Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícias. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Livro mostra realidade da cultura do tabaco no Recôncavo baiano

Salvador – Patrimônio histórico da Bahia, a cultura do fumo (ou tabaco) já não vive tempos áureos no estado. O setor enfrenta uma conjunção de fatores que impõem entraves ao seu desempenho, muito embora os charutos produzidos há quase 200 anos na região do Recôncavo estejam entre os melhores da América do Sul. Para se buscar a recuperação do segmento, é necessário investir em aspectos agrários, sociais e em inovação.

Uma nova visão da realidade da cultura e da indústria do tabaco e perspectivas para o futuro é a proposta do livro “Tabaco da Bahia”, de autoria do especialista Jean Baptiste Nardi, que será lançado nesta sexta-feira (dia 13), às 18 horas, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).

Patrocinado pelo Sindicato da Indústria do Tabaco no Estado da Bahia (Sinditabaco), presidido por Odacir Tonelli Strada, o livro procura enfocar com olhar crítico a cadeia produtiva do fumo, procurando revelar as razões da decadência do setor na Bahia. De acordo com o autor, os limites do mercado de tabaco tipo Bahia e do charuto, as tarifas alfandegárias, as medidas não tarifárias e a política sanitária impostas por países compradores, contribuem para a crise atual do setor.

Jean Baptiste Nardi possui doutorado em Ciência Econômica pela Unicamp e é reconhecido como especialista na cadeia produtiva do fumo. No livro “Tabaco da Bahia” o autor observa que é “patente o desconhecimento da realidade da cultura e da indústria do fumo na Bahia e no Nordeste.”

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Senado Federal aprova projeto que regulamenta profissão de historiador

Aprovação deixa projeto muito próximo de uma realidade concreta. Entenda a situação.


O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto que regulamenta a profissão de historiador. O PLS 368/09, do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que o exercício é privativo dos diplomados em cursos de graduação, mestrado ou doutorado em História. Os historiadores poderão atuar como professores de História nos ensinos básico e superior; em planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; e no assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação.

Aprovado nas comissões de Assuntos Sociais (CAS); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); e de Educação, Cultura e Esporte (CE), o projeto recebeu emenda, em Plenário, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que retirou do texto original a referência aos locais onde o trabalho do historiador poderia ser desempenhado.

Discussão

Assim como Pedro Taques (PDT-MT), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) votou contra o projeto. Ele considerou "um profundo equívoco" dar exclusividade em atividades de ensino e pesquisa, seja em graduação ou pós-graduação, apenas para quem tem formação em História. Na opinião do parlamentar, a situação cria "absurdos" como impedir que economistas, sociólogos, diplomatas ou outros profissionais qualificados ministrem a disciplina, havendo o risco de "engessar" o ensino da História.

– [A História] É a investigação sobre a evolução das sociedades humanas que tem que ser vista sob os mais diferentes prismas. História é política. História é vida. História é pluralismo. Não pode ser objeto de um carimbo profissional – argumentou.

Aloysio Nunes ainda condenou o que chamou de "reserva de mercado" dos profissionais com curso superior em História e a formação de uma "República Corporativa do Brasil", onde cada profissão exige "seu nicho de atividade exclusiva em prejuízo da universalidade do conhecimento".

Capacitação

Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu o projeto ao ler relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), aprovado na CCJ, em que este declara que "a omissão do legislador pode permitir que pessoas inabilitadas no exercício profissional coloque em risco valores, objetos ou pessoas."

O texto ressalta ainda a relevância do papel do historiador na sociedade, com "impactos culturais e educativos" capazes de ensejar "a presença de normas regulamentadoras" da profissão. E conclui que não pode permitir que o campo de atividade desses profissionais seja ocupado por pessoas de outras áreas, muitas delas regulamentadas, mas sem a capacitação necessária para exercer o trabalho.

A matéria segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

sábado, 23 de julho de 2011

Festa da Irmandade da Boa Morte em Cachoeira, uma das mais importantes da Bahia

Faça dowload e conheça a história
A festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, que ocorre desde 1820, época do Brasil Império, e estende-se no tempo até os dias atuais, permanece com muita tradição e fé, na cidade de Cachoeira, localizada no Recôncavo Baiano, a 116 quilômetros de Salvador.

Esse ano, postaremos neste Blog, algumas informações sobre essa festa que é uma das mais importantes na Bahia. O evento acontece durante cinco dias, de 13 a 17 de agosto, e começa com a procissão das irmãs pelas ruas do município histórico, em sinal de luto pela morte de Nossa Senhora.

A Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte é composta por uma confraria de 23 mulheres cujos requisitos são descender de escravos africanos e possuir mais de 50 anos de idade. Todas elas são unidas pela devoção a Nossa Senhora. De acordo com historiadores locais, a confraria surgiu quando um grupo de mulheres, ex-escravas, reuniu-se para conseguir a alforria de outros escravos da cidade de Cachoeira.

A festa da Irmandade tem fortes traços sincréticos e recebe influências da religião católica e do candomblé, muito forte na região do Recôncavo Baiano. Durante as festividades são realizadas missas na Capela de Nossa Senhora D’Ajuda e oferecidos carurus e cozidos, típicos pratos da cultura afro-brasileira.

A tradição desta confraria foi recentemente reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia, em junho do ano passado.

A Festa da Boa Morte leva milhares de turistas à cidade de Cachoeira, durante o mês de agosto, em especial afro-americanos que se interessam bastante pelos aspectos da cultura do povo negro.

Além da programação religiosa, a festa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte também terá várias atrações locais, como os grupos de samba de roda de Dona Dalva, Filhos do Caquende, Filhos da Barragem, Filhos de Nagô e Filhos do Varre-Estrada, para animar a festa, que mescla as tradições afro-religiosas com a cultura local.

O grupo afro-barroco Gegê-Nagô já é presença garantida na festa desde 2003, quando surgiu. Composto por moradores do Recôncavo Baiano, o Gegê-Nagô fará uma apresentação para abrilhantar ainda mais essa manifestação cultural tão rica. Com inspiração no grupo dos anos 70, Os Ticoãs, eles vão levar aos palcos seu ritmo inspirado nos batuques do candomblé, com ótimas releituras das canções do pioneiro Os Ticoãs

Confira a programação
13/08 - Ritual do traslado do esquife de Nossa Senhora, às 18 horas, com saída do anexo da Capela DAjuda, que pertence à Boa Morte, com destino à capela da Irmandade, na Rua 13 de Maio, onde haverá celebração religiosa em memória das irmãs falecidas.

14/08 - A procissão do enterro de Nossa Senhora sai às 19 horas da igreja da Irmandade e percorre as principais ruas do centro histórico de Cachoeira, seguida de filarmônicas que tocam marchas fúnebres.

15/08 - O cortejo sai da igreja da Irmandade, após a missa marcada às 8 horas. Integrantes da irmandade vestem beca, usam joias e deixam à mostra as contas de seus orixás, além de deixar exposta a face vermelha do xale. A Irmandade oferece ao público presente um farto banquete com feijoada, assados e saladas.

16/08 - A Irmandade oferece à população o tradicional escaldado, com diversos tipos de carnes, verduras, legumes e pirão. O samba de roda também se apresenta e todos que quiserem podem sambar. A partir das 18 horas.

17/08 - Nesse dia, também a partir das 18h, a festa continua com o samba de roda de Nossa Senhora e distribuição de caruru e mungunzá.

Fonte: Bahia Diário (http://www.bahiadiario.com/)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

História do Navio Maragogipe - Um momento de saudades!


O Maragogipe, de fabricação alemã, navegou por 35 anos, entre 1962 e 1967, nas águas da Baía de Todos os Santos. Antes das rodovias, a embarcação era vital para quem precisava locomover-se entre Salvador e as comunidades do Recôncavo, partindo de Maragogipe para Salvador, pela manhã, e retornando à tarde.

Com capacidade para 600 passageiros, o navio chegava a comportar o dobro disso na festa de São Bartolomeu, uma das mais tradicionais do Recôncavo. Alimentos e outras mercadorias também eram transportados pelo Maragogipe, que cumpriu, assim, um papel importante para a economia regional. O navio possui 46,15 m de comprimento, dos quais 42,50 m de linha de água, calado de 2,35 m e deslocamento leve de 364,7 toneladas.

O navio havia sido doado à Prefeitura de Maragogipe em setembro de 2001. A prefeitura anunciou a intenção de implantar um museu náutico, mas não levou o projeto adiante. O Termo de Reversão de Bens Móveis foi assinado, em dezembro passado, com o novo prefeito do município, Carlos Hermano Albuquerque Baumert, anulando a doação.

A situação do navio, que estava com problemas de má conservação, foi comunicada à Superintendência de Serviços Administrativos - SSA, da Secretaria da Administração (Saeb), através da Capitania dos Portos, sendo tomadas todas as providências necessárias para a retomada pelo Governo do Estado.

O ofício da Saeb ao novo prefeito, Carlos Hermano Albuquerque Baumert, solicitando providências e posicionamento quanto ao Maragogipe, foi expedido após decisão tomada a partir de uma reunião envolvendo a Saeb, o CRA e a Capitania dos Portos.


O navio Maragogipe foi arrematado por R$ 204 mil, em leilão promovido pela Secretaria da Administração do Estado, na Marina e Estaleiro Aratu. O ágio foi de 204,5% sobre o preço mínimo de R$ 67 mil. Outra boa notícia é que o navio não sairá da Bahia, e será reformado para atividades turísticas. O arrematante, Jeová Ferreira, que disse representar um grupo de empresários baianos, explicou que o navio "poderá ser utilizado para transporte, para atividades de lazer ou como restaurante".

Ferreira disse que o navio precisará de uma ampla reforma, mas que a sua recuperação é viável. Outro atrativo para a aquisição do Maragogipe, segundo ele, é o valor simbólico do navio, que navegou por décadas na Baía de Todos os Santos, transportando passageiros e mercadorias entre Salvador e a cidade de Maragogipe.

O leiloeiro Miguel Paulo da Silva disse que o resultado superou as suas expectativas. "Foi uma ótima venda", afirmou. Ele ressaltou, ainda, que nos momentos finais o leilão foi bastante disputado, lance a lance, entre um grupo empresarial de Santa Catarina e o grupo baiano que acabou conseguindo o arremate.

"Ao lado do bom resultado do leilão, com ágio significativo, foi importante também o fato de o navio ter ficado na Bahia", afirmou o superintendente de Serviços Administrativos da Secretaria da Administração, Phedro Pimentel. Ele destacou que a Secretaria recebeu o apoio da Agerba, na avaliação do preço mínimo para o leilão, do CRA, no acompanhamento para evitar problemas ambientais, e da Petrobrás, na limpeza dos tanques.

Esses serviços foram necessários depois que o navio foi retomado pelo governo, em dezembro, junto à prefeitura de Maragogipe, que pretendia implantar um museu náutico, mas não levou o projeto adiante. A doação ao município havia sido feita em setembro de 2001. O Termo de Reversão de Bens Móveis foi assinado, em 5 de dezembro, com o novo prefeito do município, Carlos Hermano Albuquerque Baumert, anulando a doação.

Fontes:

UMA OPINIÃO - O VELHO MARAGOGIPE


Sempre que venho ao recanto publico aqui pequenos textos, situações que já vivi, ou simplesmente meus sentimentos que quando não agüentam mais explodem aqui dentro e transformam-se em letras.

Hoje não será diferente, estava tomando o meu café e lembrei da melhor travessia que já fiz pela Baía de Todos os Santos, tinha uns 10 anos e para o meu encanto e contentamento posso falar que viajei no velho Maragogipe, um navio simples que rasgava as águas abençoadas desse nosso recôncavo baiano, acordávamos antes das cinco horas da manhã com o apitar da velha embarcação, que chamava os seus tripulantes pela madrugada a dentro, na verdade era mais que um chamamento, parecia um pai carinhoso acordando o filho para não perder o horário..., mas voltando à minha aventura pueril...tudo parecia ter um tamanho maior, minha mãe, minhas primas e meu avô, todos nós éramos grandes, não pela altura, porém enormes por sermos merecedores do velho Maragogipe cansado de guerra.Cheguei ao Porto do Caíja e assim como minha família tantas outras estavam por lá despedindo-se de familiares que iam para Bahia( era assim que as pessoas do interior se referiam à cidade do Salvador) , meninada correndo naquela imensidão de reta que é a ponte do cais. Cheiro de manguezal, de farinha de mandioca, de fruta que seria vendida na capital baiana, para mim tudo aquilo era novo, mesmo sendo criada nessa terra abençoada do Recôncavo e tendo contato direto com tudo isso, para mim era uma novidade absoluta. Lembro-me de minha mãe segurando minha mão para que eu não “escapulisse” com as outras crianças; de quase nada adiantou, assim que as âncoras subiram soltei-me das mãos macias de minha mãe e fui para a parte mais alta da embarcação, o sol estava acordando e eu diferente das outras pessoas queria ser a primeira a contempla-lo, fixei meus pés de uma forma como se a cada movimento meu aquele navio fosse obedecer-me, doce ilusão a minha, cabelos ao vento, brisa do mar, sol nascendo, belas paisagem, peixes saltando ao lado do navio saudando-o por mais um dia vida, pequenas embarcações distante do grande Maragogipe, e assim aconteceu a minha travessia, mais de quatro horas navegando, e quando finalmente avistamos Salvador vi o meu tamanho pequenino diante de toda a exuberância que tinha aquela paisagem, o maragogipe antigo tão simples diante da imponência de outras embarcações, porém com um encanto todo seu, mais que fabuloso e fascinante, infelizmente chegamos ao porto e desembarcamos, pisei em terra firme novamente voltando a dura realidade e deixei-o para trás, nunca mais nos encontramos, o Velho amigo foi abandonado anos depois , esquecido, virou sucata. Que bom que tive a oportunidade de senti-lo, que bom que pude ser acordada por ele... De ter visto o que os outros olhos não conseguiram ver...
macabea