2004.
COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios Pré-Colombianos” Vol. 2 - Editora Abril, 10 de novembro 2004.
FERREIRA, João Paulo Hidalgo. “Nova história integrada”: ensino médio: volume único: manual do professor / João Paulo Hidalgo Ferreira, Luiz Estavam de Oliveira Fernandes. – Campinas, SP: Companhia da Escola, 2005.
MELLO, Leonel Itaussu Almeida, 1945 – “História moderna e contemporânea”; Leonel Itaussu A. Mello, Luís César Amad Costa. – São Paulo: Scipione, 1999.
VICENTINO, Cláudio. “História geral: ensino médio”/ Claúdio Vicentino. – São Paulo: Scipione, 2006.
VICENTINO, Cláudio. “História para o ensino médio: história geral e do Brasil” / Cláudio Vicentino, Gianpaolo Dorigo; ilustrações Cassiano Roda – São Paulo: Scipione, 2005. – (série Parâmetros)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Exercícios de História da América Portuguesa e Espanhola (Ensino Médio)

Sabendo que grande parte dos professores e estudantes buscam pelas soluções dos seus problemas na Internet, resolvi postar neste espaço alguns exercícios retirados de provas de vestibulares. Vale ressaltar que será muito mais importante, o professor modificar os exercícios de acordo com o que foi ensinado na sala de aula. Afinal de contas, cabe ao professor ter o conhecimento da realidade da turma que leciona.


Veja também:
Questões DE ENEM e Vestibular

Questão 01 (ENEM 2006) Segundo a explicação mais difundida sobre o povoamento da América, grupos asiáticos teriam chegado a esse continente pelo Estreito de Bering, há 18 mil anos. A partir dessa região, localizada no extremo noroeste do continente americano, esses grupos e seus descendentes teriam migrado, pouco a pouco, para outras áreas, chegando até a porção sul do continente. Entretanto, por meio de estudos arqueológicos realizados no Parque Nacional da Serra da Capivara (Piauí), foram descobertos vestígios da presença humana que teriam até 50 mil anos de idade. Validadas, as provas materiais encontradas pelos arqueólogos no Piauí

a) comprovam que grupos de origem africana cruzaram o oceano Atlântico até o Piauí há 18 mil anos.
b) confirmam que o homem surgiu primeiramente na América do Norte e, depois, povoou os outros continentes.
c) contestam a teoria de que o homem americano surgiu primeiro na América do Sul e, depois, cruzou o Estreito de Bering.
d) confirmam que grupos de origem asiática cruzaram o Estreito de Bering há 18 mil anos.
e) contestam a teoria de que o povoamento da América teria iniciado há 18 mil anos. 

Questão 02. (Fuvest) "Podemos dar conta boa e certa que em quarenta anos, pela tirania e ações diabólicas dos espanhóis, morreram injustamente mais de doze milhões de pessoas..." (Bartolomé de Las Casas, 1474 - 1566)

"A espada, a cruz e a fome iam dizimando a família selvagem." (Pablo Neruda, 1904 - 1973)

As duas frases lidas colocam como causa da dizimação das populações indígenas a ação violenta dos espanhóis durante a Conquista da América. Pesquisas históricas recentes apontam outra causa, além da já indicada, que foi:

a) a incapacidade das populações indígenas em se adaptarem aos padrões culturais do colonizador.
b) o conflito entre populações indígenas rivais, estimulado pelos colonizadores.
c) a passividade completa das populações indígenas, decorrente de suas crenças religiosas.
d) a ausência de técnicas agrícolas por parte das populações indígenas, diante de novos problemas ambientais.
e) a série de doenças trazidas pelos espanhóis, como varíola, tifo e gripe, para as quais as populações indígenas não possuíam anticorpos.

Questão 03. (Fuvest-SP) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram:

a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosí.
b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.
c) o canibalismo, o sentido mítico das práticas rituais, o espírito sanguinário, cruel e vingativo dos naturais.
d) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na extração da borracha.
e) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.

Questão 04. (UFMG) Leia o texto. “A língua de que [os índios] usam, toda pela costa, é uma: ainda que em certos vocábulos difere em algumas partes; mas não de maneira que se deixem de entender. (...) Carece de três letras, convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei, e desta maneira vivem desordenadamente (...)." (GANDAVO, Pero de Magalhães, História da Província de Santa Cruz, 1578.) A partir do texto, pode-se afirmar que todas as alternativas expressam a relação dos portugueses com a cultura indígena, exceto:

a) A busca de compreensão da cultura indígena era uma preocupação do colonizador.
b) A desorganização social dos indígenas se refletia no idioma.
c) A diferença cultural entre nativos e colonos era atribuída à inferioridade do indígena.
d) A língua dos nativos era caracterizada pela limitação vocabular.
e) Os signos e símbolos dos nativos da costa marítima eram homogêneos.

Questão 05. (Fuvest-SP) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) as distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígines e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor." (Stuart B. Schwartz, Segredos internos.) A partir do texto pode-se concluir que:

a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade européia nos séculos XV e XVI.
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade.
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.

Questão 06. (UFMG) Todas as alternativas apresentam fatores que explicam a primazia dos portugueses no cenário dos grandes descobrimentos, exceto:

a) a atuação empreendedora da burguesia lusa no desenvolvimento da indústria náutica
. b) a localização geográfica de Portugal, distante do Mediterrâneo oriental e sem ligações comerciais com o restante do continente.
c) a presença da fé e o espírito da cavalaria e das cruzadas que atribuíam aos portugueses a missão de cristianizar os povos chamados "infiéis".
d) o aparecimento pioneiro da monarquia absolutista em Portugal responsável pela formação do Estado moderno.

Questão 07. (FESO-RJ) "O governo-geral foi instituído por D. João III, em 1548, para coordenar as práticas colonizadoras do Brasil. Consistiriam estas últimas em dar às capitanias hereditárias uma assistência mais eficiente e promover a valorização econômica e o povoamento das áreas não ocupadas pelos donatários." (Manoel Maurício de Albuquerque. Pequena história da formação social brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 180.) As afirmativas abaixo identificam corretamente algumas das atribuições do governador-geral, à exceção de:

a) Estimular e realizar expedições desbravadoras de regiões interiores, visando, entre outros aspectos, à descoberta de metais preciosos.
b) Visitar e fiscalizar as capitanias hereditárias e reais, especialmente aquelas que vivenciavam problemas quanto ao povoamento e à exploração das terras.
c) Distribuir sesmarias, particularmente para os beneficiários que comprovassem rendas e meios de valorizar economicamente as terras recebidas.
d) Regular as alianças com tribos indígenas, controlando e limitando a ação das ordens religiosas, em especial da Companhia de Jesus.
e) Organizar a defesa da costa e promover o desenvolvimento da construção naval e do comércio de cabotagem.

Questão 08. (UNISO) Durante a maior parte do período colonial a participação nas câmaras das vilas era uma prerrogativa dos chamados "homens bons", excluindo-se desse privilégio os outros integrantes da sociedade. A expressão "homem bom" dizia respeito a:

a) homens que recebiam a concessão da Coroa portuguesa para explorar minas de ouro e de diamantes;
b) senhores de engenho e proprietários de escravos;
c) funcionários nomeados pela Coroa portuguesa para exercerem altos cargos administrativos na colônia;
d) homens considerados de bom caráter, independentemente do cargo ou da função que exerciam na colônia.

Questão 09. (UNAERP-SP) Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro. Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:

a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil.
b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.
c) criação das capitanias hereditárias.
d) montagem do sistema colonial.
e) criação e distribuição das sesmarias.

Questão 10. (Cesgranrio-RJ) Assinale a opção que caracteriza a economia colonial estruturada como desdobramento da expansão mercantil européia da época moderna.

a) A descoberta de ouro no final do século XVII aumentou a renda colonial, favorecendo o rompimento dos monopólios que regulavam a relação com a metrópole.
b) O caráter exportador da economia colonial foi lentamente alterado pelo crescimento dos setores de subsistência, que disputavam as terras e os escravos disponíveis para a produção.
c) A lavoura de produtos tropicais e as atividades extrativas foram organizadas para atender aos interesses da política mercantilista européia.
d) A implantação da empresa agrícola representou o aproveitamento, na América, da experiência anterior dos portugueses nas suas colônias orientais.
e) A produção de abastecimento e o comércio interno foram os principais mecanismos de acumulação da economia colonial.

Questão 11. (Cesgranrio-RJ) "O senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de muitos." O comentário de Antonil, escrito no século XVIII, pode ser considerado característico da sociedade colonial brasileira porque:

a) a condição de proprietário de terras e de homens garantia a preponderância dos senhores de engenho na sociedade colonial.
b) a autoridade dos senhores restringia-se aos seus escravos, não se impondo às comunidades vizinhas e a outros proprietários menores.
c) as dificuldades de adaptação às áreas coloniais levaram os europeus a organizar uma sociedade com mínima diferenciação e forte solidariedade entre seus segmentos.
d) as atividades dos senhores de engenho não se limitavam à agroindústria, pois controlavam o comércio de exportação, o tráfico negreiro e a economia de abastecimento.
e) o poder político dos senhores de engenho era assegurado pela metrópole através da sua designação para os mais altos cargos da administração colonial.


RESPOSTAS:
01. E
02. E
03. E
04. A
05. D
06. B
07. E
08. B
09. C
10. C
11. A

Exercícios de História Antiga: Roma (Ensino Médio)

Sabendo que grande parte dos professores e estudantes buscam pelas soluções dos seus problemas na Internet, resolvi postar neste espaço alguns exercícios retirados de provas de vestibulares. Vale ressaltar que será muito mais importante, o professor modificar os exercícios de acordo com o que foi ensinado na sala de aula. Afinal de contas, cabe ao professor ter o conhecimento da realidade da turma que leciona.
01. (UFAM – 2009) Tal como a história dos gregos, também a dos romanos começou pelo desenvolvimento de instituições políticas assentadas na cidade e elaboradas em benefício de uma comunidade de homens livres – os cidadãos – proprietários de terras e que reivindicavam a descendência direta dos fundadores de sua pátria. Em ambos os casos, estes cidadãos privilegiados conseguiram, no momento em que a vida urbana começou ganhar certa amplitude e consistência, eliminar a monarquia (cuja origem se confundia com a própria origem da pátria) dando início a instituições capazes de assegurar o seu domínio. FLORENZANO, M. B. O Mundo Antigo: economia e sociedade. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 56.

O texto aponta que os cidadãos romanos percorreram uma trajetória política singular. Sobre as instituições latinas ao longo deste processo podemos destacar:

I. O Senado, instituição mais importante do período republicano, que, no plano legislativo, aprovava as leis votadas nas assembleias, propunha novas leis para serem submetidas ao voto do povo, além de decidir sobre medidas excepcionais, como a de atribuir o poder supremo aos cônsules.
II. A Ditadura ou uma magistratura extraordinária, dotada de poderes excepcionais, substitutiva do Império, ao qual se recorria em momentos de particular gravidade.
III. O Tribunato da Plebe, cuja função era defender indivíduos e propriedades da plebe e administrar os jogos públicos, sendo o poder dos tribunos derivado do fato de serem invioláveis.

a) Apenas II é correta.
b) Apenas I é correta.
c) Apenas III é correta.
d) I, II e III são corretas.
e) I, II, e III são incorretas.

02. (PUC/PR – 2007) As lutas por riquezas e territórios sempre estiveram presentes na História. Na Antiguidade, o Mediterrâneo foi disputado nas Guerras Púnicas por:

a) romanos e cartagineses.
b) gregos e persas.
c) macedônicos e romanos.
d) romanos e germânicos.
e) gregos e romanos.

03. (UFMS – 2009) Sobre a história de Roma, é correto afirmar:

01. Paralelamente à versão lendária da fundação de Roma pelos irmãos gêmeos Rômulo e Remo, descobertas arqueológicas atestam que, antes de 753 a.C., a região do Lácio já era habitada por povos de diferentes etnias, organizados em comunidades agrícolas e pastoris, entre eles os etruscos que, entre os séculos VII e VI a.C., expandiram seu território e controlaram a monarquia em Roma.
02. O período republicano foi marcado por lutas entre patrícios e plebeus, as quais resultaram na criação de magistrados especiais, conhecidos como Tribunos da Plebe, encarregados de defender os interesses jurídicos, políticos e sociais da plebe junto ao Senado.
04. A expansão dos domínios romanos, na Península Itálica e em torno do Mar Mediterrâneo, acarretou uma desaceleração do processo de concentração fundiária nas mãos da aristocracia patrícia, haja vista que o Estado romano estabeleceu uma série de medidas visando distribuir terras aos pequenos e médios proprietários e à plebe urbana empobrecida.
08. Entre as maiores heranças culturais dos romanos, para a civilização ocidental, estão o Direito, bem como a língua latina, que serviu de matriz linguística a inúmeros idiomas modernos.
16. Deterioração do exército, crise de suprimento da mão de obra escrava, inflação, instabilidade política, instituição do colonato, como novo tipo de relação de trabalho, foram algumas das características que marcaram o período da história romana conhecido como Diarquia, instaurada entre os séculos III e V d.C.

04. (UEPB – 2009) Dentre os movimentos sociais que marcaram a República Romana, podemos destacar as lutas entre patrícios e plebeus. Sobre estas lutas, é correto afirmar:

a) O casamento entre patrícios e plebeus não foi permitido, apesar das conquistas do povo romano nas lutas contra os patrícios.
b) Apesar da marginalização política, não havia discriminação entre patrícios e plebeus.
c) Os plebeus conquistaram, em 367 a.C, o direito de participar do consulado com a promulgação da Lei Licínia, que também regulamentou a exploração das terras públicas.
d) Quando um patrício tornava-se insolvente, sem condições de pagar dívidas, tinha de se submeter ao nexum. Este foi um dos fatores que causou os conflitos entre plebeus e patrícios.
e) Em 450 a.C, foi publicada a Lei das Doze Tábuas, um dos fundamentos do Direito Romano, que não assegurou a igualdade jurídica entre patrícios e plebeus.

05. Roma, de simples cidade-estado, transformou-se na capital do país e mais duradouro dos impérios conhecidos. Assinale a alternativa diretamente relacionada com o declínio e queda do império Romano:

a) Triunfo do cristianismo e urbanização do campo.
b) Redução considerável dos tributos e abolição do poder despótico do tipo oriental.
c) Barbarização do exército e crise no modo de produção escravista.
d) Ensino democrático dos estóicos e aumento dos privilégios das classes superiores.
e) Estabilização das fronteiras e crescente oferta de mão-de-obra.

06. O modo de produção asiático foi marcado pela formação de comunidades primitivas caracterizadas pela posse coletiva de terra e organizadas sobre relações de parentesco. Sobre essa estrutura é correto:

a) O Estado controlava o uso dos recursos econômicos essenciais, extraindo uma parcela de trabalho e da produção das comunidades que controlava.
b) Neste sistema verifica-se a passagem da economia de predação para uma economia de produção, quando o homem começa a plantar.
c) O fator condicionante dessa situação foi o meio geográfico, responsável pela pequena produtividade.
d) As relações comunitárias de produção impediram o desenvolvimento do comércio e da mineração na Antiguidade Oriental.
e) Os povos que não vivam próximos aos grandes rios não se desenvolveram e tenderam a desaparecer.

07. As “Guerras Civis” na Roma republicana foram provocadas pela (o):

a) Tentativa de Julio César de tornar-se imperador.
b) Ascensão dos homens novos e militares e marginalização da plebe.
c) Assassinato dos irmãos Graco, dividindo os romanos em dois partidos.
d) Insistência dos cristãos contra a escravidão e o culto ao imperador.
e) Disputa política envolvendo os membros dos dois Triunviratos.

08. Entre os séculos IV e V os pequenos proprietários arruinaram0se e buscaram a proteção dos grandes latifundiários. Surgiu assim o Patrocínio, instituição pela qual, em troca de proteção, um homem livre obrigava-se a cultivar um grande lote de terra para um grande proprietário. Grande parte da mão-de-obra foi recrutada entre os “bárbaros”, que invadiam as fronteiras do Império. O texto retrata:

a) A barbarização do exército e anarquia militar.
b) A principal forma de salvação do Império.
c) A abertura das fronteiras romanas aos povos germânicos.
d) A consolidação do sistema escravista de produção.
e) O surgimento do colonato e das Villae, com economia natural.

09. No decorrer do último século de República em Roma, as conquistas se ampliaram, o exército passou a ser permanente e tornou-se profissional, o que foi fundamental para:

a) A realização das guerras civis, contra os plebeus, impedindo a reforma agrária.
b) Conter as invasões bárbaras que ameaçavam as fronteiras ao norte.
c) Preservar as culturas políticas, limitando as conquistas realizadas pela plebe.
d) A ascensão dos militares ao poder, e conseqüentemente para decadência do Senado.
e) Consolidar as instituições republicanas, impossibilitando o retorno à monarquia.

10. Durante o Baixo Império, o império romano viveu grande decadência, determinada principalmente pela (o):

a) Retração das guerras, responsável pela diminuição do afluxo de riquezas, crise do escravismo e da própria produção.
b) Adesão imperador Constantino ao cristianismo, diminuindo a força do paganismo.
c) Guerra civil envolvendo patrícios e plebeus, determinando a decadência da produção agrícola.
d) Édito do máximo, responsável pela ilimitação da produção agrícola e importação de escravos.
e) Crise do comércio romano pelo Mediterrâneo, dado a ocupação realizada pelos povos bárbaros.

11. (OSEC) Quanto à história de Roma, pode-se considerar que:

a) Roma conheceu apenas dois regimes políticos: a República e o Império;
b) na passagem da República para o Império, Roma deixou de ser uma democracia e transformou-se numa oligarquia;
c) os irmãos Tibério e Caio Graco foram dois tribunos da plebe que lutaram pela redistribuição das terras do Estado (ager publicus) entre todos os cidadãos romanos;
d) no Império Romano, todos os homens livres - os cidadãos - eram proprietários de terras;
e) no Império Romano, a base da economia era o comércio e a indústria.

12. (OSEC) Sobre a ruralização da economia ocorrida durante a crise do Império Romano, podemos afirmar que:

a) foi conseqüência da crise econômica e da insegurança provocada pelas invasões dos bárbaros;
b) foi a causa principal da falta de escravos;
c) proporcionou ao Estado a oportunidade de cobrar mais eficientemente os impostos;
d) incentivou o crescimento do comércio;
e) proporcionou às cidades o aumento de suas riquezas.

13. (PUC) A religião romana assemelhava-se à grega porque ambas:

a) tinham objetivos nitidamente políticos;
b) eram terrenas e práticas, sem conteúdo espiritual e ético;
c) eram apoiadas por uma forte classe sacerdotal;
d) condenavam as injustiças sociais;
e) tinham como centro a crença na vida futura.

Resolução:
01. B
02. A
03. 11 (01+02+08)
04. C
05. C
06. A
07. B
08. C
09. D
10. A
11. C
12. A
13. B

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Plano de Curso de História - 3º ano do Ensino Médio - 2012


Plano de Curso

O atual plano de Curso serve de exemplo para os professores que desejam um modelo. Este plano, está dividido em 3 unidades, mas pode ser adaptado para 4 unidades. Os motivos desta divisão em três unidades está expresso na Regimento Escolar da Instituição de Ensino a qual pertenço.

Série: terceiro ano do ensino médio
Disciplina: História
Carga Horária: 80 horas
Professor: Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Ano de competência: 2012

    I.    Apresentação:
Ter uma visão holística da sociedade é se habilitar para o conhecimento, e é por esse motivo, que o estudo de história no terceiro ano do ensino médio, não deve se limitar apenas aos conteúdos de história contemporânea.
Este programa visa revisar os conteúdos da história antiga, medieval e moderna, além de trazer discussões historiográficas, introduzindo os alunos nos estudos históricos de maneira atraente e instigante.

  II.    Objetivos:

  • Desenvolvimento de competências ligadas à leitura, análise, contextualização e interpretação das diversas fontes e testemunhos das épocas passadas e também do presente.
  • Produzir textos analíticos e interpretativos sobre os processos históricos, a partir das categorias e procedimentos próprios do discurso historiográfico.
  • Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica, a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos simultaneamente como sujeito e como produto dos mesmos.
  • Situar os momentos históricos nos diversos ritmos da duração e nas relações de sucessão e/ou de simultaneidade.
  • Produzir novos discursos sobre as diferentes realidades sociais, a partir das observações e reflexões realizadas.
  • Construir instrumentos para uma melhor compreensão da vida cotidiana, ampliando a “visão de mundo” e o “horizonte de expectativas”, nas relações interpessoais com vários grupos sociais.
  • Compreender as transformações no mundo do trabalho e o novo perfil de qualificação exigida, geradas por mudanças na ordem econômica.
  • Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição em face de argumentos mais consistentes.
  • Articular conhecimentos filosóficos, sociológicos, históricos e diferentes conteúdos e modos discursivos nas ciências naturais e humanas, nas artes e em outras produções culturais.
  • Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica, quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sócio-político, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.
  • Perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;

Tema norteador: Sustentabilidade e Cidadania
Tema transversal: Ética e Política.
Competências e habilidades a serem desenvolvidas
  • Representação e comunicação:
    • Entender a importância das técnicas contemporâneas de comunicação para planejamento, gestão, organização e fortalecimento do trabalho em equipe, com a utilização das novas tecnologias
  • Investigação e compreensão:
    • Compreender a sociedade, sua gênese e transformação, e seus múltiplos fatores que nela intervêm como produtos da ação humana e os processos sociais como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos.
  • Contextualização sócio-cultural:
    • Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as às práticas dos diferentes grupos e atores sociais, aos princípios que regulam a convivência em sociedade, aos direitos e deveres da cidadania, à justiça e à distribuição dos benefícios econômicos.

III.    Conteúdo Programático:

I UNIDADE
  • Introdução aos Estudos Históricos
  • Historiografia
  • Revisão dos conteúdos de História:
    • Antiga (Grécia e Roma – 2 aulas)
    • Medieval (2 aulas)
    • Da América (2 aulas)
    • Da Africa (2 aulas)
    • Moderna (2 aulas)
      • Revolução Francesa e Inglesa (2 aulas)
      • Colonização da América Portuguesa e Espanhola(2 aulas)
      • Revolução Industrial e sociedade moderna (2 aulas)
      • Américas independentes (2 aulas)
      • Novas tecnologias (2 aulas)

II UNIDADE
  • Revoluções e Guerras
    • Brasil: a Primeira República
    • A Primeira Guerra Mundial e o declínio da Europa
    • Da Revolução Russa ao Stalinismo
    • Crises do entreguerras
    • Democracia em xeque: O fascismo e o nazismo
    • A Segunda Guerra Mundial
    • Brasil: A República nacional-estatista
  • Guerras frias, guerras quentes
    • Construindo rivalidades: o mundo do pós-guerra (I)
    • Construindo rivalidades: o mundo do pós-guerra (II)

III UNIDADE
  • Guerra frias, guerras quentes (Continuação)
    • O Terceiro Mundo: África e Ásia
    • O Terceiro Mundo: América Latina
    • O Brasil e a República democrática
    • Brasil: a República dos generais
  • Rumo ao novo milênio
    • Tempos de crise
    • O Brasil da democracia
    • O colapso do comunismo
    • O novo século

PROJETO – HISTÓRIA E MEMÓRIA – MARAGOGIPE (Em anexo)
(Sábados – Obrigatório para ensino médio e facultativo para o ensino fundamental)
  • Criação de um laboratório de História e Memória;
  • Coleta de entrevistas, fotografias, depoimentos, vídeos, documentos históricos;
  • Debates e Excursões;
  • Produção de Material (Artigos, Textos, Jornais, e um Blog do Laboratório de História do CESF)

IV.    Metodologia:

  • Aula expositiva;
  • Debates;
  • Projetos de História;
  • Visitas técnicas a Prédios Históricos;
  • Problematização de questões sociais, políticas, econômicas e culturais (local; estadual e nacional);
  • Leitura e compreensão de textos;
  • Leitura de imagens;
  • Investigação de documentos;

   V.    Recursos didáticos:

  • Livros;
  • Textos apostilados, jornais, revistas;
  • Sala de vídeo;
  • Laboratório de informática;
  • Cartolina, papel madeira, fita adesiva, grampos, câmara filmadora e fotográfica, pen-drive, CD ou DVD, pincel atômico, mapas políticos, mini-system, transparências, folha de isopor, papel ofício, quadro para exposição de fotografias.

VI.    Avaliação:
Testes, Prova, Dissertações, Resenhas, Projetos e Exercícios complementares (Orais ou escritos).
Obs.: A avaliação qualitativa servirá apenas para complementar a nota de acordo com o rendimento do aluno em sala de aula. Essa nota terá pontuação de 0(zero) a 1(um) e será acrescentada na média da unidade.

VII.    Bibliografia Básica:

  • VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.

VIII.    Bibliografia Complementar:

  • ARRUDA, José Jobson de A. Arruda e PILETTI, Nelson. Toda a história, história geral e história do Brasil. Volume único, Editora Atica, São Paulo. 2004
  • CATELLI JUNIOR, Roberto. História: texto e contexto: Ensino Médio, volume único/ Roberto Catelli Junior; com a colaboração de Maria Soledad Más Gandini, Renata Lima Aspis. – São Paulo: Scipione, 2006.
  • CHAUÍ, Marilena. “Convite à Filosofia” Editora Ática, São Paulo, 2003
  • COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios da Antiguidade” Vol. 3 - Editora Abril, 25 de outubro de 2004.
  • COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios Modernos” Vol. 3 - Editora Abril, 24 de novembro de 2004.
  • COLEÇÃO GRANDES IMPÉRIOS. “Impérios Pré-Colombianos” Vol. 2 - Editora Abril, 10 de novembro 2004.
  • FERREIRA, João Paulo Hidalgo. “Nova história integrada”: ensino médio: volume único: manual do professor / João Paulo Hidalgo Ferreira, Luiz Estavam de Oliveira Fernandes. – Campinas, SP: Companhia da Escola, 2005.
  • MELLO, Leonel Itaussu Almeida, 1945 – “História moderna e contemporânea”/ Leonel Itaussu A. Mello, Luís César Amad Costa. – São Paulo: Scipione, 1999.
  • VICENTINO, Cláudio. “História geral: ensino médio”/ Claúdio Vicentino. – São Paulo: Scipione, 2006.
  • VICENTINO, Cláudio. “História para o ensino médio: história geral e do Brasil” / Cláudio Vicentino, Gianpaolo Dorigo; ilustrações Cassiano Roda – São Paulo: Scipione, 2005. – (série Parâmetros)