sábado, 30 de julho de 2011

Pequeno Histórico do Distrito de Guapira, em Maragogipe


Coordenadas: 12°44'7.59"S/ 39° 4'41.01"O

Povoados: Oitizero; Palmar/São Roque do Cumbe; Palmar de Cima; Batatan de Baixo (Serraria 2).

Histórico:
Dos pouquíssimos documentos encontrados sobre o distrito de Guapira, alguns trazem uma característica particular. Esse distrito sempre teve sua economia voltada para produtos de primeira necessidade. Em 29 de maio de 1880, pela lei provincial de no 1953 foi criado o distrito sob denominação de Caveiras. Acontece que em 30 de novembro de 1938, pelo decreto estadual no 11089, o distrito de Caveiras passa a ser chamado de Guapira e assim permanece até nossos dias. Os motivos da troca tão repentina de nomes, ainda não foram encontrados. Pois, na história do município nada foi encontrado sob essa denominação atual. Aliás, a história do distrito precisa ser melhor analisada devido ao pouco conhecimento que se tem de documentos, um pouco de história oral caberia bem para resolver esse problema, ou pelo menos, uma parte dele.

O seu potencial agrícola é conhecido desde o início do século XIX e até hoje, o distrito, que na época chamava-se Caveiras, dedicava especial importância a esse tipo de produção. Em um documento encontrado, registra-se uma sessão da Câmara de Vereadores do dia 20 de março de 1839, por exemplo, os juízes de paz (que eram eleitos na própria vila) de Caveiras, assim como Nagé, Coqueiro, São Felipe, Capela do Almeida e de Maragogipe, reuniram para ouvir ordenação e publicação de manual para melhor aproveitamento racional da agricultura.

A economia da vila foi centralizada na produção de farinha de mandioca, assim como em outros distritos. Maragogipe sempre foi obrigado a produzir o que a capital baiana queria, de acordo com os interesses também, de cachoeiranos e santamarenses. Nenhum investimento foi feito na região, até 1982, quando foi registrada uma casa de farinha modernizada, em Batatã, fundada através de financiamento do Banco do Brasil. O processo era automatizado através de quatro máquinas: duas para torrar, uma para cevar e um moedor. A produção aumentou dez vezes com relação à casa de farinha rudimentar. Essa farinha produzida no distrito abastecia encomendas de supermercados em Candeias e da CEASA.

A religiosidade do distrito de Guapira é marcada por dois momentos especiais, como a maioria dos seus habitantes são católicos, percebemos a devoção a Nossa Senhora de Santana e ao Deus Menino, todos dois na vila Guapira.

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia