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sábado, 13 de julho de 2013

Mateus Aleluia faz abertura do projeto “OURUA Cultura, Arte e Educação” no Recôncavo Baiano


Projeto “OURUA – Cultura, Arte, Educação” inicia atividades com Mateus Aleluia e Palestra Musical Afro-Barroca em Cachoeira

A fim de contribuir com o desenvolvimento humano e cultural no Recôncavo Baiano a Casa de Barro iniciará no dia 15 de Julho o projeto Ourua - Cultura, Arte, Educação. O lançamento será marcado pela Palestra Musical Afro-Barroca com Mateus Aleluia, no auditório da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em Cachoeira, às nove horas.

OURUA trata de uma tribo africana que era rica e se destacava dentre as demais pela sua arte e cultura. Numa analogia a esta “tribo do desenvolvimento”, esta iniciativa atuará com diversas ações tendo a formação e fruição artístico-cultural como instrumentos de transformação social. Serão desenvolvidas formações, oficinas de arte e cultura, além de uma programação artística periódica nas comunidades de Cachoeira, Maragogipe e São Félix. Ao final será publicado um livro de socialização da experiência e reflexão da cultura, da arte e da educação como potenciais para a promoção do desenvolvimento de territórios. O público alvo são crianças, adolescentes, educadores (formais e não formais) e a comunidade em geral.

A abertura com Mateus Aleluia marca o propósito da sensibilização da comunidade para o patrimônio cultural do Recôncavo Baiano. A Palestra Musical Afro-Barroca faz uma abordagem sobre a história do povo oriundo do continente africano e seu legado para o Brasil, trazendo de forma evidente no seu repertório mensagens de cidadania. Aborda também o sincretismo cultural e religioso das culturas indígena, barroca e africana e o perfil cultural que hoje confere à Bahia a condição de poder afirmar que o Estado é a maior expressão afro-descendente fora da África.

A abertura será gratuita, aberta ao público.

Este projeto conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia / Secretaria de Cultura / Secretaria da Fazenda / Governo do Estado da Bahia.

SERVIÇO
O que: Abertura OURUA com Palestra Musical Afro-Barroca de Mateus Aleluia
Data: 15 de julho de 2013 (segunda-feira)
Hora: 9h
Onde: Auditório do CAHL/UFRB, Cachoeira/BA
Custo: Gratuito
Mais informações: www.casadebarro.org / casadebarro@gmail.com / (75) 3425-5396

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Maragogipe: Escrituras, Cartas de Alforria e Contratos de 1804 a 1970, encontram-se no NUDOC/UFRB

O Núcleo de Memória e Documentação (NUDOC) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) recebeu, no último dia 30 de novembro de 2012, 108 livros de notas do tabelionato do Fórum Professor Raul Chaves, da Comarca de Maragojipe. 

São livros que abarcam o período de 1804 a 1970 e trazem registros de escrituras de compra e venda de imóveis, cartas de alforria e contratos diversos que revelam facetas ainda desconhecidas da história do Recôncavo. Este raro e valioso acervo se juntará a nove livros cartoriais de registros de casamentos e óbitos e 324 caixas de processos crimes e cíveis. 

Contrato de Conceição do Almeida, no termo de Maragogipe (Clique para ampliar)
Após o recebimento deste acervo, o NUDOC e o TJ-BA, conforme termo de cooperação técnica, concluiu a transferência dos documentos históricos da Comarca de Maragojipe, totalizando 441 documentos. Os próximos acervos que serão transferidos são os das comarcas de Cachoeira, São Félix, Santo Amaro, Cruz das Almas e São Sebastião do Passé. 

Este acervo já se encontra disponível para consulta de pesquisadores e demais interessados. O NUDOC está localizado na Rua Anna Nery, nº 9, Centro, Cachoeira-BA.

Fonte: UFRB

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Fotos antigas de São Félix, no Recôncavo da Bahia

Desde as primeiras décadas de sua existência a fotografia já mostrava o seu imenso potencial de uso. A produção fotográfica de unidades avulsas, de álbuns ou de coletâneas impressas abrangia um espectro ilimitado de atividades, especialmente urbanas, e que davam a medida da capacidade da fotografia em documentar eventos de natureza social ou individual, em instrumentalizar as áreas científicas, carentes de meios de acesso a fenômenos fora do alcance direto dos sentidos, as áreas administrativas, ávidas por otimizar funções organizativas e coercitivas, ou ainda em possibilitar a reprodução e divulgação maciça de qualquer tipologia de objetos. (leia mais em Fotografia e História: ensaio bibliográfico)

Neste sentido, a disponibilização de imagens fotográficas para o público leitor deste blog, é uma máxima que nós desejamos, pois a imagem revela muitos segredos. 

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Enchente em São Félix - cedido por Fabrício Gentil
Navio da Empresa de Navegação Baiana, durante uma enchente do Rio Paraguaçú. Por questões de segurança, quando as águas do Rio saíam do seu nível normal, a Ponte D.Pedro II era usada como atracadouro. Fabrício Gentil
Outro aspecto da Avenida Salvador Pinto (Porto), com os saveiros. — cedido por Fabrício Gentil 
Paço Municipal, ainda como sede da Intendência.
O prédio abrigava nessa época também Cadeia Pública, o Fórum e a Câmara Municipal.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Ponte D.Pedro II, com pórtico na entrada em homenagem ao Deputado autor da lei que extinguiu a cobrança de pedágio na Ponte. A direita, fachada lateral da Fábrica Costa Penna, onde hoje está o Iguatemi. No prédio a esquerda funcionava uma escola, parcialmente destruída num descarrilamento do trem.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Sobrado onde morou Castro Alves em São Félix, na antiga Praça do Progresso, hoje Inácio Tosta. Ali nasceu Elisa, irmã do poeta. O sobrado (terceiro a direita) foi provavelmente construído por seu avô, Major Antônio de Castro, comandante da milícia que derrotou as forças portuguesas em 1822.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Praça José Ramos, ainda com os ramais da linha férrea que ligavam a Barragem de Bananeiras a Estação e ao Chalé Guinle.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Praça Rui Barbosa, antigo Largo da Estação, antes da Estátua. Nota-se ao fundo o Alto da Santa Cruz com poucas construções.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida
Rua Manoel Vitorino (Dendê), ainda com pedras tipo "cabeças de negro". A linha férrea que se vê na foto é do ramal que ligava o Chalé a Barragem de Bananeiras.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Rua Senador Themístocles, centro comercial de São Félix
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Vista de Cachoeira. Cedido por Fabrício Gentil
Enchente em São Félix, cedido por Fabrício Gentil
São Félix vista de Cachoeira, provavelmente do Largo do Monte
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
São Félix vista do Chalé Guinle. Detalhe para os carros de época.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.


Enchente do Rio Paraguassu - Março 1911.
São Félix, pátio de manobras e Oficinas da Estrada de Ferro, parcialmente inundados. Neste local, hoje estão o Ginásio de esportes e a residência da UFRB. Fabrício Gentil

Vista dotelhado da Igreja de São Félix, cedido por Fabrício Gentil
Trecho da Rua J.J. Seabra (antes do alargamento)
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Trecho Inicial da Ladeira da Misericórdia.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Visita do Presidente Getúlio Vargas em São Félix - 1933 - cedido por Fabrício Gentil
Associados do Clube dos Alemães, que existia na cidade.
Cedido por Roberto Cordeiro, no mural de São Félix.
Enchente na Avenida Salvador Pinto, Porto de São Félix, cedido por Fabrício Gentil
Avenida Salvador Pinto, Porto de São Félix, em 1934.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida. 
Barragem Jerry O'Connel. (Barragem de Bananeiras). Hoje submersa. Fabrício Gentil
Prédio da Agência do Banco do Brasil em São Félix. cedido por Fabrício Gentil.
Enchente na década de 1940, Praça José Ramos, São Félix. Á esquerda, parte do complexo da Fábrica Costa Penna e Cia, onde hoje está a Praça Antônio Almeida Maia e a Rodoviária.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
Igreja de Senhor São Félix, antes da construção da Escola Paroquial. O prédio a direita é hoje a agência do Banco do Brasil. Nota-se ao fundo, á esquerda a Casa da Família Ferreira, antigo Colégio onde segundo a tradição Castro Alves teria estudado.
Foto: Acervo do Arquivo Público Municipal Dr. Júlio Ramos de Almeida.
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pequeno Histórico da Fábrica de Charutos Dannemann

Fundação: Segunda metade do século XIX
Fábrica: Dannemann
Procedência do Tabaco: Bahia - Brasil


Fundada na segunda metade do século XIX pelo alemão Gerhard Dannemann, a mais antiga fábrica de charutos do Brasil iniciou sua produção com apenas seis funcionários. Geraldo Dannemann - como passou a ser chamado - chegou ao País em 1873, quando comprou a então falida empresa de charutos Schnarrenbruch e mudou-se para São Félix, na região do Recôncavo Baiano.

A escolha baseou-se na conhecida qualidade dos fumos produzidas na Bahia. Nos primeiros anos de funcionamento, a empresa teve um espantoso crescimento, chegando a ser a maior produtora de charutos do País, além de uma importante exportadora, tendo na Europa seu principal mercado e na Alemanha, sua porta de entrada. Nesta época, seis fábricas da Dannemann empregavam cerca de 4 mil pessoas na Bahia.


Em 1906, Geraldo Dannemann saiu da empresa, mas só depois da I Guerra Mundial que começaram a surgir os primeiros problemas financeiros, quando a Europa já não tinha estrutura para ser um comprador tão bom. As dificuldades forçaram a fusão com a Stender, dando origem à Companhia de Charutos Dannemann, em 1922, um ano após a morte de Geraldo Dannemann. A II Guerra Mundial agravou os problemas na Europa e, conseqüentemente, as dificuldades da Dannemann.

O governo brasileiro, então, através do Banco do Brasil, responsabilizou-se pela empresa, que passou a se chamar Companhia Brasileira de Charutos Dannemann. Em 1945, ela foi devolvida a seus proprietários, mas não resistiu e acabou falindo nove anos depois. O grupo suíço Burger adquiriu a licença do nome Dannemann em 1976, e produz até hoje os charutos da marca, que não perdeu seu prestígio na Europa. Atualmente, a empresa produz os charutos Salvador, Menudo, Maduro, Especial, nº 1 e São Félix, além da linha Artist Line e as cigarrilhas Reynitas e Bahianos.


Charuto e Arte

Que o charuto é uma arte todos concordamos, que se pode gerar arte a partir dele já é uma novidade. Foi pensando nisto que o tradicional fabricante de charutos Dannemann localizado na cidade de São Félix, na Bahia, abriu as portas para a VI Bienal do Recôncavo no Centro Cultural Dannemann, no último dia 9 de novembro, reunindo artistas, turistas, admiradores de arte e imprensa.

Artistas do Brasil, Argentina e Holanda foram os responsáveis pela enorme quantidade de temas e formas artísticas expostas. Dos mais de dois mil inscritos, 119 artistas foram selecionados para concorrer aos prêmios. O júri foi composto pelos artistas plásticos Sérgio Rabinovitz e Justino Marinho, pelo fotografo Kabá Gaudenzi, pela crítica de arte Matilde Mattos além do presidente da Cia. Brasileira de Charutos Dannemann, Hans Leusen e o diretor do Centro Cultural Dannemann, Pedro Achanjo.

O Grande Prêmio Viagem à Europa foi para o artista plástico Florisvaldo Nascimento Filho, da cidade de Valença (Bahia), escolhido por unanimidade por suas duas obras, esculturas em madeira, metal e vidro, Articulando I e Articulando II. A viagem será para a Alemanha pelo período de um mês. Judite Pimentel de Feira de Santana (Bahia) e Georges Rechberger de Berna (Suíça) foram outros artistas premiados tendo suas obras adquiridas pelo Centro Cultural.

Na abertura do evento a Filarmônica União Sanfelista tocou diversas músicas antes do lançamento do CD do IX Festival de Filarmônicas do Recôncavo, outro projeto do Centro Cultural Dannemann, gravado ao vivo no encerramento do IX Festfir - realizado em dezembro de 2001 no mesmo local. Após o lançamento o público pode apreciar a performance Corposcaos do coreógrafo e bailarino Itamar Sampaio.

Hans Leusen, Presidente da tradicional Fábrica de Charutos Dannemann e fundador do Centro Cultural Dannemann criado em 1989 com a restauração da fábrica estava muito contente com os resultados pois o Centro Cultural é mencionado em todos lugares que vai como um marco na arte da Bahia. Apoiada pelo Ministério da Cultura e pela Unesco, a Bienal do Recôncavo vai até dia 18 de Janeiro de 2003. Para maiores inforamações visite o site www.centroculturaldannemann.com.br

Centro Cultural Dannemann
Tel: 75-425.2208 / Sr. Pedro Arcanjo.
Av. Salvador Pinto, 29 Centro
Cep: 44.360-000 São Félix - BA

sábado, 11 de agosto de 2012

As belas litografias dos exportadores de fumo do recôncavo baiano


Em finais do século XIX o recôncavo baiano era um dos mais importantes centros produtores de fumo do mundo. Empreendores alemães e holandeses plantavam a folha em Cruz das Almas, Cachoeira, São Felix, Santo Amaro, Maragogipe e na região instalavam fábricas de charutos, um dos maiores itens de exportação da Bahia em aqueles idos. Exportavamos fardos de fumo, cigarros e charutos.

Stender & Cia era uma das marcas de maior aceitação entre os consumidores, garantia de qualidade, a exemplo de outras também reconhecidas nesse quesito como Dannemann, Suerdieck, Pook & Cia, Rodemburg, Jezler & Hoening, R. Gaeschlin, Costa & Ferreira, dentre outras. A imagem que ilustra este post é um rotulo dos charutos “A Bella Africana” de Stender & Cia, imagem trabalhada em litografia e impressa na alemanhã com referências visuais da região onde era plantada a matéria prima do produto, ou seja, o recôncavo. Era comum esses rótulos serem utilizados como anúncios, não é o caso.

O que chama a atenção nesse rótulo é primeiro o nome do produto que destaca o fumo como plantado e manipulado por africanos, ou seja mão de obra escrava, originária ou descendente desse continente, como sinônimo de qualidade. Algo assim como fumo produzido por negros é outra coisa. Mas reparem também na indumentária da modelo. O ilustrador caprichou com o detalhe do pano da costa, dos adereços de ouro, colar e braceletes, e imprimiu à imagem um ar de nobreza que o título potencializa mais ainda com a referência de ”bella”.

Para o apreciador de bons charutos esta imagem significava muito. A garantia de um produto final trabalhado nos detalhes por prendadas mulheres negras do recôncavo, boas de fazer charuto nas coxas, que essa era forma ideal e diferenciada de enrolar a folha.