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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Biografia da Professora Nardy Nunes da Silva Seixas

Por Cristoval Seixas

Há muito tempo tenho vontade de abordar junto ao povo de Nagé um tema que, tenho certeza, será apreciado por todos. Entretanto tratando-se de um comentário sobre uma pessoa de minha família, imaginava exercer tal iniciativa. Todavia com o incentivo de amigos e parentes, resolvi fazê-lo. 


Muitos sabem que sou filho da Professora Nardy Nunes da Silva Seixas e do Sr. Domingos Rodrigues Seixas. Moramos por muitos anos na terrinha querida. Nossa família sempre manteve um convívio de amizade junto à comunidade. Os mais jovens certamente não conhecem esta história, entretanto, meus contemporâneos e pessoas de várias gerações àquela época, devem guardar estas recordações. Portanto Monica, o que estou pretendendo é solicitar licença e atenção a todos, para relembrar junto ao povo, a convivência e participação de minha mãe na vida de Nagé. Você na sua juventude certamente não conhece esta história, entretanto acredito já ter ouvido falar na Professora Nardy, Dona Nardy, Tia Nardy, ou ainda Tia Dady como era chamada por parentes, alunos e amigos. 

É difícil encontrar o nageense daquela época não foi aluno da Professora Nardy! Isto foi das maiores satisfações para ela, junto às centenas de afilhados que sempre cultivou e lembrou por toda vida. Professora Nardy foi mestra dedicada, orientadora religiosa, enfermeira incansável, parteira nas horas de emergência, conselheira nas aflições. Estava sempre junto dos amigos. Muitos patrícios nasceram nos braços dela. Muitos foram alentados por ela. Ela com toda certeza fez parte da história de Nagé.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Geografia: Mapas do município de Maragogipe e seus distritos

Na busca pela satisfação do professor que ensina a História e a Geografia de Maragogipe, além de outros estudiosos, disponibilizamos, neste portal, alguns mapas criados pela Prefeitura Municipal de Maragogipe, em parceira com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e outros órgãos que desenvolveram o PDDM (Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal) e é por este motivo que encontramos mapas pensados para o futuro, e o PDU (Plano Diretor Urbano).

Mapa de Maragogipe e seus zoneamentos

Mapa do zoneamento urbano-ambiental da sede do município de Maragogipe

Mapa do zoneamento urbano-ambiental do Guaí

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de Coqueiros do Paraguaçu

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de Guapira

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de Nagé

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de São Roque do Paraguaçu

Partindo da premissa de um futuro melhor, e é essa a ideia da construção do PDDM e do PDU, foram elaborados alguns mapas de possíveis áreas de interesse. Confira.

Partido urbanístico da vila de Capanema

Partido urbanístico da vila de Enseada do Paraguaçu

Partido urbanístico de Guapira

Partido urbanístico da sede municipal (Maragogipe)

Partido urbanístico dos distritos de Coqueiros e Nagé

Partido urbanístico de São Roque do Paraguaçu.

Por enquanto, esperamos que estes mapas satisfação a curiosidade do leitor. Com o tempo, disponibilizaremos mais. Abraços.

Zevaldo Sousa

Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM) - criado em agosto de 2010
Plano Diretor Urbano (2012)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Brasão Oficial do Município de Maragojipe e erros históricos

por Zevaldo Sousa

Foi com a lei municipal nº 006/1973 de 27 de janeiro que foi criado e instituído o Brasão Oficial do Município de Maragojipe, vale ressaltar que é com grafema "J". O Brasão, tem um escudo azul que contém seis estrelas referindo-se aos distritos do Município: (Coqueiros, Nagé, Guapira, Guaí, São Roque e Maragogipe).

No campo vermelho, ao lado da faixa branca que significa o rio Quelembe, existe a figura de um índio com um flecha, indicando a formação nativa na formação do município e, do lado direito, a Igreja de São Bartolomeu, Patrono e Padroeiro de Maragojipe.

Centralizado, na área esverdeada, uma palmeira a simbolizar o título que o povo outorgou, Cidade das Palmeiras, seguindo da legenda "Cidade Patriótica" título conferido pelo imperador ao Bravo Povo Maragogipano pela participação heróica nas lutas da Independência e Guerra do Paraguai.

Há dois ramos, um do lado esquerdo, representando o café e outro do lado direito representando o fumo, segundo a lei, eles representam a economia da região na época do império. Existe também a coroa imperial de prata com quatro torres de município.

Por fim, um listral vermelho em letras brancas escrito "MARAGOJIPE" e em letras pretas "8 de maio de 1850", que segundo a lei refere-se a emancipação política do município.

DO BLOG: Contudo, vale ressaltar que erros históricos são pontuados e expressados neste Brasão. Por um simples motivo, na escola em que esses vereadores aprenderam prevalecia a História Positivista em que detalhes nacionais merecem mais destaque que os regionais, grandes fatos, grandes políticos e num último caso a ideia da mestiçagem. Sendo assim, posso lhe afirmar que:

Como citei em postagem anterior, o nosso título é o de Patriótica Cidade, e não o contrário como está no Brasão e o 8 de maio de 1850 refere-se somente a elevação de Maragogipe à categoria de cidade, visto que sua emancipação se deu em 9 de fevereiro de 1725. Naquele tempo o presidente da Câmara também executava as leis e tanto o IBGE, quanto o IPAC pode comprovar isso. 

Há também a ideia de que o Café e o Fumo engrandeceram à economia de Maragogipe. Segundo estudos feitos por diversos historiadores, Maragogipe não passou de uma região em que se produziu alimentos de primeira necessidade e a mandioca sempre foi o seu potencial. Tanto o Café, quanto o Fumo, como também a Cana que apesar não ter sido citada no brasão é lembrada em livros que trazem a ideia de diversos engenhos na região não passaram de segundo plano na economia Maragogipana na época da Colônia e do Império, visto que houve diversas leis que protegiam os plantadores dessas variedades nas outras vilas. Cachoeira com o fumo, Santo Amaro com a cana e o café na Bahia não conseguiu prosperar. Mas em Maragogipe, houve um safra vencedora de um concurso na Itália que fez com que existisse até hoje, tal variedade que herda nosso nome, mas não é mas plantado aqui.

Quanto às questões de "raça" e religiosa, prefiro não me atrever a escrever, visto que muito deve ser discutido ainda sobre o tema. Todavia, é importante ressaltar que foi no Governo de Cid Seixas Fraga que tal Brasão foi constituído, assim como a Bandeira e a troca do nome de Maragogipe com o grafema "G" por Maragojipe com o grafema "J", tudo por picuinhas políticas da época em que Comunistas não se bicavam com membros do PSD (Partido Social Democrata) e Integralistas desde o início do século XX.

Foi nesse período em que debates acerca da história começaram e quando um comunista, estudioso e conhecedor da história de Maragogipe estava no poder, junto com Cid Seixas recebeu essa incrível missão e no meu entender, pecou ao fazer seu amor literário, suplantar à história real do município, como uma forma de construir, desconstruindo o que foi construído a diversos séculos de história.

Publicado em 10 de julho de 2011, por Zevaldo Sousa

sábado, 30 de julho de 2011

Pequeno Histórico do Distrito de Guapira, em Maragogipe


Coordenadas: 12°44'7.59"S/ 39° 4'41.01"O

Povoados: Oitizero; Palmar/São Roque do Cumbe; Palmar de Cima; Batatan de Baixo (Serraria 2).

Histórico:
Dos pouquíssimos documentos encontrados sobre o distrito de Guapira, alguns trazem uma característica particular. Esse distrito sempre teve sua economia voltada para produtos de primeira necessidade. Em 29 de maio de 1880, pela lei provincial de no 1953 foi criado o distrito sob denominação de Caveiras. Acontece que em 30 de novembro de 1938, pelo decreto estadual no 11089, o distrito de Caveiras passa a ser chamado de Guapira e assim permanece até nossos dias. Os motivos da troca tão repentina de nomes, ainda não foram encontrados. Pois, na história do município nada foi encontrado sob essa denominação atual. Aliás, a história do distrito precisa ser melhor analisada devido ao pouco conhecimento que se tem de documentos, um pouco de história oral caberia bem para resolver esse problema, ou pelo menos, uma parte dele.

O seu potencial agrícola é conhecido desde o início do século XIX e até hoje, o distrito, que na época chamava-se Caveiras, dedicava especial importância a esse tipo de produção. Em um documento encontrado, registra-se uma sessão da Câmara de Vereadores do dia 20 de março de 1839, por exemplo, os juízes de paz (que eram eleitos na própria vila) de Caveiras, assim como Nagé, Coqueiro, São Felipe, Capela do Almeida e de Maragogipe, reuniram para ouvir ordenação e publicação de manual para melhor aproveitamento racional da agricultura.

A economia da vila foi centralizada na produção de farinha de mandioca, assim como em outros distritos. Maragogipe sempre foi obrigado a produzir o que a capital baiana queria, de acordo com os interesses também, de cachoeiranos e santamarenses. Nenhum investimento foi feito na região, até 1982, quando foi registrada uma casa de farinha modernizada, em Batatã, fundada através de financiamento do Banco do Brasil. O processo era automatizado através de quatro máquinas: duas para torrar, uma para cevar e um moedor. A produção aumentou dez vezes com relação à casa de farinha rudimentar. Essa farinha produzida no distrito abastecia encomendas de supermercados em Candeias e da CEASA.

A religiosidade do distrito de Guapira é marcada por dois momentos especiais, como a maioria dos seus habitantes são católicos, percebemos a devoção a Nossa Senhora de Santana e ao Deus Menino, todos dois na vila Guapira.

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Pequeno Histórico do Distrito de Coqueiros do Paraguaçu, em Maragogipe


Coordenadas: 12°43'6.41"S/ 38°56'5.39"O

Povoados: Serraria; Pedrinhas 2; Pitinga Seca; Cajazeiras; Olho D’água; Campinas; Santana; Rios dos Paus; Batatan; Cumbe; Bento Sardinha; Manguinho; Boa Vista; Carro Quebrado; Pau Seco; Irriquitiá; Rio Grande; Guaruçu; Giral Grande.

Histórico:
Em quase todo seu período histórico o distrito do Coqueiros do Paraguaçu, como é chamado atualmente para diferir de seus homônimos brasileiros, sempre foi nomeado pela palavra Coqueiro, no singular, poderia até representar unidade com a vila da qual foi originada, neste caso, Nagé, mas esse fato não ocorre, devido a fatores do coração.

Não há como saber, porém, quando suas primeiras casas de taipa surgiram, mas segundo as documentações existentes, desde o século XVIII, o vilarejo já florescia à proporção do desenvolvimento de seu ancoradouro, por onde se fazia a baldeação das pessoas e mercadorias que se destinavam da capital para o interior, ao sertão ou vice-versa. Foi, portanto, o “fator Paraguaçu” causa predominante para o desenvolvimento da vila, como explica Osvaldo Sá, em suas Histórias Menores.

Tanto Coqueiros, como Nagé cresceram em torno da cultura agrícola de produtos de primeira necessidade, a única autorizada pela Capital Baiana, pois no período colonial, não era permitido à instalação de indústrias, nestas regiões. A Farinha de Mandioca sempre foi à cultura principal dessa região. As raras intenções do plantio do fumo, sempre foram barradas pelo poderio dos fazendeiros Cachoeiranos, assim como, do controle social que os líderes da Câmara Municipal exerciam sobre os habitantes da terra.

Com o tempo a vila começou a ganhar importância e em 17 de julho de 1893, foi elevada a categoria de distrito policial, sob jurisdição do Distrito de Paz de Nagé e sob essa tutela permaneceu até o dia 13 de agosto de 1926, em conformidade com a lei no 1922 que criou o distrito de Coqueiros e anexou ao município de Maragogipe. Apesar do IBGE considerá-lo como distrito de paz desde 1911, o desmembramento só se deu em 1926 e assim continuou a ser até os dias atuais. Pelo decreto-lei estadual no 10724, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Coqueiros passou a se grafar, novamente, Coqueiro. Até 2007, o IBGE registrava o distrito desse jeito, hoje porém, registra-se como Coqueiros do Paraguaçu, devido o apego popular.

O mangue sempre foi o grande potencial de Coqueiros, assim como as outras vilas do município, era o alimento extra dos escravos que trabalhavam nas fazendas instaladas na região: Ostras, siris, caranguejos e mapés sempre foram os frutos do mar mais catados. Hoje, a mariscagem é praticada principalmente por mulheres. O salgamento de peixes miúdos (xangô e petitinga) e a defumação de camarões são as duas formas de beneficiamento do pescado na região.

O potencial turístico e histórico de Coqueiros do Paraguaçu pode ser aproveitado, através da navegação em Saveiros, que de meados do século XIX até meados do século XX inham grande importância no transporte de cargas e pessoas;

A produção de Cerâmica de Coqueiros é outro atrativo à parte, sua principal representante é a Dona Cadu. O saber-fazer passado de geração a geração, transformou essa arte rudimentar, numa das principais fontes de sobrevivência do povo coqueirense. Outros atrativos são de fundamental importância, a exploração de sítios importantes, como a Capela de Nossa Senhora do Rosário, datada do século XVIII; a festa de Bom Jesus dos Navegantes em Janeiro e da praia de Coqueiros, muito visitada por turistas devido à tranquilidade da região.

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Pequeno Histórico do Distrito de Nagé, em Maragogipe


Coordenadas: 12°43'31.43"S/ 38°55'59.15"O

Povoados: Santo Antônio de Aldeia; Encruzilhada; Brinco; Sobradinho; Tabuleiro das Navalhas; Bacalhau; Lagamar; Rio dos Paus de Baixo; Ponta de Souza; Serraria (Baixa Rica); Pinho.

Histórico:
A vila morena surgiu, no século XVII, em torno do porto que servia de atracadouro para os nativos e representantes de Santo Antônio de Aldeia, principal comunidade religiosa desta região naquele momento. Dois são os fatores preponderantes para que a vila criasse raiz, a sua proximidade com o rio Paraguaçu, principal via de acesso à capital do Império e, os perigos do século XVII, ou seja, as constantes guerras contra os indígenas e contra os negros fugidos que já formavam diversos quilombos e mocambos pela região. Um importante quilombo que tornou-se Terreiro, foi o do Pinho. Ele é o único de nação Jêje em Maragogipe e foi originado de um antigo quilombo, alguns dizem ser o terreiro mais antigo da Bahia, embora não existam registros para comprovação.

Já em 1724, com a elevação da Freguesia de São Bartolomeu de Maragogipe à categoria de vila, Nagé aos poucos começou a crescer, ganhando importância na produção de alimentos de primeira necessidade. Em, 13 de agosto de 1880, foi decretada lei provincial no 2077 criando o distrito de Nagé, e assim continuou até os dias atuais, mesmo depois de todas as novas leis, decretos e divisões territoriais.

Vila de pescador situada a quatro quilômetros de Maragogipe, com bela implantação paisagística e algumas construções interessantes. Nagé construiu sua história, não só com o pescado e com seu porto comercial, praticamente inativo, atualmente, devido à implantação da estrada e o fim da rota comercial marítima que ligou essa região durante quase quatro séculos de história. Desde o aparecimento da indústria fumageira até aproximadamente a década de oitenta do século passado, que o distrito de Nagé se voltou ao plantio do fumo e a fabricação de charutos. Porém quando houve um declínio devido ao fechamento das indústrias de fumo na região, as mulheres nageenses sem meios para conseguir seu sustento, colocaram em prática tudo o que aprenderam durante o auge da charutaria, e com isso, ficaram conhecidas como as “charuteiras domésticas”. Ex-operárias da indústria Suerdieck, que trabalhavam em casa, nos intervalos das tarefas domésticas, chegando a confeccionar até 100 unidades por dia. Mas novamente devido várias dificuldades, essa economia rudimentar, praticamente extinguiu-se.

Um tocante religioso-cultural de Nagé é a Festa do Senhor do Bonfim que por si só, é um atrativo a parte. Ela acontece no segundo domingo depois do Dia de Reis, no mês de Janeiro, com novenário solene e exposição do Santíssimo Sacramento pelo capelão na Igreja do Bonfim em Nagé. A população, esbanja-se em festa na “Lavagem da “Glória” ou Popular de caráter afro-religioso com grande participação do povo e uma característica marcante que todo maragogipano tem em seu jeito de festejar. Vale ressaltar, que nesta lavagem, toda rivalidade entre a vila morena e o distrito do Coqueiros do Paraguaçu é posta de lado, para que todos, louvem ao Santíssimo Sacramento.

Hoje, o potencial turístico que a vila morena possui é extraordinário, a Praia de Ponta de Sousa e do Pina e os veleiros e saveiros são os verdadeiros representantes de um passado não tão longínquo. No distrito de Nagé predomina a salga do xangô e em coqueiros o da petitinga. É um trabalho executado pela mão de obra feminina. As mulheres ficam sentadas nas portas de suas casas, tratam, salgam, enfiam em varetas e estendem ao chão os peixes para secarem ao sol. Depois são vendidos a litro ou em espetos no próprio município, em Santo Amaro e Salvador, atingindo preços insignificantes em épocas de grande produção. Os peixes maiores são vendidos frescos nas feiras livres, ou conservados em gelo e levados para serem vendidos em Salvador. Alguns mariscos são aferventados antes de serem comercializados, o que facilita a sua conservação.

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Formado em História na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Resumo Histórico de Maragogipe feito pelo IBGE

Você encontra este resumo histórico do município de Maragogipe no site do IBGE (Clique aqui e veja o pdf)

Maragogipe - Bahia

Histórico
A região era primitivamente habitada pelos índios maragogipes.
O território integrava a sesmaria do Paraguaçu, doada a Dom Álvaro da Costa em 1557, e transformada em Capitania do Paraguaçu, em 1566.
A presença de ancaradouro natural e a fertilidade do solo, atraíram colonos portugueses que ali se instalaram, desenvolvendo a cultura da cana-de-açúcar e a exploração de madeira da lei.
A capela erigida sob a invocação de São Bartolomeu, foi elevada à freguesia em 1640, com a denominação de São Bartolomeu do Maragogipe.
Elevada à Vila em 1724, teve o nome simplificado para Maragogipe, de acordo com a denominação dos seus primitivos habitantes.
Os nativos de Maragogipe são chamados maragogipanos.

Gentílico: maragogipano

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Maragogipe, em 1640.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Maragogipe, pela provisão regia de 09-02-1725. Sede na antiga povoação de Maragogipe. Constituído de 2 distritos: Maragogipe e São Felipe. Instalada em 1728.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Maragogipe, pela lei provincial nº 389, de 08-05-1850.
Pela lei provincial nº 1952, de 29-05-1880, desmembrado do município de Maragogipe. O distrito de São Felipe. Elevado à categoria de vila.
Pela lei provincial nº 1953, de 29-05-1880, é criado o distrito de Caveiras e anexado ao município de Maragogipe.
Pela lei provincial nº 2077, de 13-08-1880, é criado o distrito de Nagé e anexado ao município de Maragogipe
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 4 distritos: Maragogipe, Caveiras, Nagé e Santo Antônio do Signuma.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.
Pela lei estadual nº 1922, de 13-08-1926, é criado o distrito de Coqueiros e anexado ao município de Maragogipe.
Pelo decreto estadual nº 8311, de 15-02-1933, é criado o distrito de São Roque do Paraguassu, com território desmembrado do distrito de Santo Antônio do Capanema e anexado ao município de Maragogipe.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 6 distritos: Maragogipe, Capanema (ex-Santo Antônio de Capanema) Caveiras, Coqueiros, Nagé, São Roque do Paraguassu.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo decreto-lei estadual nº 10724, de 30-03-1938, o distrito de Coqueiros passou a grafar Coqueiro.
Pelo decreto estadual nº 11089, de 30-11-1938, o distrito de Caveiras tomou a denominação de Guapira e São Roque do Paraguassu a chamar-se simplesmente São Roque.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de Maragogipe, Capanema, Coqueiro (ex-Coqueiros), Guapira (ex-Caveiras), Nagé, São Roque (ex-São Roque do Paraguassu).
Pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31-12-1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944, os distritos de Capanema e São Roque passaram a chamar-se, respectivamente Guaí e São Roque do Paraguaçu.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 6 distritos: Maragogipe, Coqueiro, Guaí (ex-Capanema), Guapira, Nagé e São Roque do Paraguaçu (ex-São Roque).
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município permanece constituído de 6 distritos: Maragogipe, Coqueiro, Guaí, Guapira, Nagé e São Roque do Paraguaçu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE