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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Geografia: Mapas do município de Maragogipe e seus distritos

Na busca pela satisfação do professor que ensina a História e a Geografia de Maragogipe, além de outros estudiosos, disponibilizamos, neste portal, alguns mapas criados pela Prefeitura Municipal de Maragogipe, em parceira com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e outros órgãos que desenvolveram o PDDM (Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal) e é por este motivo que encontramos mapas pensados para o futuro, e o PDU (Plano Diretor Urbano).

Mapa de Maragogipe e seus zoneamentos

Mapa do zoneamento urbano-ambiental da sede do município de Maragogipe

Mapa do zoneamento urbano-ambiental do Guaí

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de Coqueiros do Paraguaçu

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de Guapira

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de Nagé

Mapa do zoneamento urbano-ambiental de São Roque do Paraguaçu

Partindo da premissa de um futuro melhor, e é essa a ideia da construção do PDDM e do PDU, foram elaborados alguns mapas de possíveis áreas de interesse. Confira.

Partido urbanístico da vila de Capanema

Partido urbanístico da vila de Enseada do Paraguaçu

Partido urbanístico de Guapira

Partido urbanístico da sede municipal (Maragogipe)

Partido urbanístico dos distritos de Coqueiros e Nagé

Partido urbanístico de São Roque do Paraguaçu.

Por enquanto, esperamos que estes mapas satisfação a curiosidade do leitor. Com o tempo, disponibilizaremos mais. Abraços.

Zevaldo Sousa

Fonte: Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM) - criado em agosto de 2010
Plano Diretor Urbano (2012)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Brasão Oficial do Município de Maragojipe e erros históricos

por Zevaldo Sousa

Foi com a lei municipal nº 006/1973 de 27 de janeiro que foi criado e instituído o Brasão Oficial do Município de Maragojipe, vale ressaltar que é com grafema "J". O Brasão, tem um escudo azul que contém seis estrelas referindo-se aos distritos do Município: (Coqueiros, Nagé, Guapira, Guaí, São Roque e Maragogipe).

No campo vermelho, ao lado da faixa branca que significa o rio Quelembe, existe a figura de um índio com um flecha, indicando a formação nativa na formação do município e, do lado direito, a Igreja de São Bartolomeu, Patrono e Padroeiro de Maragojipe.

Centralizado, na área esverdeada, uma palmeira a simbolizar o título que o povo outorgou, Cidade das Palmeiras, seguindo da legenda "Cidade Patriótica" título conferido pelo imperador ao Bravo Povo Maragogipano pela participação heróica nas lutas da Independência e Guerra do Paraguai.

Há dois ramos, um do lado esquerdo, representando o café e outro do lado direito representando o fumo, segundo a lei, eles representam a economia da região na época do império. Existe também a coroa imperial de prata com quatro torres de município.

Por fim, um listral vermelho em letras brancas escrito "MARAGOJIPE" e em letras pretas "8 de maio de 1850", que segundo a lei refere-se a emancipação política do município.

DO BLOG: Contudo, vale ressaltar que erros históricos são pontuados e expressados neste Brasão. Por um simples motivo, na escola em que esses vereadores aprenderam prevalecia a História Positivista em que detalhes nacionais merecem mais destaque que os regionais, grandes fatos, grandes políticos e num último caso a ideia da mestiçagem. Sendo assim, posso lhe afirmar que:

Como citei em postagem anterior, o nosso título é o de Patriótica Cidade, e não o contrário como está no Brasão e o 8 de maio de 1850 refere-se somente a elevação de Maragogipe à categoria de cidade, visto que sua emancipação se deu em 9 de fevereiro de 1725. Naquele tempo o presidente da Câmara também executava as leis e tanto o IBGE, quanto o IPAC pode comprovar isso. 

Há também a ideia de que o Café e o Fumo engrandeceram à economia de Maragogipe. Segundo estudos feitos por diversos historiadores, Maragogipe não passou de uma região em que se produziu alimentos de primeira necessidade e a mandioca sempre foi o seu potencial. Tanto o Café, quanto o Fumo, como também a Cana que apesar não ter sido citada no brasão é lembrada em livros que trazem a ideia de diversos engenhos na região não passaram de segundo plano na economia Maragogipana na época da Colônia e do Império, visto que houve diversas leis que protegiam os plantadores dessas variedades nas outras vilas. Cachoeira com o fumo, Santo Amaro com a cana e o café na Bahia não conseguiu prosperar. Mas em Maragogipe, houve um safra vencedora de um concurso na Itália que fez com que existisse até hoje, tal variedade que herda nosso nome, mas não é mas plantado aqui.

Quanto às questões de "raça" e religiosa, prefiro não me atrever a escrever, visto que muito deve ser discutido ainda sobre o tema. Todavia, é importante ressaltar que foi no Governo de Cid Seixas Fraga que tal Brasão foi constituído, assim como a Bandeira e a troca do nome de Maragogipe com o grafema "G" por Maragojipe com o grafema "J", tudo por picuinhas políticas da época em que Comunistas não se bicavam com membros do PSD (Partido Social Democrata) e Integralistas desde o início do século XX.

Foi nesse período em que debates acerca da história começaram e quando um comunista, estudioso e conhecedor da história de Maragogipe estava no poder, junto com Cid Seixas recebeu essa incrível missão e no meu entender, pecou ao fazer seu amor literário, suplantar à história real do município, como uma forma de construir, desconstruindo o que foi construído a diversos séculos de história.

Publicado em 10 de julho de 2011, por Zevaldo Sousa

sábado, 30 de julho de 2011

Pequeno Histórico do Distrito de Guapira, em Maragogipe


Coordenadas: 12°44'7.59"S/ 39° 4'41.01"O

Povoados: Oitizero; Palmar/São Roque do Cumbe; Palmar de Cima; Batatan de Baixo (Serraria 2).

Histórico:
Dos pouquíssimos documentos encontrados sobre o distrito de Guapira, alguns trazem uma característica particular. Esse distrito sempre teve sua economia voltada para produtos de primeira necessidade. Em 29 de maio de 1880, pela lei provincial de no 1953 foi criado o distrito sob denominação de Caveiras. Acontece que em 30 de novembro de 1938, pelo decreto estadual no 11089, o distrito de Caveiras passa a ser chamado de Guapira e assim permanece até nossos dias. Os motivos da troca tão repentina de nomes, ainda não foram encontrados. Pois, na história do município nada foi encontrado sob essa denominação atual. Aliás, a história do distrito precisa ser melhor analisada devido ao pouco conhecimento que se tem de documentos, um pouco de história oral caberia bem para resolver esse problema, ou pelo menos, uma parte dele.

O seu potencial agrícola é conhecido desde o início do século XIX e até hoje, o distrito, que na época chamava-se Caveiras, dedicava especial importância a esse tipo de produção. Em um documento encontrado, registra-se uma sessão da Câmara de Vereadores do dia 20 de março de 1839, por exemplo, os juízes de paz (que eram eleitos na própria vila) de Caveiras, assim como Nagé, Coqueiro, São Felipe, Capela do Almeida e de Maragogipe, reuniram para ouvir ordenação e publicação de manual para melhor aproveitamento racional da agricultura.

A economia da vila foi centralizada na produção de farinha de mandioca, assim como em outros distritos. Maragogipe sempre foi obrigado a produzir o que a capital baiana queria, de acordo com os interesses também, de cachoeiranos e santamarenses. Nenhum investimento foi feito na região, até 1982, quando foi registrada uma casa de farinha modernizada, em Batatã, fundada através de financiamento do Banco do Brasil. O processo era automatizado através de quatro máquinas: duas para torrar, uma para cevar e um moedor. A produção aumentou dez vezes com relação à casa de farinha rudimentar. Essa farinha produzida no distrito abastecia encomendas de supermercados em Candeias e da CEASA.

A religiosidade do distrito de Guapira é marcada por dois momentos especiais, como a maioria dos seus habitantes são católicos, percebemos a devoção a Nossa Senhora de Santana e ao Deus Menino, todos dois na vila Guapira.

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Pequeno Histórico do Distrito de Coqueiros do Paraguaçu, em Maragogipe


Coordenadas: 12°43'6.41"S/ 38°56'5.39"O

Povoados: Serraria; Pedrinhas 2; Pitinga Seca; Cajazeiras; Olho D’água; Campinas; Santana; Rios dos Paus; Batatan; Cumbe; Bento Sardinha; Manguinho; Boa Vista; Carro Quebrado; Pau Seco; Irriquitiá; Rio Grande; Guaruçu; Giral Grande.

Histórico:
Em quase todo seu período histórico o distrito do Coqueiros do Paraguaçu, como é chamado atualmente para diferir de seus homônimos brasileiros, sempre foi nomeado pela palavra Coqueiro, no singular, poderia até representar unidade com a vila da qual foi originada, neste caso, Nagé, mas esse fato não ocorre, devido a fatores do coração.

Não há como saber, porém, quando suas primeiras casas de taipa surgiram, mas segundo as documentações existentes, desde o século XVIII, o vilarejo já florescia à proporção do desenvolvimento de seu ancoradouro, por onde se fazia a baldeação das pessoas e mercadorias que se destinavam da capital para o interior, ao sertão ou vice-versa. Foi, portanto, o “fator Paraguaçu” causa predominante para o desenvolvimento da vila, como explica Osvaldo Sá, em suas Histórias Menores.

Tanto Coqueiros, como Nagé cresceram em torno da cultura agrícola de produtos de primeira necessidade, a única autorizada pela Capital Baiana, pois no período colonial, não era permitido à instalação de indústrias, nestas regiões. A Farinha de Mandioca sempre foi à cultura principal dessa região. As raras intenções do plantio do fumo, sempre foram barradas pelo poderio dos fazendeiros Cachoeiranos, assim como, do controle social que os líderes da Câmara Municipal exerciam sobre os habitantes da terra.

Com o tempo a vila começou a ganhar importância e em 17 de julho de 1893, foi elevada a categoria de distrito policial, sob jurisdição do Distrito de Paz de Nagé e sob essa tutela permaneceu até o dia 13 de agosto de 1926, em conformidade com a lei no 1922 que criou o distrito de Coqueiros e anexou ao município de Maragogipe. Apesar do IBGE considerá-lo como distrito de paz desde 1911, o desmembramento só se deu em 1926 e assim continuou a ser até os dias atuais. Pelo decreto-lei estadual no 10724, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Coqueiros passou a se grafar, novamente, Coqueiro. Até 2007, o IBGE registrava o distrito desse jeito, hoje porém, registra-se como Coqueiros do Paraguaçu, devido o apego popular.

O mangue sempre foi o grande potencial de Coqueiros, assim como as outras vilas do município, era o alimento extra dos escravos que trabalhavam nas fazendas instaladas na região: Ostras, siris, caranguejos e mapés sempre foram os frutos do mar mais catados. Hoje, a mariscagem é praticada principalmente por mulheres. O salgamento de peixes miúdos (xangô e petitinga) e a defumação de camarões são as duas formas de beneficiamento do pescado na região.

O potencial turístico e histórico de Coqueiros do Paraguaçu pode ser aproveitado, através da navegação em Saveiros, que de meados do século XIX até meados do século XX inham grande importância no transporte de cargas e pessoas;

A produção de Cerâmica de Coqueiros é outro atrativo à parte, sua principal representante é a Dona Cadu. O saber-fazer passado de geração a geração, transformou essa arte rudimentar, numa das principais fontes de sobrevivência do povo coqueirense. Outros atrativos são de fundamental importância, a exploração de sítios importantes, como a Capela de Nossa Senhora do Rosário, datada do século XVIII; a festa de Bom Jesus dos Navegantes em Janeiro e da praia de Coqueiros, muito visitada por turistas devido à tranquilidade da região.

Escrito por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa
Licenciado em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Resumo Histórico de Maragogipe feito pelo IBGE

Você encontra este resumo histórico do município de Maragogipe no site do IBGE (Clique aqui e veja o pdf)

Maragogipe - Bahia

Histórico
A região era primitivamente habitada pelos índios maragogipes.
O território integrava a sesmaria do Paraguaçu, doada a Dom Álvaro da Costa em 1557, e transformada em Capitania do Paraguaçu, em 1566.
A presença de ancaradouro natural e a fertilidade do solo, atraíram colonos portugueses que ali se instalaram, desenvolvendo a cultura da cana-de-açúcar e a exploração de madeira da lei.
A capela erigida sob a invocação de São Bartolomeu, foi elevada à freguesia em 1640, com a denominação de São Bartolomeu do Maragogipe.
Elevada à Vila em 1724, teve o nome simplificado para Maragogipe, de acordo com a denominação dos seus primitivos habitantes.
Os nativos de Maragogipe são chamados maragogipanos.

Gentílico: maragogipano

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Maragogipe, em 1640.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Maragogipe, pela provisão regia de 09-02-1725. Sede na antiga povoação de Maragogipe. Constituído de 2 distritos: Maragogipe e São Felipe. Instalada em 1728.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Maragogipe, pela lei provincial nº 389, de 08-05-1850.
Pela lei provincial nº 1952, de 29-05-1880, desmembrado do município de Maragogipe. O distrito de São Felipe. Elevado à categoria de vila.
Pela lei provincial nº 1953, de 29-05-1880, é criado o distrito de Caveiras e anexado ao município de Maragogipe.
Pela lei provincial nº 2077, de 13-08-1880, é criado o distrito de Nagé e anexado ao município de Maragogipe
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de 4 distritos: Maragogipe, Caveiras, Nagé e Santo Antônio do Signuma.
Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920.
Pela lei estadual nº 1922, de 13-08-1926, é criado o distrito de Coqueiros e anexado ao município de Maragogipe.
Pelo decreto estadual nº 8311, de 15-02-1933, é criado o distrito de São Roque do Paraguassu, com território desmembrado do distrito de Santo Antônio do Capanema e anexado ao município de Maragogipe.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 6 distritos: Maragogipe, Capanema (ex-Santo Antônio de Capanema) Caveiras, Coqueiros, Nagé, São Roque do Paraguassu.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Pelo decreto-lei estadual nº 10724, de 30-03-1938, o distrito de Coqueiros passou a grafar Coqueiro.
Pelo decreto estadual nº 11089, de 30-11-1938, o distrito de Caveiras tomou a denominação de Guapira e São Roque do Paraguassu a chamar-se simplesmente São Roque.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de Maragogipe, Capanema, Coqueiro (ex-Coqueiros), Guapira (ex-Caveiras), Nagé, São Roque (ex-São Roque do Paraguassu).
Pelo decreto-lei estadual nº 141, de 31-12-1943, retificado pelo decreto estadual nº 12978, de 01-06-1944, os distritos de Capanema e São Roque passaram a chamar-se, respectivamente Guaí e São Roque do Paraguaçu.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 6 distritos: Maragogipe, Coqueiro, Guaí (ex-Capanema), Guapira, Nagé e São Roque do Paraguaçu (ex-São Roque).
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município permanece constituído de 6 distritos: Maragogipe, Coqueiro, Guaí, Guapira, Nagé e São Roque do Paraguaçu.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Fonte: IBGE

Revista RAIZ faz matéria sobre Livro "Ceramistas de Coqueiros. História de Vida"

Revista RAIZ
Livro apresenta o trabalho tradicional da comunidade baiana de Coqueiros.


Por Thereza Dantas


O trabalho de gerações acaba de virar livro. O livro “Ceramistas de Coqueiros. Histórias de vida” é um dos resultados de uma série de atividades de documentação pró-memória (indivíduo e coletividade) que integram o Programa Monumenta/Iphan, do Ministério da Cultura. A produção dessas cerâmicas é uma das poucas alternativas de geração de trabalho e renda para a comunidade. Esse patrimônio está sob risco de extinção por causa do pouco valor dado as cerâmicas, os jovens da comunidade não se sentem atraídos para aprenderem o ofício de seus pais e avós, por isso a importância dessa publicação.

Dia 2 de abril de 2009, quinta-feira, houve uma festa de lançamento em São Paulo apresenta o livro “Ceramistas de Coqueiros. Histórias de vida” criado e editado por meio do recurso de transcrição da história oral. O livro apresenta o ofício dos ceramistas do distrito de Coqueiros, município de Maragogipe, Bahia. A publicação contém textos da editora Claudia Cavalcanti, da coordenadora executiva do Artesanato Solidário/ArteSol Helena Sampaio e da historiadora Daisy Perelmutter, que realizou as entrevistas com os artesãos. Ainda integram esta publicação imagens da produção de cerâmica e da região, trechos das entrevistas dos artesãos e a transcrição integral da entrevista da mestre Dona Cadú.

Para o evento, o Artesanato Solidário/ArteSol organizou uma pequena exposição de fotos e peças de cerâmica de Coqueiros, que serão vendidas durante o evento. O livro também estará disponível para os presentes.

A seguir uma entrevista com a antropóloga Helena Sampaio. Ela que dirige há sete anos o Artesanato Solidário/ArteSol, sai da coordenadoria da instituição para iniciar “carreira solo” na área de consultoria.

Portal RAIZ.:Como a cerâmica de Maragogipe está sobrevivendo? São quantas artesãs? Elas são cooperadas?
Helena Sampaio: A cerâmica do distrito de Coqueiros, município de Maragogipe/BA, é um artesanato de tradição que é transmitida de geração para geração há pelo menos 80 anos. Além da transmissão desse saber fazer, que mantém viva a tradição local, a atividade artesanal é uma das poucas oportunidades de geração de renda em Coqueiros.
Os artesãos estão reunidos na Associação dos Produtores de Cerâmica de Coqueiros. O grupo é formado por 47 artesãos (23 ceramistas e 24 brunideiras).

Portal RAIZ.: O trabalho envolve somente mulheres? Os homens estão mais participativos?
Helena Sampaio: Tradicionalmente a cerâmica de Coqueiros é feita por mulheres, que aprendem com suas mães, avós ou outras parentes. Todavia, o grupo de ceramistas conta com 3 homens jovens que aprenderam o ofício com suas mães e que hoje fazem da produção de peças de cerâmica suas principais fonte de renda. Na comunidade de Coqueiros, os homens tradicionalmente estão envolvidos com a atividade de pesca e as mulheres com o artesanato.

Portal RAIZ.: Qual é a sua visão do futuro das ceramistas de Coqueiros?
Helena Sampaio: Além de ser um patrimônio imaterial que deve ser preservado, a produção de cerâmica é uma das poucas alternativas de geração de trabalho e renda para a comunidade. Atualmente, os mais jovens se recusam a aprender e a seguir com ofício das mães e avós. Essa recusa advém da percepção por parte da gerações mais novas da pouca valorização da cerâmica no mercado consumidor e das difíceis condições de vida que o ofício impõe aos moradores, em uma quase imobilidade social.

Serviço:
Livro “Ceramistas de Coqueiros. Histórias de vida”
Artesanato Solidário, Rua Alves Guimarães, 436, Pinheiros – São Paulo - SP
Mais Informações fone: (11) 3082-8681
ou pelo site oficial Artesanato Solidário