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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cel. Alexandre Alves Peixoto e a construção da estrada de Maragogipe a São Felipe

Por: Fernanda Reis (leia texto completo em sua dissertação de mestrado clicando no título “A FESTA DO EXCELSO PADROEIRO DA CIDADE DAS PALMEIRAS”: O CULTO A SÃO BARTOLOMEU EM MARAGOGIPE (1851-1943) )
Coronel Antônio Felipe de Melo
A causa de nosso atraso repetimos, - são as estradas... se o cofre da municipalidade não se acha em condições de empreender tais consertos, deve recorrer a um empréstimo provincial. A presidência não se negará a tal empréstimo, visto sua applicação ser em proveito do engrandecimento da província. (CORONEL Antonio Felipe de Melo. O Prélio, Maragogipe, BA, Ano 1, n. 16, 29 ago. 1920. Não paginado. (redator-chefe e proprietário: Getulio Tourinho)

A citação de 1920 demonstra que a elite de Maragogipe entendia como necessária a construção de estradas como uma etapa indispensável para o progresso da cidade. Apesar dessa idéia ganhar impulso a partir da década de 1850, é evidente que esse avanço demorou para se constituir numa realidade como Maragogipe. Nesse sentido, localizamos quem foi o responsável por essa empreitada:

Uma bella idéa
O cel. Alexandre Alves Peixoto, recentemente empossado no cargo de Intendente de Maragogipe allimenta a louvabillíssima idéia de construir uma estrada de rodagem de Maragogipe á Conceição do Almeida, passando por Piedade, São Felipe, e Mombaça, com ramaes para Sapé e Palmeira. A empreza é de fôlego, e a sua realização vai custar grande soma de sacrifícios, de energia, de tenacidade, de boa vontade e de dinheiro. É pensamento do Cel. Peixoto realisar esta obra relativamente gigantesca. (UMA BELLA idéa. O Prélio. Maragogipe, BA, Ano 1, n. 16, 10 out. 1920. Não paginado.)

Abaixo seguem algumas imagens da construção da estrada de rodagem de Maragogipe a São Felipe. Podemos notar a grandiosidade das obras, a quantidade de pessoas trabalhando. Vemos imagens de aterros e construção de pontes sobre um rio.

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Conforme indica o título no topo da página do material em que foi obtida a foto: Município de Maragogipe: outros aspectos apanhados dos trabalhos da estrada de rodagem da cidade de Maragogipe a São Felipe, em construção na profícua administração do Coronel Alexandre Alves Peixoto, laborioso Prefeito Municipal. Lê-se nas legendas, por linha: “Um trecho da estrada de rodagem, vendo-se um grande aterro”; “Vista de uma ponte em construção, de alvenaria, sobre o rio Sinunga, da estrada de rodagem”; “Vista de uma outra ponte em construção de alvenaria, vendo-se um grande aterro da estrada de rodagem”; “Outro aspecto dos trabalhos da estrada de rodagem, desbancando a terra para aterrar”. Fonte: ÁLBUM DA BAHIA, [S.l.]: Edição Folgueira, 1930, p. 421.


Percebemos a presença do Intendente Alexandre Alves Peixoto, na fiscalização da construção da estrada. Afinal, foi o responsável por tal empreitada e era o maior interessado em que tudo terminasse bem. Provavelmente, sabia a credibilidade que isso daria à sua administração.



Conforme indica o título no topo da página do material em que foi obtida a foto: Município de Maragogipe: outros aspectos apanhados dos trabalhos da estrada de rodagem da cidade de Maragogipe a São Felipe, em construção na profícua administração do Coronel Alexandre Alves Peixoto, laborioso Prefeito Municipal. Lê-se nas legendas, por linha: “Vista de um trecho da Estrada de Rodagem, vendo-se, ao centro, o Coronel Alexandre Alves Peixoto, inspeccionando a obra, ladeado pelo engenheiro constructor e pelo secretário da Prefeitura”; Outro trecho da estrada de rodagem, vendo-se o Coronel Alexandre Alves Peixoto, Prefeito Municipal, em serviço de inspecção”. Fonte: ÁLBUM DA BAHIA, [S.l.]: Edição Folgueira, 1930, p.420.


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A melhoria do sistema de comunicação fez as notícias circularem mais rápido, rompendo o isolamento e a apatia em que viviam as cidades. E em Maragogipe, podemos considerar que o maior responsável por isso foi o intendente Alexandre Alves Peixoto.

Sobre o intendente Alexandre Alves Peixoto, sabemos que foi considerado por muitos como um grande empreendedor, iniciando trabalhos de abertura de estradas enfim, facilitou o acesso, tanto de mercadorias, quanto de pessoas, o que provocou uma outra dinâmica na cidade de Maragogipe, já que, até então, esses contatos só se davam via marítima. Devido a esse feito, ficou bastante respeitado na localidade, inclusive teve o seu nome intitulado em um mercado público municipal, imortalizando aí a sua imagem na cidade.


Conforme indica a página do material em que foi obtida a foto, trata-se: Município de Maragogipe e seu Governo Municipal. Lê-se na legenda:Coronel Alexandre Alves Peixoto, honrado Prefeito Municipal de Maragogipe, o restaurador das finanças minicipaes. Prestigioso chefe político do mesmo município e director das obras da estrada de rodagem de Maragogipe a São Felipe”. Fonte: ÁLBUM DA BAHIA, [S.l.]: Edição Folgueira, 1930, p. 418.



Essa fotografia complementa o que a citação acima já nos demonstra. Fica bem evidente a postura do intendente de Maragogipe: um homem altivo, perspicaz, audacioso e muito imponente. Residia em Maragogipe, numa casa que se localiza no centro da cidade, bem próximo à Câmara de vereadores. A quantidade de portas e janelas, nos deu a impressão de que era de fato a casa de um homem público, e que transmitia a idéia de acesso, disponibilidade, talvez. Como podemos ver na fotografia que segue:

Residência do coronel Alexandre Alves Peixoto,

abastado negociante e capitalista na cidade de Maragogipe.
Fonte: ÁLBUM DA BAHIA, [S.l.]: Edição Folgueira, 1930, p. 418.


Por: Fernanda Reis (leia texto completo em sua dissertação de mestrado clicando no título “A FESTA DO EXCELSO PADROEIRO DA CIDADE DAS PALMEIRAS”: O CULTO A SÃO BARTOLOMEU EM MARAGOGIPE (1851-1943) )

sábado, 30 de julho de 2011

Pequeno Histórico do Distrito de Guapira, em Maragogipe


Coordenadas: 12°44'7.59"S/ 39° 4'41.01"O

Povoados: Oitizero; Palmar/São Roque do Cumbe; Palmar de Cima; Batatan de Baixo (Serraria 2).

Histórico:
Dos pouquíssimos documentos encontrados sobre o distrito de Guapira, alguns trazem uma característica particular. Esse distrito sempre teve sua economia voltada para produtos de primeira necessidade. Em 29 de maio de 1880, pela lei provincial de no 1953 foi criado o distrito sob denominação de Caveiras. Acontece que em 30 de novembro de 1938, pelo decreto estadual no 11089, o distrito de Caveiras passa a ser chamado de Guapira e assim permanece até nossos dias. Os motivos da troca tão repentina de nomes, ainda não foram encontrados. Pois, na história do município nada foi encontrado sob essa denominação atual. Aliás, a história do distrito precisa ser melhor analisada devido ao pouco conhecimento que se tem de documentos, um pouco de história oral caberia bem para resolver esse problema, ou pelo menos, uma parte dele.

O seu potencial agrícola é conhecido desde o início do século XIX e até hoje, o distrito, que na época chamava-se Caveiras, dedicava especial importância a esse tipo de produção. Em um documento encontrado, registra-se uma sessão da Câmara de Vereadores do dia 20 de março de 1839, por exemplo, os juízes de paz (que eram eleitos na própria vila) de Caveiras, assim como Nagé, Coqueiro, São Felipe, Capela do Almeida e de Maragogipe, reuniram para ouvir ordenação e publicação de manual para melhor aproveitamento racional da agricultura.

A economia da vila foi centralizada na produção de farinha de mandioca, assim como em outros distritos. Maragogipe sempre foi obrigado a produzir o que a capital baiana queria, de acordo com os interesses também, de cachoeiranos e santamarenses. Nenhum investimento foi feito na região, até 1982, quando foi registrada uma casa de farinha modernizada, em Batatã, fundada através de financiamento do Banco do Brasil. O processo era automatizado através de quatro máquinas: duas para torrar, uma para cevar e um moedor. A produção aumentou dez vezes com relação à casa de farinha rudimentar. Essa farinha produzida no distrito abastecia encomendas de supermercados em Candeias e da CEASA.

A religiosidade do distrito de Guapira é marcada por dois momentos especiais, como a maioria dos seus habitantes são católicos, percebemos a devoção a Nossa Senhora de Santana e ao Deus Menino, todos dois na vila Guapira.

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia