Por: Zevaldo Luiz Rodrigues de
Sousa
Resenha
Referência Bibliográfica:
Estudo de Obra (Obra Completa)
BLOCH, Marc. Introdução à História.
Lisboa: Europa-América. S/d.
“Aprendendo
a Convencer”

“
Este Livro inacabado é um ato
completo de história.” (BLOCH: 2001,34), palavras de Jacques Le Goff no
prefácio da Edição Francesa. Apesar de ser o primeiro livro sobre metodologia
da história que li, este é um livro que muitos consideram como o melhor sobre o
assunto já escrito, por sua amplitude e por pegar todas as pontas do
guarda-chuva do trabalho do historiador. Perceba nas palavras de Bloch um
pré-enuncio daquilo que, para ele parecia impossível, acabar com este livro. “...
O que é inacabado se tende constantemente
a ultrapassar-se, tem, para todo espírito ardoroso, por pouco que o seja, uma
sedução que vale bem o êxito mais perfeito...” (P. 84).
A Segunda Guerra Mundial freou o desenvolvimento
do debate que Marc Bloch propôs, pois ele morreu, deixando uma obra incompleta
sobre a Teoria da História, que futuramente foi editada com o titulo de
Apologia da história, ou ofício de historiador (2001). Buscando definir a
utilidade da historia, este texto discute a complexidade do tempo histórico, as
relações entre passado-presente, a construção do discurso e, principalmente, a
exigência de uma ética da história do historiador. A História aparece como
busca e escolha, não sendo o passado seu objeto: a idéia de que o passado como
tal possa ser objeto de ciência é errada. O objeto da história, segundo Marc
Bloch, é o fazer da história a ciência “dos homens, no tempo” (BLOCH: 2001,55).
É preciso entender a importância deste livro, seu discurso possui um
caráter contemporâneo para a história, na época e nas circunstâncias em que foi
criado, para isso nos perguntamos. Qual a sua importância para o ensino e a escrita
da história na atualidade? Para você que está iniciando o curso de história, ou
melhor, para você leitor desta resenha, para entender o que estou falando é
necessário saber: Quem foi Marc Bloch?

Marc Léopold Benjamim Bloch foi historiador, fundador da Escola dos
Annales com Lucien Febvre, que buscou contrapor a historiografia positivista,
que privilegiava a análise política, propondo uma história: crítica, analítica
e problematizadora, dando maior privilégio aos fatores, econômicos e sociais na
história e cuja linha de estudos por sua vez influenciaria a Nova História e a
História das Mentalidades. Eles concretizaram o
projeto de publicar uma revista que oferecesse espaço para estes novos
apontamentos: No primeiro momento da revista, são bastante claros os ataques
aos especialistas simplistas e empiricistas. Tal revista sofre grande
influência da escola Durkheimiana e também da geografia Vidaliana, entre
outras. O que propiciou a Bloch, o estudo da história de uma forma bem
peculiar, incrementando novos conceitos e paradigmas nas pesquisas. Fazendo
isso o autor buscou ampliar largamente o diálogo da história com outras áreas
do conhecimento (interdisciplinaridade), isso foi um fator essencial para a construção
de uma nova história, isso foi fundamental para fazer uma História Total,
mostrando que através de um objeto específico podemos fazer inter-relações com
diversas áreas do conhecimento.
Ele participou das
duas grandes guerras, e foi na segunda guerra que foi preso e onde escreveu Apologia da História, obra essa
inacabada devido à sua morte. Ele é considerado o maior medievalista de todos
os tempos. Como se não bastasse, foi um dos grandes responsáveis pelas
inovações do pensamento histórico, defendendo o abandono de seqüências pouco
úteis de nomes e datas e uma maior reflexão dos acontecimentos e seus fatores
anteriores e posteriores. Seu último livro Uma
Estranha Derrota, era uma
avaliação da derrota francesa a partir da invasão alemã, Mas também foi “uma crítica muito lúcida das insuficiências,
dos ocultamentos do discurso histórico dos Annales”(DOSSE: 1992,64-65)
Pois bem, como você pode ver Marc Bloch era engajado em tudo que propunha
desde o seu ofício até á sua pátria. Ao escrever este livro na prisão ele
propõe diversos assuntos que para ele precisam ser colocados em prática pelo
historiador. Bloch faz da história uma história-problema e para isso ele fez
este livro para a confirmação daquilo pensa e como nós percebemos parece que
este livro foi uma espécie de despedida, um testamento legado para toda a
humanidade que quer conhecer e buscar a verdade.
Este é um livro composto por uma
guisa de dedicatória, uma introdução e cinco capítulos (o capítulo V -
incompleto). Na guisa de dedicatória Marc Bloch agradece ao seu amigo Lucien
Febvre por tudo o que passaram e como uma espécie de despedida dedica este
livro a ele.
Na Introdução, Marc Bloch vai
mostrar que, um historiador de verdade não deve seguir necessariamente seus
mestres, mas criticá-los naquilo que achar necessário, deve ser sincero e
mostra que o progresso dos estudos é feito com a contradição necessária entre
as várias gerações de investigadores. A problematização da pergunta “Pai, diga-me lá para que serve a história”(p.75).
É o que ele vai chamar de Legitimidade
da História e vai ser a idéia principal para o desenvolvimento do livro.
Posso dizer que por motivos relevantes Bloch se opõe, ao escrever sobre
livros e sobre autores sem ter uma fonte de pesquisa, não por ter sido ingênuo
ao escrever sem querer saber o que estas pessoas escreviam ou falavam na
verdade, mas ele faz um esforço sem comparação para se aproximar muito daquilo
que essas pessoas defendiam. Mostra entre muitas coisas que: O trabalho do
historiador é saber interrogar bem o seu passado; A mescla de memória com a História; Que a história pode ser uma
distração, mas para escrevê-la devemos gostar do nosso ofício para isso, é
necessário vocação; que o ser humano procura saber e não compreender, e que
deve ser o contrário; Que a História não é, apenas, útil. Ela é legítima como
ciência. Ciro Flamariom Cardoso mostra em seu livro “Uma introdução à História”
que a história ainda está caminhando para ser ciência, pois, “a conquista do seu método ainda não está
completa” (CARDOSO. 1981, 49). Este é um assunto muito debatido durante por
muitos historiadores, creio eu que a História é ciência, pois não temos o que
discutir quando colocarmos na balança o seu valor como disciplina e como fins
políticos, religiosos, etc. Por Fim, Marc Bloch encerra esta introdução
lamentando por não ter feito melhor o livro, o não acesso a nenhuma biblioteca
ou seus livros, deixou o texto vazado, cheios de lacunas que ele ainda tinha a
esperança de poder completar, assim ele escreveu esse texto só com o seu saber,
somente com suas notas.
No capítulo um Marc Bloch vai tratar da História, os homens e o tempo,
ele divide este capítulo em cinco partes. A primeira parte fala da opção do
historiador onde fala da sociologia Durkheimiana e discute sobre os obstáculos
existentes na pesquisa histórica. Na segunda parte ele fala da História e os
homens onde critica a historiografia tradicional, que narram os grandes feitos,
grandes homens e coloca a serviço da história à interdisciplinaridade. Na
terceira parte, ele comenta o tempo histórico onde o historiador é
definitivamente, influenciado pelo seu tempo, ou seja, pela sociedade em que
vive, sendo impossível ser imparcial com a realidade a sua volta. A História é
a ciência dos homens no tempo onde o historiador elabora sua pesquisa, de
acordo com as preocupações e os interesses do seu quotidiano. Bloch chama a
atenção a respeito da importância em saber a data exata dos acontecimentos
históricos. Isso porque tal compreensão do tempo indica a respeito da realidade
de cada sociedade. Segundo o autor, o tempo não é apenas uma seqüência de
fatos. O tempo histórico é a capacidade de identificar-se com a historicidade.
O conhecimento histórico, não é apenas uma causa linear, as coisas não são
simplesmente causas e efeitos, pois são movimentos coletivos, jogos de
interesses entre classes, porque a sociedade é muito mais complexa do que uma
associação de fatos ao longo do tempo. Na parte quatro fala sobre “o ídolo das origens” o crédito que os
historiadores dão as origens de um processo histórico, questionando essa idéia
de mostrar que em muitas realidades históricas tal pressuposto é impalpável. Na
quinta parte fala sobre o passado e o presente onde mostra que para o
historiador entender o passado é preciso compreender o presente, pois há muita
permanência na História, ou seja, aquilo que muda de forma mais lenta como, por
exemplo, a cultura. O autor mostra que as sociedades não são iguais e por isso
não basta estudar uma só. É necessário conhecer outras realidades para se ter
uma noção mais completa. Isso é muito debatido e Collingwood concorda com Bloch
neste sentido, para ele “O passado que o
historiador estuda não é um passado morto, mas um passado que, em algum
sentido, está ainda vivo no presente.” (CARR, 1999, 22), ou seja, estudamos
o passado para compreender o presente.
No capítulo dois Marc Bloch vai tratar da observação histórica, ele
divide este capítulo em três partes onde a primeira parte fala dos caracteres
gerais da observação histórica que segundo Bloch a construção do passado,
elaborado pelo historiador é geralmente feita através da observação de outros
sujeitos. “Toda a narrativa de coisas
vistas assenta, numa boa metade, em coisas vistas por outrem” (P. 104), ou
seja, na observação histórica, o pesquisador remonta sua teoria, com base nos
relatos e na percepção de alguns indivíduos. Também mostra que muitos vestígios
históricos, proporcionam um contato direto com o passado um exemplo é a maioria
dos testemunhos não-literários, e até mesmo a de uma grande parte das
narrativas. Com isso o passado só poderá ser compreendido, através dos
vestígios encontrados no presente. O passado é uno, sendo um fato verídico,
contudo o entendimento desse modifica-se e é aperfeiçoado. Na segunda parte
fala dos testemunhos, que para Bloch as fontes narrativas permanecem ainda com
grande importância na investigação histórica, mas também os testemunhos que não
tiveram a intenção de deixarem registros para posteridade. Aí entra a
história-problema proposta por Bloch onde o especialista interroga suas fontes
e mantém um verdadeiro diálogo entre elas, sendo este o primeiro passo para se
fazer uma pesquisa histórica. Na terceira parte ele fala da transmissão dos
testemunhos ele cita que é “Uma das
tarefas mais difíceis do historiador é reunir os documentos de que pensa ter
necessidade. Ser-lhe-ia difícil consegui-lo sem o socorro de diversos guias:
inventários de arquivos ou de bibliotecas, catálogos de museus, repertórios
bibliográficos de todas as espécies...” (P. 116). Esse é sem dúvida um
trabalho árduo e desgastoso, mas apesar de algumas pessoas fazerem esse tipo de
trabalho, ele não é valorizado, e muitas vezes não é nem publicado. Marc Bloch
mostra que para se fazer este tipo de trabalho, os investigadores devem
antecipadamente conhecer o que ira explorar, os documentos não são fáceis de
achar, o técnico deve conhecer um pouco de tudo para poder encontra este tipo
de documento e mais ainda ele deve saber interpretá-lo. Mas como bom
historiador ele deve conquistar o público, deve seduzi-lo e para isso ele deve
passar o seu conhecimento aos leitores. Fazendo que esses tenham o prazer da
investigação, da análise profunda dos documentos, do saber interrogá-los.
Afinal, como disse Bloch “O espetáculo da
investigação, com os seus sucessos e seus revezes, raramente enfastia. A coisa
passada é que provoca o tédio” (P. 118).
No capítulo três Marc Bloch vai tratar da crítica, ele divide este
capítulo em três partes onde a primeira parte fala do Esboço de uma história do método crítico onde Bloch mostra que não se
deve acreditar cegamente naquilo que as testemunhas dizem, pois, “nem todos os relatos são verídicos e os
vestígios materiais podem ser também falsificados” (P. 122). Quando se
busca regras para definir se o documento é falso ou verdadeiro, quando há
dúvidas sobre a veracidade dos documentos e quando essa dúvida se tomou um
jeito examinador, essas regras se enquadram à crítica do documento. Para isso o
historiador deve saber indicar de onde o documento vem? Por que e por quem foi
escrito? Seu valor para o seu tempo? E outras perguntas mais. Para Marc Bloch o
modo correto de dizer se um documento é falso ou não, é perceber os anacronismos
e outros detalhes de um documento. Na segunda parte ele mostra que existem duas
formas de se verificar se um documento é falso ou não, a busca da mentira e do
erro, é como ele disse “De todos os
venenos capazes de viciar um documento, o mais virulento, é a impostura” (P.
130). Para Bloch, quando você pega um documento para analisar à sua veracidade,
você deve antes de tudo ter um senso crítico para analisá-lo de forma correta,
buscar nele a verdade e se o descobrir se esse for falso, deve se perguntar por
que fizeram este documento? Qual o objetivo da criação dele? E outras.
Mas é verdade que também os testemunhos se
enganam, esse é o momento de o historiador aproveitar para aplicar os
conhecimentos da disciplina: a psicologia do testemunho. Ela é aplicada em
casos cujo “... os erros iniciais da
percepção correm sempre o risco de se confundir com os erros de memória, dessa
fluida, dessa coleante memória, denunciada já por um dos nossos juristas” (P.137),
o caso é que muitos testemunhos utilizaram à sua memória para contar fatos
ocorridos e por ele vistos, mas que, por não terem sidos escritos literalmente
no momento acontecido, ficam a mercê de erros de boa fé, mas erros históricos,
que modificam o que ocorreu literalmente. Na terceira parte ele faz um ensaio
de uma lógica do método crítico onde mostra como o método crítico é baseado em
comparações, pela série de objetos, documentos e outros vestígios encontrados
ao longo de uma série de escavações, achados e etc., analisamos o documento que
está em nossa mão. Quando não podemos comparar, não podemos descrever o seu
período, ou seja, não podemos contextualizar o documento. “... Na base de quase toda a crítica inscreve-se em trabalho de
comparação” (P. 143). Por fim Bloch vai mostrar que a história tem o
direito de contar que entre as suas glórias, já tem elaborado a sua técnica
para entendimento do documento, o método crítico assim abriu um caminho novo
para aquilo que é certo, verdadeiro e justo.
No capítulo quatro Bloch vai tratar da análise histórica, ele divide este
capítulo em quatro partes onde a primeira parte inicia com um debate se a
história deve julgar ou compreender? A
analise histórica é um processo que começa com a compreensão. Marc Bloch diz “Uma palavra, em suma, domina e ilumina os
nossos estudos: Compreender...” (P. 163), é através da compreensão e não do
julgamento que o historiador deve analisar os fatos. Na segunda parte ele fala
da diversidade dos fatos humanos à unidade das consciências onde aborda que não
é só compreensão. Para se construir uma ciência é necessário duas coisas: Um
homem e a matéria. A realidade humana, como a realidade física são muito
complexas. Os documentos já são um recorte do passado, é preciso então o
historiador escolher e separar os documentos que lhes são necessários, para em
seguida, analisá-los. É claro o homem age sobre as coisas e vice-versa. É aí
que entra o papel da ciência, ela “... só
recompõe o real para melhor o poder observar, graças a um jogo de fogos
cruzados cujos raios constantemente se combinam e se interpenetram...” (P.
167). É necessário a combinação de ciências para um melhor observar, a análise
é complexa, e exige muito por parte do historiador, este tem seus limites e
precisa de outros pensadores para lhe ajudar neste empreendimento. Na terceira parte Bloch fala da nomenclatura
que é ponto-chave do estudo do documento, evitar anacronismos é um detalhe
importante para quem escreve História. Temos de nos preparar para um outro
esforço no processo de análise, devemos distinguir as diversas instituições de
determinadas épocas sem denegrir á sua imagem. Com tudo, Marc Bloch diz que um
dia depois de uma série de entendimentos, poderemos afiná-la, pois ainda não
temos um método para lidar com ela. Na quarta parte ele comenta que divisões
cronológicas já são inseridas no contexto, é um conhecimento que o historiador
deve saber antes de escrever. Que os vestígios históricos, já são um recorte do
passado, pois, nós não temos como saber literalmente, como aconteceu os fatos,
o que chega até nós só é, essas seleções que são transmitidas através de várias
seleções consecutivas, e que devemos investigá-las. A historiografia que
herdamos, conta a história não dos reinos, mais de reis e generais. O pensamento
voltairiano influenciou a cabeça de muitos historiógrafos que propiciaram uma
revolução no contexto histórico, passam então a inverter o modo como escreviam,
em vez de escreverem apenas sobre reis e seus feitos, passaram a escrever muito
mais sobre as classes mais baixas da sociedade, principalmente a arte, a
literatura, a ciência que entraram nesse contexto devido a seus vários
progressos. Outro ponto importante é o da periodicidade das gerações, não tem
nada para se regular, existem em História gerações longas (civilizações) e
curtas (fase, um período). Conclui-se que para classificarmos a história
devemos levar em conta os recortes já feitos no passado e tentarmos
aproximarmos estes dos outros recortes que não foram feitos nele. Com isso
tentarei entender o passado através e aproximações, generalizações e outros
meios.
No capítulo cinco não se sabe ao certo qual o título que ele daria No
prefácio de Jacques Le Goff têm uma parte que diz “... sem dúvida teria sido sobre “a explicação em história”...”. Mas nós
sabemos que Bloch foi uma das vítima de Klaus Barbie, fuzilado, calou-se um
francês, mas não o francês que escreveu este livro e que entrou para História
como a pessoa que conseguiu colocar num só livro. O melhor jeito de aplicar os
conhecimentos de um historiador na prática, este é sem sombras de dúvidas, o
melhor livro de metodologia feito e, serve inclusive, para quem está começando
os estudos acadêmicos. É neste capítulo que Bloch fala somente da causa, ele
queria escrever mais, não pôde. Quando Bloch fala da causa ele faz mais uma
crítica ao positivismo que ele menciona “... pretendeu eliminar da ciência a idéia de causa...” (P. 191). Ele
mostra também que as causas da história não é um problema de motivos. Para
Bloch a monocausalidade deve ser refutada, ao se escrever História, devemos
levar em conta uma multiplicidade de causas, e seus efeitos, isso é
indiscutível. Por isso não devemos fazer que as causas sejam reduzidas sempre a
um problema de motivos. Por fim, Marc Bloch, termina o texto numa frase que sem
dúvidas é um resumo de tudo que ele falou sobre causas: “... Numa palavra, as causas, em História como de
resto em qualquer outro domínio, não se postulam. Investigam-se” (P.195).
Em suma, posso dizer que este estudo sobre a obra de Bloch e os
conhecimentos adquiridos com a experiência de outros autores, mostrou que um
historiador deve saber convencer seu público, conquistá-lo, a História não é só
ciência, ela também é arte, vida e conhecimento, ela completa o homem e o homem
a completa, fazendo assim um jogo em que não há vencedores e sim os vencedores.
Uma prova disso é que os historiadores não se contentam na primeira resposta,
há sempre a necessidade de outras respostas, ou seja, a História se adequou a
humanidade com o passar dos tempos, fazendo isso, ela progrediu e continua em
progresso assim como a humanidade, ou seja, a vitória da humanidade o seu
progresso é também o progresso da história, pois, se a história fosse uma
ciência dura como a Matemática, a Física e a Química, ela seria uma disciplina
de esquizofrênicos fazendo que se tornasse indispensável, mas devido sua
maleabilidade ela é empolgante, irresistível e importantíssima para explicar e
transformar o mundo em que vivemos.
________
Bibliografia:
BLOCH, Marc. Apologia da História, ou o Ofício do
Historiador, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,2001
CARDOSO, Ciro
Flamarion. Uma Introdução à História.
São Paulo: Brasiliense, 1981.
CARR, E. Mallet. O que é história. São Paulo, Paz e
Terra, 1999.
DOSSE, François.
A história em migalhas: dos Annales à
nova história. São Paulo/Campinas, Ensaio/Ed. UNICAMP, 1992