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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Cultura e Gastronomia Brasileira é tema da Feira de Conhecimentos do CESF



Amanhã, dia 26 de setembro, acontecerá a Feira de Conhecimentos no Centro Educacional "Simões Filho" que discutirá sobre a cultura e a gastronomia brasileira em todos os sentidos. 

Os estudantes prepararam seus stands como muito zelo e dedicação e aguardam ansiosamente pelos visitantes.

Como degustação, postamos um aperitivo do que está esperando por você:
STAND MARAGOGIPE (Alunos do 1º ao 5º ano)
STAND REGIÃO CENTRO OESTE (Alunos do 6º ano)
STAND REGIÃO NORDESTE (Alunos do 7º ano)
STAND REGIÃO SUDESTE (Alunos do 8º ano)
STAND REGIÃO NORTE (Alunos do 9º ano)
STAND REGIÃO SUL (Alunos do 1º e 2º EM)
STAND INFLUÊNCIAS ESTRANGEIRAS (Alunos do 3º ano)

Confira a programação:
Manhã
08h - Hasteamento da Bandeira e Apresentação da FANCESF
10h - Apresentação dos Stands

Tarde:
14h - Apresentação dos Stands

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Livro História da África e dos Africanos na Escola lança desafios para formação de professores

O livro do professor Luiz Fernandes de Oliveira "História da África e dos Africanos na Escola" lançou desafios políticos, epistemológicos e identitários para a formação dos professores de História. Esta é, sem sombras de dúvidas, uma publicação enriquece de modo significativo e original a reflexão e pesquisa sobre relações étnico-raciais e educação no Brasil.

E neste sentido, estamos lembrando aos professores e amantes da história que o ensino de História da África, além de requerer certos cuidados conceituais é preciso salientar que sua diversidade precisa ser melhor trabalhada e para isso, é preciso estudo.

Segue como recomendação este livro de Luiz Fernandes de Oliveira, da Editora Imperial Novo Milênio, com 319 páginas.

Um boa leitura.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A minha experiência como professor de história num Curso de Turismo-Étnico em Maragogipe

Por Zevaldo Sousa

Tratar sobre temas como Identidade, Cidadania, Diversidade, Tolerância e Respeito num curso de História é de extrema importância para a formação do “cidadão crítico”, e essa formação conduz ao que historiador André Segal afirmava que a História “forma cidadãos comuns, indivíduos que vivem em presente contraditório, de violência, desemprego, greves, congestionamentos, que recebe informações simultâneas sobre acontecimentos internacionais, como as guerras, que deve escolher seu representante para ocupar cargos políticos instituicionais”. Esse indivíduo que vive o presente deve, pelo ensino de História, ainda segundo Segal “ter as condições de refletir sobre tais acontecimentos, localizá-los em tempo conjuntural e estrutural, estabelecer relações entre os diversos fatos de ordem política, econômica e cultural, de maneira que fique preservado das reações primárias: a cólera impotente e confusa contra patrões, estrangeiros, sindicatos ou o abandono fatalista da força do destino.” (“In Ensino de História” por CIRCE BITTENCOURT, 2008, p. 121-2).

Com isso, preparamos o cidadão com a finalidade de ter uma formação política, intelectual, e humanística. Todavia, essa base da História, enquanto disciplina, que deveria ter existido, ou melhor, e ter sido aplicada no ensino regular dos alunos que ingressaram no Curso de Turismo Étnico-Afro (Empreendedorismo - Vespertino) não ocorreu, ou pelo menos, não aparentou nos discursos de grande parte dos estudantes.

Primeiro, porque vieram para o curso com um preconceito muito grande com questões relativas à vida em sociedade, ao coletivo, às religiões de modo geral, e à sua condição social. Mas mesmo assim, estes estudantes, trouxeram para dentro da sala de aula, vivências que contribuíram e muito para o debate da História e da sua condição de cidadão. Apesar de ter ciência de que com 40 horas de ensino, eu não teria condições, de formar nos alunos uma opinião crítica dos assuntos tratados em sala de aula, esperei criar, pelo menos, as bases para o sucesso deles, enquanto empreendedores. Para isso, coloquei meus conhecimentos de História na mesa de discussões, assim como o meu exemplo ter sido um Empreendedor em Maragogipe com uma lanchonete na Praça da Matriz, e com os diversos cursos de Empreendedorismo que fiz, a exemplo da Oficina promovida pela Ethos Humanus, empresa que está fazendo da interação comunidade de Maragogipe com o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em São Roque.

Com isso, resolvi extrapolar o material enviado pelo Instituto, e usar a criatividade, até porque, todo empreendedor deve ser criativo e como escrevo sobre a História de Maragogipe há quase quatro anos, explorei bem a ideia que o MEC oferece nos Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio (PCNEM), além da interdisciplinaridade, procurando desenvolver nesses alunos competências e habilidades para que os mesmos percebam o quão é importante do estudo de História na construção de suas vidas, e até porque o empreendedor deve de maneira holística, pensar e agir, sempre com obsessão pelas oportunidades, balanceando por um espírito de liderança.

A questão que norteou o aprendizado, portanto, foi: Como fazer com que esses alunos, que não tinham uma bagagem robusta, entenderem que a História é importante para o curso que escolheram?

Com base nesses princípios fui à sala de aula, convidá-los para um estudo mais aprimorado e instigador. Nas primeiras aulas, como sempre, precisei fazê-los refletir sobre as questões fundamentais para o estudo de História, para isso, apresentei através de explanações os conceitos sobre Tempo, Espaço, Humanidade e Cultura. Até porque, nestas primeiras aulas, os estudantes não tinham nenhum material de estudo, mas logo nas aulas subseqüentes, já com o material didático do Instituto, tratei sobre pontos importantes para o entendimento e formação do cidadão crítico, citado no início do texto.

Com isso tratei sobre temas importantíssimos no ensino de História como: Identidade, Cidadania, Diversidade, Tolerância e Respeito, além de outras aulas que tratei sobre os conteúdos que estavam no material. Que considero de extrema importância para o conhecimento da história da Bahia, mas que preferi colocá-los num segundo plano, pois entendia que para àquele curso em questão, e para àqueles estudantes seria interessante focarmos nos assuntos relevantes para a formação do senso crítico.

A questão da Identidade é exemplo, e sei que foi de extrema importância para os alunos o reconhecimento da sua Identidade Individual, que está dentro de um contexto Identitário Coletivo. Para isso, é preciso respeito ao outro que não conheço, não sei das suas dificuldades e problemas, mas que julgo sem lhe dar ao menos, o direito de se defender. Nesse caso, debatemos questões religiosas e as relações e visões que o Candomblé, o Catolicismo e o Protestantismo têm um do outro, explicando que muitas dessas visões são preconceituosas e só gera intolerâncias e guerras.

Outro caso, que foi de extrema importância para o debate em sala de aula, foi a questão da discussão do Gênero, Diversidade e da Homossexualidade, tema esse que gerou debates controversos, mas que chegaram a um denominador comum, quando lembrei aos estudantes que não podemos ser intolerantes e devemos respeitar a opinião do outro, por não conhecer quais são as suas dificuldades e problemas.

Com esse pressuposto teórico-metodológico acredito que fiz os alunos continuarem em sala de aula e realmente ter um interesse no curso que escolheram, mas que por ironia do destino, não vingou.

Carnaval
Vale ressaltar a importância que dei ao estudo da História de Maragogipe passei diversos filmes e documentários que ilustram bem a história do município e seus produtos, neste momento pensando historicamente com uma maneira empreendedora. O Carnaval de Maragogipe, a Festa de São Bartolomeu e Os Veleiros do Recôncavo foram temáticas pertinentes ao contexto turístico-histórico do curso. Neste momento, mostrei para eles a importância da visão que o frânces Dimitri Ganzelovich tinha sobre o Carnaval de Maragogipe e que era praticamente a mesma de outros turistas que chegam ao município, neste momento, e que era preciso, para eles como empreendedores, estarem atentos e usando sua criatividade poderiam ser bem sucedidos. Na visão do Dimitri, o carnaval, as máscaras e identidade do maragogipano, por si só, ganham qualquer pessoa, ele não aceitava trios elétricos e outros tipos de investimentos na cultura maragogipana, mas queria preservar o modo antigo de se divertir. Para quem é empreendedor, o Dimitri dá a grande sacada do Carnaval de Maragogipe e de outras festas como o São João e a Festa de São Bartolomeu, e o cidadão que reconhece a identidade coletiva da cidade poderá viver tranquilamente bem, explorando essa cultura, não importando, neste caso, religião, raça, cor, partido político, ou posição social.

Outro ponto importante que tratei foi sobre a questão dos Veleiros de Maragogipe, e da oportunidade que os mesmos podiam ganhar se souber explorar, de modo aliado ao pescador, dos passeios sobre o rio Paraguaçu. Enquanto ele teria o conhecimento histórico do local, servindo de Guia Turístico, o pescador teria sua habilidade com o mar. Quem ganharia com isso? Todos. O turista, o pescador e o estudante que resolveu investir na exploração da História de Maragogipe e do Recôncavo que é rica e engenhosa.

Fiz um breve apanhado sobre a formação do município de Maragogipe, Cachoeira e Santo Amaro e busquei de forma integrada, conciliar com o conteúdo programático do material didático ofertado pelo Instituto.

Suerdieck
Neste ínterim, levei os estudantes para fazermos uma rápida visita, com olhar histórico, pela cidade de Maragogipe, local que conheciam bem, mas que desconheciam detalhes pequenos que poderiam ser grandiosos quando bem explorados. Partindo do Porto Pequeno, fui apresentei a eles, o caminho pelo qual Dom Pedro II passou, junto com a rainha em Maragogipe, apresentei também um pouco da história dos prédios históricos da Suerdieck, Dannemann, das Filarmônicas Terpsícore Popular e Dois de Julho, do Coreto, da Igreja de São Bartolomeu, das doações diversas feitas pelos Suerdieck a Maragogipe, do Mercado do Areal e do Hospital. Foi uma experiência enriquecedora, que os alunos gostaram muito e que desejaram outra, mas o tempo era curto e não deixou.

No retorno pedi para os alunos escreverem no seu caderno, o que foi de novo que aprenderam com aquela aula ao ar livre e quais foram às oportunidades que visualizaram para eles ingressarem dentro de um empreendimento.

A partir daqui, já finalizando o curso, entreguei alguns materiais, livros e experiências que descobri na internet e que acreditei ser de extrema importância para o conhecimento dos mesmos, pois estava aliada ao contexto do curso. Despedi-me da turma com um desejo imenso do sucesso fazer parte da vida deles e na certeza de ter contribuído e muito para a sua formação crítica e tenaz da história.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A problemática da valorização da Educação Brasileira - Final

Por fim, gostaria de salientar esta última problemática que se refere muito mais a Educação do que ao próprio professor. Como falei no primeiro artigo, é muito mais fácil começarmos a valorizar a Educação do que o individuo educador. Nós, os educadores, fazemos parte de um sistema maior e se esse sistema é desvalorizado, nunca seremos valorizados.

É por esse motivo que não privilegiei o problema da política salarial e de valorização do professor. Que me remetia à assuntos como os baixos salários, o descaso, o desrespeito, a imposição de políticas pedagógicas e carga horária; tudo isso somado têm reflexos de um péssimo sistema de ensino. 

Michel Souza fala que "Os bons salários de alguns grupos de funcionários públicos, como os de juízes, promotores e políticos é provocado pelo subdesenvolvimento de outros grupos, como o de professores. Para que alguns grupos possam receber melhores salários e acumular patrimônios outros grupos necessitam ser explorados e sacrificados. O acesso aos benefícios está desigualmente repartido. Em conseqüência dos baixos salários e dos descasos com a classe, o professor perde a motivação, não tem prazer em dar aulas, resigna-se, não fazendo um bom trabalho."


O professor, portanto, não é motivado. A educação muito menos, apesar da educação ter o maior investimento nos recursos públicos, os mandatários não conseguem sequer investir no incentivo. Pois como já disse, a educação é para o futuro, as obras visíveis são para as eleições.

Os investimentos são raros e escassos, quase imperceptíveis o que acarreta na desvalorização da área que deveria ser a mais valorizada por todos os que vivem nesta terra.

Somos assim, mudos numa terra de falantes, àqueles que deveriam trazer a voz para as multidões, a liberdade e a esperança, estão amordaçados pelo sistema político e social. A cultura ainda ajuda nesse processo de desvalorização e, por fim toda a estrutura escolar não é agradável. Vivemos sinceramente num mundo distante do ideal. Distante do básico.

Não temos uma escola ideal, não temos uma família que incentive, nem vizinhos e amigos, não temos um governo que valorize a educação, nem um quarto poder que incentive essa área. Estamos reféns de nós mesmos. 

Sendo assim, proponho que cada um faça a sua parte e que não espere pelos outros, pois se assim permanecermos, nada mudará.

A problemática da estrutura da Educação Brasileira


Sei que a maioria das pessoas devem estar se perguntando. Porque ficar discutindo educação, não vai adiantar nada. E por este motivo, poucos são aqueles que estão lendo estes artigos. Então, para quê me desejar felicidades por este dia? Para quê desejar felicidades para o professor? Sinta-se a vontade para continuar vendo às desgraças alheias e continuem com os três efes de suas vidas. Festa, Fuxico e Foguetes.

Agora, para aqueles que reconhecem o trabalho do professor e gostam de uma discussão sobre o assunto, que fique ciente que estes são artigos de abertura, mas não de fim. Como já disse, não sou nenhum especialista, mas trago minha experiência e a de muitos autores que li e continuo lendo para o atual contexto.

Sendo assim, a pergunta para esta problemática seria: Qual é o modelo estrutural de escola ideal?

Se olharmos bem às nossas escolas elas parecem, literalmente, como prisões. Michel Foucault, já havia estudados os males que este tipo de arquitetura causa ao indivíduo. Para ele, este tipo de arquitetura é uma arquitetura de esquadrinhamento, da observação, da disciplina, do controle, cujo único objetivo e controlar os indivíduos criando seres dóceis e serviçais ao mercado de trabalho. Todavia, como estamos tratando de seres humanos, e como gosto de citar que em ciências humanas, nada é total. Muitos jovens acabam com um sentimento de repulsa à este sistema.

O aluno da escola pública vive numa prisão, não pode sair pois o porteiro não deixa, se chega atrasado não entra na escola, e não interessa qual o motivo, este é o verdadeiro treinamento capitalista do indivíduo para a vida e àqueles que não se adequam terão ou irão ver outro tipo de estrutura prisional, e neste caso, estou a falar dos verdadeiros sistemas de "exclusão" do indivíduo da sociedade. 

O que este sistema prisional acarreta na vida do estudante?
Além dos outros fatores citados anteriormente, a estrutura escolar afeta na falta de comprometimento nos estudos, na desmotivação, na falta de interesse do aluno. As aulas tornam-se monótonas e chatas. Falta a escola pública uma estrutura material para que o aluno goste de estudar, como áreas verdes, quadras, equipamentos, salas de estudo, salas de teatro, salas de vídeo, salas de ginástica, biblioteca, materiais para uso em sala de aula, etc. Um ambiente agradável com uma estrutura impecável é imprescindível para que o aluno aprenda.

Mas quando teremos isso? Quando aprendermos a cobrar.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A problemática social da Educação Brasileira

Após relatar sobre a nossa problemática cultural da Educação Brasileira, partiremos para o nosso lado social. Pensemos o quanto é difícil para pais e responsáveis viver com um salário minimo, procurar trabalho extra e ainda por cima ter cabeça, porque tempo tem, para incentivar seus filhos e crianças à estudar.

Aliás, se pararmos para analisar bem, nossas crianças e adolescentes passam a maior parte do seu tempo longe de pais e mães do que perto, devido à diversos fatores, e um deles inclusive é a péssima influência que vem sendo bombardeada de todos os lados, desde às próprias amizades dos responsáveis, até a televisão e do traficante que fica na porta da escola, quando não dentro.

Segundo Michel Souza "Os problemas educacionais refletem as contradições da própria sociedade. Na base da educação há uma família geralmente carente material e intelectualmente. Pobreza, fome, falta de trabalho e falta de perspectiva são fatores que minam a educação. O Brasil é um das dez maiores economias do mundo, mas em indicadores sociais ela está ao lado de Botsuana e Moçambique: 30 milhões vivem em estado de miséria; 80 milhões não conseguem consumir as 2240 calorias mínimas exigidas para uma vida normal; 60% dos trabalhadores no Brasil ganham até um salário mínimo. 50% da riqueza concentram-se nas mãos de 10% da população que ganham mais de dez salários."

A Bahia não foge a estes dados. O subemprego é uma realidade da grande maioria das famílias baianas: faxineiras, camelos, lavadores de carro, pedreiros, pintores, eletricistas ocasionais são comuns. Tais pessoas apresentam baixo nível de consumo e renda e baixo nível educacional sendo incapazes de acompanhar seus filhos e dar uma boa assistência a eles.

Sendo assim, como poderemos agir para que esse problema seja resolvido urgentemente, para que no futuro próximo comecemos a almejar novos rumos para a educação? 

Acredito, realmente que a problemática social da educação deve ser neste primeiro momento combatida por uma mídia mais eficiente, e a partir daqui gostaria de salientar a importância desta nas vidas dessas pessoas carentes que estão começando a ter oportunidades, mas não estão sabendo aproveitar devido ao seu baixo nível educacional. Aliás, esse é o motivo da permanência de políticos sujos nas nossas vidas e a maioria das pessoas não conseguem perceber esse fator como algo predominante em nossas vidas. Sempre digo, que a mudança surgirá quando a sociedade entender que a educação deve ser prioridade!

Com isso, quero salientar que a mídia, principalmente a televisiva e aberta deveria ser a mola propulsora para esse caminho da educação do futuro, e durante a sua programação, a ÉTICA, a EDUCAÇÃO e a VIDA deveriam ser a tônica. Devemos sim começarmos a censurar o que é passado na televisão, pois sabemos muito bem que nas nossas vidas há censura para tudo o que se pratica. A exemplo gostaria de dizer que quando um artista de televisão passa uma mensagem não emburradora da vida, ele consegue trazer maiores chances de esperança na vida das pessoas que o assistem.

Mas como tudo na vida é DESTRUIÇÃO e MORTE, e o ser humano desde tempos imemoriais já gosta do SANGUE e do SEXO, a promiscuidade toma conta da televisão brasileira e passa uma mensagem deturpada à nossa juventude. A desculpa de mostrar a realidade, não se encaixa perfeitamente em mentes que estão em formação, que são frágeis e que são facilmente manipuladas.

A televisão emburrou grande parte da população, a nossa sociedade está altamente deturpada, com valores invertidos e razões irracionais. Preferimos matar aquele que nos dá a nossa verdadeira nota, do que nos posicionar e nos perguntar: Onde foi que eu errei?

PROPOSTAS PARA A MUDANÇA SOCIAL:
  1. Exigirmos uma melhor programação da televisão, rádio e jornal impresso;
  2. A internet é atualmente o pior, assim como o melhor meio para transmissão de dados e informações, sendo assim, todo o cuidado é pouco com seu filho;
  3. Tenha tempo para seu filho ou criança que está cuidando, pratique esportes e leia livros, incentive sempre o seu filho a ter e querer o melhor e ele só terá isso com a educação;
  4. Tenha sempre cuidados com as péssimas companhias, prefira ter amigos do que colegas. Passe esse exemplo ao seu filho;

Relatos da experiência de uma vida de 15 anos de ensino, por Zevaldo Sousa

Hoje, dia 15 de outubro de 2011, resolvi fazer textos de referência a minha verdadeira profissão. Uma profissão que foi forçada em minha vida, mas que por motivos de ética e de respeito, exerço-a com todo amor e devoção. Continuo aprendendo a cada dia que passa, a amar a História, disciplina que faz parte da minha vida, desde esse dia em que você está lendo este texto, até o início daquilo que chamamos por Humanidade. Não estou escrevendo ao contrário, escrevo na direção correta, pois nenhum ser humano é fruto de sua contemporaneidade, mas sim do seu passado e esse é longínquo.

Tem 30 anos de idade e 15 anos de ensino, posso sem sombras de dúvidas dizer que já ensinei em todo e qualquer tipo de instituição, desde a escolar particular, o cursinho pré-vestibular pago e gratuito, a escola pública municipal e estadual, assim como no ensino fundamental I e II e médio, só não ensinei nas escolas federais, mas acredito que esse não será grande problema, pois o que estou propondo escrever está nas nossas bases e essa eu conheço muito bem.

Nas minhas aulas, gosto sempre de citar que todos vivemos do passado e nós somos museus vivos, pois a cada segundo que se passou, interagimos com objetos que não foram criados por nós, mas por alguém, no passado e, se analisarmos bem até as nossas criações estão no passado. A história, portanto, está presente em nossa vida, e nós precisamos conhecê-la, mas o fato que mais marca na educação é que a nossa identidade não é esboçada, nem tampouco tratada nos bancos escolares e, o que percebo é que grande parte dos professores não tem a mínima vontade de aprender novidades, nem tampouco de sair da sua própria rotina. Isso vale para todas as disciplinas e não só para o ensino de História.

Percebe-se, portanto, que na educação brasileira existem vários problemas, e eu gostaria de tratar sobre cinco grandes problemas:  O Cultural, o Social, o Político Pedagógico, o Estrutural e de Valorização da Educação. Todas essas situações se encaixam perfeitamente no maior problema de todos que é político e este terá como referência o retorno a longo prazo, e por esse motivo, nenhum mandatário deseja investir na educação como deveria, pois eles precisam de resultados para as próximas eleições, então negligenciam a educação para investirem em obras que darão visibilidade imediata, ou quando fazem um projeto para a educação, é algo mirabolante, que enche os olhos, mas não dá resultado. Nas últimas décadas, o governo criou diversos mecanismos que deram um novo sentido ao papel do Coordenador - que na maioria das vezes é um agente político infiltrado dentro da escola, servindo muito mais como dedo-duro do que como coordenador -, como exemplos cito a progressão continuada, os ciclos, a avaliação contínua, a recuperação paralela, que sem sombras de dúvidas deram um novo sentido ao conceito de escola, mas não trouxe grandes resultados. Enquanto isso, a educação continua sendo desvalorizada e com ela o professor continua sendo idem, e continua tendo que lidar com pessoas (alunos) que não entendem ou não querem entender o sentido de se educar.

Outros problemas são uma constante nas nossas vidas, os livros didáticos são exemplos e como a maioria das pessoas não valorizam os livros, nossos filhos fazem o mesmo. 

Temos também na nossa educação, professores não capacitados para exercer tal profissão, assim como também temos professores capacitados em uma área, exercendo sua profissão em outra área. E tudo isso está envolvido principalmente, com a política municipal. Por esse motivo, a classe fica desvalorizada, e o político tem a desculpa em dizer que não investirá em educação se não se tem profissionais capacitados, gabaritados na área e sobretudo, se não temos uma sociedade que faça a cobrança e que se posicione. Calados ficamos e por esse motivo, os nossos representantes fazem o que querem.

Nas escolas da rede pública de educação básica, faltam bibliotecas, laboratórios de ciência e de informática, falta constantemente merenda escolar e transporte. A ausência de recursos didáticos é outro paradigma e isso dificulta o aprendizado, acontecendo a decadência da escolaridade. Sendo assim, o cidadão acaba dizendo que a escola pública não presta. Com toda certeza, é frequente o descaso com o ensino público e por esse motivo, não há esperança, não há mudança.

Além de tudo isso, o problema ainda surge dentro da própria família, fazendo com que crianças e adolescentes não tenham vontade em aprender. É com essa temática que exercitaremos nosso debate na próxima postagem.

sábado, 15 de janeiro de 2011

EDUCAÇÃO: O que é o ENEM e o que ele possibilita?

Grandes são as dúvidas das pessoas com relação ao ENEM, uma dessas dúvidas se refere à certificação do ensino médio. No concurso público do governo do Estado da Bahia caiu justamente uma questão sobre o ENEM em que uma das opções mostrava que é permitido a utilização de seus resultados para efeito de Certificação de Conclusão do Ensino Médio. Será que isso é possível mesmo?

O que é o ENEM?
Segundo o Otaviano Helene, que é Professor do Instituto de Física da USP e mantém o BLOGOLÍTICA, O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) surgiu no final da década de 1990, com finalidades e características bastante parecidas com as dos exames equivalentes existentes em diversos países. Entretanto, diferentemente do que ocorreu em outros países, a introdução de um exame de final de ensino médio não surgiu como uma solução para eventuais problemas educacionais.

Helene diz que "entre os argumentos que justificavam a introdução do Enem estava a expectativa de que ele, ao avaliar as “habilidades e competências”, daria maiores chances para os estudantes desfavorecidos na disputa por vagas no ensino superior. Entretanto, essa expectativa não corresponde à realidade. Qualquer que seja o tipo de exame, desde que bem feito, leva a resultados basicamente equivalentes." (Confira o texto completo do professor no site do ANDIFES)

Mas a questão é o resultado do ENEM pode ou não trazer a certificação do Ensino Médio?
A resposta é simples. Pode. Os resultados possibilitam aos participantes pontuados e inscritos para certificação do Ensino Médio solicitarem a declaração de proficiência ou certificado de conclusão. 

O documento é emitido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ou Assessorias Pedagógicas dos municípios munidos do boletim Individual de Desempenho, cópia do RG e CPF, além da cópia do comprovante de residência. 

Esse procedimento acontece desde 2009, quando o ENEM ampliou os objetivos e permitiu a utilização de seus resultados para efeito de Certificação de Conclusão do Ensino Médio, nos termos do artigo 38,§§1º e 2º da Lei nº 9394/1996. Os requisitos estabelecidos são ter 18 anos completos até a data da realização da primeira prova do Enem, ter atingido o mínimo de 400 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do Enem e, atingir o mínimo de 500 pontos na redação.

Segundo a Portaria Normativa nº 04, ainda será preciso que o participante tenha aprovação na área de linguagens, códigos e suas tecnologias, obtendo o mínimo de 400 pontos na prova objetiva e, adicionalmente, o mínimo de 500 pontos na prova da redação.

Outras informações na Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos pelos telefones (65) 3613-6325 e 3613-6447 ou 0800 6476325.

Bem agora que você já sabe o que o ENEM está possibilitando a certificação, não custa você tentar ou se você já tentou e não tem a certificação e está dentro dos critérios exigidos, peça o seu documento.