Mostrando postagens com marcador Maragogipe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maragogipe. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de julho de 2014

Opinião: Festa de Agosto - Oh tempos bons!


Escrito por Zevaldo Sousa, no dia 19 de setembro de 2009

Há alguns anos atrás a festa de São Bartolomeu tinha seus requintes e a mistura ideal para uma terra tão famosa como hoje é Maragogipe. Lembro-me muito bem do parque o quão bom era participar daquelas brincadeiras que dantes eram tão modernas para nós maragogipanos, pois aqui não havia algo parecido, e se para mim que morava na cidade era tão impressionante, imagine qual seria a opinião das pessoas que moravam na zona rural?

A festa de Agosto era um momento muito esperado por todos, pelo seu fervor religioso, pelo seu teor cultural, pela mistura entre o que era moderno com o tradicional, era com certeza uma festa de largo maravilhosa, ou melhor, uma grande quermesse que com toda certeza foi a sua característica principal na sua origem.

Temos apenas poucos anos de mudanças estruturais desta maravilhosa festa e hoje estamos vendo uma festa de agosto, especialmente programada para turistas e essa característica, nunca foi tão marcante, tão visível. Sendo assim, vale nos pergunta: Se o Carnaval de Maragogipe, que um evento turistificado, é patrimônio imaterial do Estado pela conservação de sua cultura e tradição porque não preservar também a nossa cultura e tradição na festa de Agosto? Por que não reviver aqueles momentos que deixavam todos ter um sentimento maior de maragogipanidade? Por que não reviver os momentos gloriosos dos nossos sambas de roda? Das nossas rodas de capoeira? Do som mecânico que rolava o dia todo na praça? Do fervor religioso que levava muito mais pessoas a Igreja e com muito mais amor no coração? Daqueles tempos em que as pessoas vinham muito mais no sentido de devoção do que de turismo?

O que falta para nós resgatarmos esse momento?

Lembro-me muito bem de quando Amaral colocava aquele som mecânico na praça tocando lambada o dia todo, enquanto os adultos bebiam conversavam, reviam amigos e se divertiam observando as crianças que sorriam felizes e muito animadas no parque, sem contar os jovens que também faziam questão de ir ao parque. Naquele tempo o parque era atração, tinha roda gigante, bate-bate (autorama), xícara, lagarta, kamikase, a barca, casa do terror, monga, e outros mais. O coreto era o contraste perfeito para quem queria apreciar de longe aquelas filas enormes para entrar num brinquedo, principalmente, no dia da procissão, dia em que o pessoal da zona rural descia em peso para a cidade com objetivo de glorificar o santo maior, rever amigos e se divertir.

Naquele tempo sim, a festa de agosto era muito boa. Era o dia todo de festa, tinha baile na Associação Atlética Maragogipana, tinha som nos bares, a praça era voltada quase toda para o público infantil, eu corria a vontade pela praça e meus pais não tinham a preocupação que se tem hoje.

Naquele tempo sim, era bom demais.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Livro 'Suerdieck, Epopeia do Gigante' reconstituiu a história de um império charuteiro


No livro ‘Suerdieck, Epopeia do Gigante’, Ubaldo Marques Porto Filho reconstituiu a história de um império charuteiro, que chegou a ter 16 empresas, sendo quatro na Europa. Com três fábricas de charutos no Recôncavo Baiano (Maragogipe, Cruz das Almas e Cachoeira), foi a maior produtora de charutos brasileiros em todos os tempos e teve um período que manteve a liderança na produção mundial de charutos totalmente artesanais.

A epopeia da Suerdieck começou em 1892, como exportadora de fumos sediada em Cruz das Almas, onde também findou as atividades, em dezembro de 1999. A saga durou 107 anos, sendo 94 dedicados aos charutos que ficaram conhecidos nos quatro cantos do mundo.

Para reconstituir a longa trajetória, Ubaldo pesquisou centenas de documentos e entrevistou dezenas de pessoas que participaram da etapa final do antigo império. Ele próprio foi testemunha dessa fase, pois trabalhou na Suerdieck de 1965 até 1969.

O livro, com 400 páginas no formato grande (18,5x25,5), contém 446 lustrações, segredos na fabricação dos charutos e a relação das 464 marcas, sendo que chegou a ter 300 na linha de produção simultânea.

Não há, na história dos charutos brasileiros, nenhum livro com a riqueza de informações que ‘Suerdieck, Epopeia do Gigante’ oferece aos pesquisadores e leitores em geral.

Para acessar o livro em PDF basta entrar no site do autor: Ubaldo Marques Porto Filho

domingo, 10 de novembro de 2013

Livro "Odilardo Uzeda Rodrigues - Maragogipano por Opção" é lançado no dia do seu centenário

No dia 03 de novembro, filhos e netos  fizeram celebrar na Igreja Matriz de São Bartolomeu, uma missa especial em comemoração ao Centenário de nascimento de Odilardo Uzeda Rodrigues. A missa foi presidida pelo padre Matheus de Lima Leal. Familiares, amigos e admiradores marcaram presença.


Logo após a missa, na Casa da Cultura de Maragogipe foi realizado o lançamento do livro "Odilardo Uzeda Rodrigues - Maragogipano por Opção" que conta com textos jornalísticos e discursos históricos que o grande mestre declamou. Como exemplo, o livro contará com um discurso realizado no dia do centenário de elevação de Maragogipe à categoria de cidade, em 1950, assim como neste mesmo ano, discursou no tricentenário da Igreja Matriz de São Bartolomeu.

Durante o evento, foi lido trechos do livro, escrito por Odilardo Uzeda Rodrigues. Aliás, esta é uma dúvida que muitas pessoas estão tendo. O livro, é composto por textos escritos pelo mestre Odilardo, e organizado pelas suas filhas Izaura Marly Rodrigues Vieira e Odete Amanda Guerreiro Rodrigues Martinez com o apoio dos seus irmãos Themistocles Guerreiro Rodrigues, Odilardo Guerreiro Rodrigues, Manoel Guerreiro Rodrigues e Lucia Maria Guerreiro Rodrigues. Além destes, há textos complementares de familiares, amigos e ex-alunos.


O livro está sendo vendido pelo preço de 20 reais, consta com 200 páginas e você encontrará outras preciosidades relativas à sua história e sua relação com a história da cidade que ele optou por ser a sua terra. Será, sem sombra de dúvidas, uma coletânea de textos diferenciada!


Em breve, divulgaremos notícias sobre pontos de venda em Salvador. Neste momento, o livro pode ser adquirido na Secretaria do Centro Educacional "Simões Filho"

sábado, 13 de julho de 2013

Mateus Aleluia faz abertura do projeto “OURUA Cultura, Arte e Educação” no Recôncavo Baiano


Projeto “OURUA – Cultura, Arte, Educação” inicia atividades com Mateus Aleluia e Palestra Musical Afro-Barroca em Cachoeira

A fim de contribuir com o desenvolvimento humano e cultural no Recôncavo Baiano a Casa de Barro iniciará no dia 15 de Julho o projeto Ourua - Cultura, Arte, Educação. O lançamento será marcado pela Palestra Musical Afro-Barroca com Mateus Aleluia, no auditório da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira, às nove horas.

OURUA trata de uma tribo africana que era rica e se destacava dentre as demais pela sua arte e cultura. Numa analogia a esta “tribo do desenvolvimento”, esta iniciativa atuará com diversas ações tendo a formação e fruição artístico-cultural como instrumentos de transformação social. Serão desenvolvidas formações, oficinas de arte e cultura, além de uma programação artística periódica nas comunidades de Cachoeira, Maragogipe e São Félix. Ao final será publicado um livro de socialização da experiência e reflexão da cultura, da arte e da educação como potenciais para a promoção do desenvolvimento de territórios. O público alvo são crianças, adolescentes, educadores (formais e não formais) e a comunidade em geral.

A abertura com Mateus Aleluia marca o propósito da sensibilização da comunidade para o patrimônio cultural do Recôncavo Baiano. A Palestra Musical Afro-Barroca faz uma abordagem sobre a história do povo oriundo do continente africano e seu legado para o Brasil, trazendo de forma evidente no seu repertório mensagens de cidadania. Aborda também o sincretismo cultural e religioso das culturas indígena, barroca e africana e o perfil cultural que hoje confere à Bahia a condição de poder afirmar que o Estado é a maior expressão afro-descendente fora da África.

A abertura será gratuita, aberta ao público.

Este projeto conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda / Governo do Estado da Bahia.

SERVIÇO
O que: Abertura OURUA com Palestra Musical Afro-Barroca de Mateus Aleluia
Data: 15 de julho de 2013 (segunda-feira)
Hora: 9h
Onde: Auditório do CAHL/UFRB, Cachoeira/BA
Custo: Gratuito
Mais informações: www.casadebarro.org / casadebarro@gmail.com / (75) 3425-5396

sábado, 1 de dezembro de 2012

Hino de Maragogipe (Versão oficial escrita por Flávio Lima com áudio)

Apesar deste portal ter disponibilizado um Hino de Maragogipe escrito por Osvaldo Sá com música de Didi da Baiana, vale lembrar que o Hino Oficial de Maragogipe é escrito pelo maestro Flávio Lima, e descrito abaixo.

Flávio Lima

Somos os filhos da pátria querida,
Terra bendita que nos viu nascer,
E só por ela iremos à luta,
Bem resoluto lutar e vencer.


Nada nos leva jamais a recuar,
Pois nosso peito é grande como o mar,
Pode conter nosso Brasil gigante,
Cada vez, cada vez mais triufante.


Sabeis de onde nos somos?
Com muito orgulho diremos.
A cidade das Palmeiras,
A que tanto bem queremos.
Um pedacinho da Bahia,
Centelha deste Brasil
Onde o cruzeiro luzente
Vê se bem no céu de anil.

O áudio deste hino tem como cantor Leandro Rosário e como pianista, o maestro Elan Kilder Malaquias

Versão 1

Versão 2